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Xororô de campanha

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Acabou o prazo do troca-troca de partidos para quem pretende disputar um cargo de prefeito ou vereador nas próximas eleições de outubro. Se a regra era negociar a composição de chapas na época das convenções partidárias, com o fim das coligações, estar no partido certo passou a ser fundamental.

Partido que não conseguir lançar um elenco de candidatos bons de voto está fadado a desaparecer localmente, levando ao desespero seus caciques. Da mesma forma, não é esperado mais que os consórcios para eleições majoritárias tenham uma dúzia ou mais de agremiações, como foram os antigos MDA, FPA e mesmo a frente que apoiou Gladson no último pleito.

Aqui no Acre, por conta das grandes coligações que se formaram desde os anos 90, foi cultivada a falácia de que o executivo de plantão tem o poder sobre os partidos que o apoiaram no processo eleitoral, dando ao seu partido uma supremacia descabida. Confundimos a responsabilidade com o sucesso da gestão com a subserviência ao gestor.

Para os partidos, a eleição de 2018 já ficou para trás. Agora é momento de trabalharem as deste ano e olharem estrategicamente para as de 2022, focando nas regras dadas pela legislação e não na vontade dos concorrentes.

No cenário político nacional há hoje uma dezena de partidos que tendem a absorver os demais. Aqui no Acre essa quantidade cai à metade. Ao menos uma dúzia dos partidos locais tende a desaparecer em alguns anos porque se constituíram como satélites dos maiores.

A grande movimentação que se viu nos últimos meses mexeu significativamente com a divisão de poder local, deslocando o centro de atenções do governador para algumas lideranças que demonstraram maior sucesso na organização de seus próprios partidos. Exemplos mais evidentes são os do ex-prefeito Vagner Sales e do vice-governador Major Rocha ora tratados de infiéis.

Nomes de peso e com histórico de sucesso em eleições passadas migraram para legendas onde possam continuar disputando com chances de vencer. O certo é que os partidos que pretendem sobreviver precisam ter representação em todos os municípios e precisam ter candidatos de qualidade em todos os municípios também. Os que não fizeram esse dever de casa sucumbirão.

Um aspecto pouco valorizado no modelo partidário que as novas regras estão construindo é que as agremiações tenderão a ser muito mais programáticas, por um lado, e organizadas, por outro. Será muito mais evidente, daqui alguns anos, o que for municipalista, o social democrata, o conservador, o liberal, o trabalhista e assim por diante.

Outubro ainda está longe. Cogita-se até em protelar o pleito para daqui dois anos sob a justificativa oficial da necessidade de isolamento social para o combate da pandemia. Por enquanto o xororô sobre traidores, infiéis e oportunistas continuará permeando o noticiário de política.


 

Roberto Feres escreve às terças feiras no ac24horas.

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