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Autoridades estudam pedir prisão preventiva do filho de deputado

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Advogado ingressa com outro HC no Tribunal de Justiça alegando que cunhado de deputado é hipertenso e tem doença renal e por isso não poderia ser preso

Na tarde desta segunda-feira, 13, o empresário Cristian Sales, filho do deputado Manoel Moraes (PSB), que se entregou às autoridades policiais no último sábado, 11, depôs ao delegado Alcino Júnior e ao representante do Ministério Público na Sede da Delegacia Especializada no Combate a Corrupção (Decor), no bairro Bosque. Ele é investigado sobre supostos desvios em recursos na distribuição da merenda escolar no Estado. Seu tio, o também empresário Manoel de Jesus, irá prestar esclarecimento na terça-feira, 14.

Durante três horas, Cristian prestou esclarecimento acerca dos questionamentos levantados pelos investigadores. Ele estava acompanhado de seu advogado Valdir Perazzo e após depor, retornou a cela na Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), no bairro Cadeia Velha., onde seu tio também está preso.

Ao ac24horas, o advogado da família Moraes afirmou que tanto Cristian como Manoel são pessoas idôneas e que já ingressou com um novo Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça do Acre para tentar soltá-los. Perazzo detalhou que argumentou pela soltura do empresário Manoel junto ao delegado, que indeferiu o pedido. “O Manoel de Jesus é portador de hipertensão e doença renal e portanto integrante de um grupo de risco que o Conselho Nacional de Justiça recomenda a juízes e tribunais que não faça prisões provisórias dessas pessoas, especialmente quando a investigação se trata de crimes praticados sem ameaça ou violência, que é o caso. Não tem violência e nem ameaça contra a pessoa”, argumentou.

Como os dois se entregaram no sábado, 11, a prisão temporária tem validade de apenas 5 dias. O ac24horas apurou que dependendo das informações extraídas no depoimento desta segunda e terça, as autoridades policiais e o Ministério Público estudam solicitar a prisão preventiva dos acusados que pode inicialmente durar até 30 dias.

O novo HC impetrado pela defesa dos empresários foi protocolado na Câmara Criminal. O relator do processo é o desembargador Pedro Ranzi, que na última sexta-feira, 10, negou a liberdade dos investigados.

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