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Inquérito que investiga “Prato Extra” terá desfecho com prisões a qualquer momento em todo o estado

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“Pagavam por carne e ofereciam café com biscoito aos alunos”. É o que aponta o inquérito da Polícia Civil, segundo revelou um agente policial que pediu reserva sobre o seu nome. Procurado, delegado-geral José Henrique diz que conclusão das investigações “é prioridade da Polícia Civil do Acre”, mas evitou detalhar a investigação

A qualquer momento deve ocorrer desdobramentos das denúncias contra um grupo de empresas que atua “supostamente” desviando recursos da merenda escolar no Acre. Embora não tenha repassado informações sobre o caso – que corre em sigilo absoluto – delegado-geral de polícia, José Henrique revelou a reportagem do ac24horas que a conclusão das investigações é prioridade absoluta.

Economizando palavras, Henrique disse que “esse é um tipo de processo que depende muito do Ministério Público e do Tribunal de Justiça. E concluiu: “não posso dar muitas informações porque corre [o processo] em sigilo absoluto”.  Mesmo assim garantiu que por determinação do governador os culpados serão identificados e denunciados à justiça.

Como a reportagem apurou, mesmo usando a conhecida “pró-forma” – estratégia que dificulta o controle fiscal dos órgãos controladores – e a prática do “guarda-chuva” com atividades heterogêneas, um rastro de provas foi deixado pelos supostos empresários na montagem dos processos licitatórios.

Outro ponto que as investigações apontaram é que os “personagens” da suposta fraude são velhos conhecidos de setores internos da Secretaria de Estado de Educação (SEE). Por conta disso, ontem, alguns servidores da educação foram afastados após o caso vim à baila nessa gestão.

Modus operandi – Como a entrega de produtos perecíveis seguindo a modalidade do contrato licitado, ocorre nas escolas, as empresas? Segundo apuração da PC, os responsáveis pela distribuição da merenda entregavam os produtos em horários de pouca movimentação de servidores, muitas vezes, para vigias e merendeiras que assinavam as notas de entrega sem conferir a qualidade e a quantidade dos alimentos que estavam recebendo.

“Pagavam por carne e ofereciam café com biscoito aos alunos”, disse um servidor que colabora com a reportagem. Ainda de acordo esse servidor, isso é de conhecimento de todos. Ele cita dificuldades de controle interno na entrega dos produtos, principalmente, nas regiões mais distantes, em escolas rurais.

O longo caminho das investigações até a conclusão do inquérito

A reportagem do ac24horas apurou que um longo caminho de investigação foi seguido e, provas robustas contra o suposto esquema foram encontradas.

O secretário de educação Mauro Sérgio não fala mais sobre o assunto. Para ele, o caso é de Polícia. Uma auditoria interna solicitada pelo secretário foi que apontou os primeiros indícios de desvio de finalidade na aplicação dos recursos. Ele, quando convidado para o cargo, havia pedido ao governador autonomia para indicação dos cargos de confiança da sua equipe. O pedido foi negado e acabaram acontecendo indicações políticas.

Da secretaria de educação, no final de 2019, Mauro enviou a conclusão da auditoria à Controladoria Geral e a Procuradoria Geral do Estado, levando ao conhecimento do governador Gladson Cameli o que havia descoberto.

Da Casa Civil, partiu a determinação para uma investigação severa dos fatos e a prisão dos supostos envolvidos. O governador Gladson Cameli tem revelado a assessores que através desse caso quer dar exemplo de corrupção zero em sua gestão.

Não há informações de quantas pessoas já foram ouvidas pela Polícia Civil e da documentação solicitada até aqui. Também, ainda, continuam só nas suspeitas a possível ligação de algumas empresas com um suposto deputado estadual.

A primeira reportagem da série “Prato Extra” levantou uma série de debates nas redes sociais. Os internautas levantam questionamentos e até dúvidas se o caso realmente vai pegar os famosos “peixes grandes”.

 

 

 

 

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