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Além do filho, polícia procura cunhado de deputado em pescaria; sobrinho foi preso

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Agentes da Polícia Civil do Acre, em parceria com as autoridades de Rondônia, estão desde ontem a procura dos empresários Cristian Sales e de Manoel Jesus, ambos filho e cunhado do deputado Manoel Moraes (PSB). A justiça decretou a prisão deles baseado nas investigações da Operação Mitocôndria, que investiga desvios de recursos da merenda escolar do Estado. Dos 7 mandados de prisão expedidos, cinco foram cumpridos. Apenas Cristian e Manoel ainda não foram presos temporariamente. Um sobrinho do deputado, identificado como Thiago, também foi preso.

O deputado Manoel Moraes afirmou que Manoel também estaria em uma pescaria em Rondônia só que em um grupo diferente do seu filho, Christian. “Ele estava também em grupo só que separado do Cristian. Mas mandei que um dos carro só voltasse quando achasse o Manoel Também. Não temos medo e nem preocupação de ser preso ou responder. A verdade prevalecerá”, explicou o parlamentar.

Moraes voltou a reafirmar que essa viagem de pescaria estava previamente programada a mais de um mês. “Eles nunca imaginavam isso. Portanto eles não estão foragidos, eles estavam viajando e em local remoto e eu mandei dois carro atrás e vai trazer eles”, disse.

Por outro lado, os investigadores classificam os empresários como foragidos e que a pescaria seria apenas um pretexto para fugir da justiça.

Como o ac24horas adiantou em duas reportagens publicadas nesta semana, um esquema pode ter movimentado mais de R$ 20 milhões no desvio de recursos públicos destinado a merenda escolar no Acre. Desses montante, segundo a polícia, cerca de R$ 4 milhões teriam sido desviados.

A justiça atendeu a representação da Polícia Civil e bloqueou, preliminarmente, R$ 5 milhões das contas dos investigados, além de tornar, temporariamente, indisponíveis bens móveis, imóveis e semoventes dos envolvidos.

A operação policial conta com 2 meses de investigação com foco em desvio de recursos públicos relacionados a merenda escolar sendo apuradas diversas práticas como: entrega de produtos e itens com qualidade inferior ao contratado ou em quantidade menor, além de falsificação de documento público, falsidade ideológica e associação criminosa entre outros crimes e irregularidades previstas na Lei de Licitações e Contratos Públicos.

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