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Fim de comissões esquenta debates na Assembleia Legislativa

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O deputado Roberto Duarte (MDB) disse que é necessário fazer uma avaliação do trabalho parlamentar. Na Comissão de Constituição e Justiça se debate a possibilidade de destituir todas as comissões na Aleac para fazer uma recomposição.

“Peço a máxima atenção da Vossa Excelência, senhor presidente, para que continuemos com as comissões permanentes. Não sou presidente de nenhuma comissão embora faça parte de 9 comissões”, disse o deputado do MDB.

“Suplico pela sua maestria, presidente Nicolau. Não é momento de debatermos isso”, disse o parlamentar, que promete emitir relatório oral de modo imediato caso seja nomeado relator de algum projeto de lei.

Requerimentos acerca dos blocos motivaram a mobilização governista por um rearranjo nas comissões, algo que na opinião de boa parte dos deputados demanda tempo e negociação política.

Jenilson Leite (PSB) diz que é uma grande falta de respeito do Líder do Governo quanto à discussão das comissões imediatamente e não após a pandemia, conforme reivindica o deputado Edvaldo Magalhães.

Jenilson disse que este ano não houve formação de nenhum novo bloco, a não ser aqueles pós-acordo político para as comissões de apuração. “Este momento não é para dar cavalo de pau, de criar problemas para a população porque o regimento é extenso”, disse Leite.

A deputada Antônia Sales (MDB) disse quer ao contrário de parar as comissões os deputados tem de ajudar as pessoas, o governo, a vencer a pandemia do coronavírus.

Edvaldo Magalhães (PCdoB) fez uma comparação entre o debate na Aleac e a Batalha de Itararé, considerada o embate que não aconteceu. “Nós do PCdoB quando o deputado Jenilson saiu levou 2,5 minutos e nós não ficamos fazendo discussão”, disse Magalhães.

Segundo ele, não haverá diminuição do deputado. Os governistas seguirão apoiando o governo e os demais continuarão fazendo seu papel.

Daniel Zen e Jonas Lima também avaliam ser fora de tempo qualquer outro debate que não seja relacionado à pandemia do coronavírus. “Para quê perder tempo sobre coisas estranhas a isso?”, questionou o deputado do PT.

O líder do governo, Gerlen Diniz (Progressistas) rechaçou a acusação de dar cavalo de pau para acabar com comissões na Aleac. Gerlen explicou que Jenilson protocolou requerimento na CCJ pedindo a dissolução do bloco PSB/PDT/PTB e que isso sim se configura em manobra.

Evocando o regimento interno, Diniz também rebateu as afirmações de que esteja querendo parar a Aleac. “O que não vamos admitir é a oposição tentando impor para os deputados que são maioria”, disse Diniz, alertando que o período é de emergência sanitária e calamidade pública.

Em aparte, o deputado José Bestene (Progressistas) se solidarizou ao discuso de Diniz. “Sua fala é primordial. Podemos rever tudo isso para rever as comissões”, disse Bestene. Diniz promete rever as comissões em 30 minutos e não 30 dias conforme tentam sustentar.

“Fui acusado de não colocar a CCJ para trabalhar e isso é uma inverdade. Há projetos que já passaram pela CCJ. Peço que pareceristas façam buscas de todos os PLs e apelo que possamos hoje ainda aprovar o adicional de insalubridade. Porém por interesses escusos várias comissões não querem se reunir”, disse Gerlen.

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