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Detentos realizam motim no presídio e 56 presos ficam feridos

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Pelo menos 56 presos ficaram feridos durante um princípio de motim que ocasionou um conflito entre detentos e policiais penais na noite desta quarta-feira (22) no presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC), na Estrada do Barro Vermelho em Rio Branco.

De acordo com informações da polícia repassadas a reportagem do ac24horas, a rebelião foi ocasionada pela falta de água na penitenciária. Presos do chamado “chapão” começaram a bater nas grades como forma de protesto, muitos chegaram a sair das celas para os corredores.

Diante da situação e do número reduzido de policiais penais, após a confirmação de seis casos de servidores infectados com Covid-19 e outros 19 afastados por suspeita de contaminação, as guarnições optaram por usar armas não letais para controlar a rebelião. Vários presos foram alvejados com tiros de borracha.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e oito ambulâncias foram deslocadas ao presídio Francisco de Oliveira Conde, para prestar atendimentos aos detentos que ficaram mais graves durante a ação policial.

Foi necessário o SAMU, deixar um médico na penitenciária para fazer uma triagem dos presos e ao total 15 foram encaminhados ao pronto-socorro de Rio Branco, 14 foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA Franco Silva) na Baixada da Sobral e 27 detentos foram medicados e permaneceram na FOC.

A Polícia Militar prestou apoio na locomoção dos presos aos hospitais.

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Volta da Polícia Militar ao presídio

Com o efetivo reduzido após a confirmação de seis casos de Policiais Penais com Covid-19 e outros 19 com suspeita de contaminação, a Associação dos Policiais Penais do Acre, por meio do Presidente Éden Azevedo, protocolou na semana passada um ofício junto ao Iapen e p secretário de segurança pública pedindo a volta dos policiais militares que reforçavam a segurança nas muralhas dos presídios. Segundo ele, ao menos 150 policiais militares deixaram de fazer esse trabalho.

De acordo com Éden Azevedo os militares foram convocados para reforçar a segurança nos presídios durante uma onda de ataques e conflitos entre as organizações criminosas em outubro de 2016. Porém, com a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em dezembro de 2019, a direção e segurança dos presídios passaram a ser exclusivamente da Polícia Penal.

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