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Três cidades do Acre possuem taxa acima da média nacional de infectados por coronavírus

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FOTO: SECOM AC - ODAIR LEAL

Todas as tardes, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) divulga seu boletim com os dados do coronavírus no Acre. É comum ler nas redes sociais as pessoas comemorando quando não há aumento ou o número de casos confirmados tem um pequeno acréscimo.

Esse é exatamente um problema que pode fazer com que o Acre tenha um pico de casos acima do que se espera. O motivo é que com o crescimento “pequeno” de casos diários, há a impressão de que a situação é tranquila. As pessoas relaxam do isolamento social e voltam a ter uma vida “normal”.

O que as pessoas esquecem ou não sabem é que não são feitos testes em todo mundo. Apenas nos pacientes que ficam em estado grave são realizados os exames. Esse procedimento, por conta da quantidade insuficiente de testes, acaba por não traduzir fielmente o número de casos no Acre.

E mesmo o teste sendo feito apenas nos casos graves, a situação é preocupante.

De acordo com um estudo do Programa de Educação Tutorial (PET) da Universidade Federal do Acre (UFAC) dos cinco municípios onde há incidência confirmada de coronavírus, em três a média está acima da taxa nacional.

A menor taxa é encontrada em Porto Acre, onde a incidência da doença é de 5,4 por 100 mil habitantes. Bem abaixo da taxa nacional que é de 9,8. O Bujari também está abaixo, apesar de bem próximo com 9,7.

Em compensação, o “bicho pega” em Rio Branco, Acrelândia e Plácido de Castro.

Na capital acreana, a taxa é de 14 infectados por 100 mil habitantes. Já em Plácido de Castro, o número é ainda maior, de 20,2. Preocupação mesmo vem com o município de Acrelândia. Com uma taxa de 59 infectados por 100 mil, o pequeno município acreano possui uma das maiores incidências do país. Se pegarmos a média geral do país, de 9,8, a taxa em Acrelândia é 600% maior que o registrado na média brasileira.

O professor/doutor de economia da UFAC, Rubicleis Gomes, afirma da preocupação, já que apenas em casos graves estão sendo feitos exames. “O que é extremamente importante é que esses números não consideram as subnotificações. E isso acontece no Acre, como no restante do país. A situação é muito mais grave do que isso aí que está sendo mostrado”, diz.

Em relação ao resto do país, como os casos confirmados de coronavírus cresceram muito em outros estados, principalmente no vizinho Amazonas, o Acre ocupa a 12º posição entre os estados com a maior taxa de infecção por 100 mil habitantes. A média de 8,1 é menor que o registrado na média nacional.

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