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ICMBio solicita paralisação do manejo florestal nas Unidades de Conservação na Amazônia

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Buscando resguardar as populações extrativistas da pandemia do coronavírus, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recomendou nesta semana, por meio de ofício circular, a paralisação das atividades dos Planos de Manejo Florestal Comunitário em unidades de conservação na Amazônia. No documento estão listadas duas florestas nacionais e seis reservas extrativistas, nos estados do Pará, Acre e Amazonas.

As unidades de conservação citadas pelo ICMBio são a Floresta Nacional do Tapajós, a Floresta Nacional do Purus e as Resex Chico Mendes, Ituxi, Verde Para Sempre, Tapajós-Arapiuns, Mapuá e Arióca Pruanã. Ao todo as UCs listadas no documento possuem dimensões equivalente a mais de 4 milhões de campos de futebol (4.699.896,00 hectares), sendo que cerca de 5% dessas áreas possuem plano de manejo aprovados pelos órgãos ambientais.

O ofício destaca que as restrições buscam evitar o contato das comunidades tradicionais com pessoas de fora das unidades de conservação envolvidas com o manejo florestal.

“Deve ser evitado o acesso de profissionais que prestam serviços nas comunidades como engenheiros, técnicos, condutores de caminhões e balsas, operadores de máquinas, assim como pesquisadores e respectivos colaboradores”, informa o documento assinado pela coordenadora-geral de Populações Tradicionais do ICMBio, Bruna de Vita.

Para engenheira ambiental e coordenadora adjunta do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Katiuscia Miranda, a medida é importante, porém cabe o entendimento em que etapa o MFC está em cada local.

“Nem todas as fases do manejo implicam na participação de profissionais externos à comunidade, além do que, a continuidade das operações é necessária para garantir recursos para as comunidades que já estão sendo penalizadas e tem suas atividades econômicas inviabilizadas”, afirmou.

Marcelo Galdino, coordenador do programa Florestas Comunitárias, esclarece que o Instituto Floresta Tropical (IFT) tem cumprido as recomendações do ICMBio e dos órgãos de saúde pública e informa que todas as atividades de campo do lFT estão suspensas neste momento.

“Por hora, ao menos, até a situação melhorar, todas as restrições feitas pelas autoridades competentes serão seguidas. Inclusive a atividade de inventário florestal, que estava sendo realizada em Arióca Pruanã foi paralisada, por esses motivos”, explicou.

Com informações do Observatório do Manejo Florestal Comunitário.

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Cotidiano

Voluntário brasileiro que participava dos testes de Oxford tomou placebo, não a vacina

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João Pedro Feitosa, que teve morte confirmada nesta quarta-feira (21) e participava dos testes da vacina de Oxford no Brasil, tomou o placebo – ou seja, não recebeu uma dose do imunizante em desenvolvimento. As informações foram enviadas por fontes da TV Globo.

O que se sabe sobre o caso

– Voluntário tinha 28 anos e era médico recém-formado

– Ele morreu devido a complicações da Covid-19

– Após avaliação de comitê independente, testes não foram suspensos

– AstraZeneca e Oxford alegam cláusulas de sigilo para não divulgar mais detalhes do caso

– Desenvolvedores dizem que comitê não viu preocupações de segurança relacionadas ao caso

– Anvisa disse que processo permanece em avaliação, mas não determinou suspensão do estudo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter sido notificada do óbito em 19 de outubro, e que foi informada que o comitê independente que acompanha o caso sugeriu o prosseguimento do estudo.

“O processo permanece em avaliação”, disse a agência (veja íntegra da nota abaixo).

Estudos mantidos

Tanto os desenvolvedores (AstraZeneca e Universidade de Oxford) quanto os envolvidos na aplicação dos testes (Unifesp e IDOR) ressaltam que estão impedidos de dar mais detalhes por questões éticas, mas ressaltaram que não houve indicação para suspensão do estudo. Além disso, lembraram que a pesquisa é baseada em um “estudo randomizado e cego, no qual 50% dos voluntários recebem o imunizante produzido por Oxford”.

Em nota, a Universidade de Oxford ressaltou que os incidentes com participantes do grupo controle são revisados por um comitê independente e que a “análise cuidadosa” não trouxe preocupações sobre a segurança do ensaio clínico.

A farmacêutica AstraZeneca informou ao G1 que também não pode fornecer detalhes extras por causa das cláusulas de confidencialidade, mas ressaltou que todos os processos de revisão foram seguidos. “Essas avaliações não levaram a quaisquer preocupações sobre a continuidade do estudo em andamento”, informou a empresa em nota.

A microbiologista Natália Pasternak diz que é preciso ter cautela e analisar com tranquilidade o ocorrido. “Pessoas que participam dos testes clínicos são pessoas, elas podem morrer pelas mais diversas causas. Pode não ter absolutamente nada a ver com vacina”, explicou a cientista, que ainda apontou que a investigação do caso pode ser demorada e levar dias.

Segundo Pasternak, a decisão de abrir as informações fica a critério do pesquisador e do patrocinador de cada pesquisa. O comitê independente, que recebe e analisa as informações sobre os testes, pode recomendar se vai abrir ou não dados sobre o caso.

“Por enquanto, é um efeito grave, lógico que morte é um efeito grave, mas isso é normal em testes clínicos e precisa ser avaliado”, completou.

Testes e acordo no Brasil

A vacina desenvolvida em parceria entre o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford é a principal aposta do governo federal para uma futura campanha de vacinação contra o novo coronavírus.

O estudo está na fase 3 dos testes, e eles começaram no Brasil em junho. Nesta fase, a eficácia da vacina é verificada a partir do monitoramento de milhares de voluntários. No país, 8 mil voluntários já participam do estudo.

Antes da fase 3, sua segurança foi verificada em pesquisas com um número menor de voluntários e nenhuma reação grave foi verificada, somente reações leves (leia mais abaixo).

O Ministério da Saúde prevê o desembolso de R$ 1,9 bilhão para o projeto AstraZeneca/Oxford, e espera oferecer 100 milhões de doses no primeiro semestre da vacina, caso os estudos confirmem sua eficácia e segurança. Além disso, prevê produzir mais 165 milhões de doses no Brasil no segundo semestre.

Segurança da vacina de Oxford

Um estudo com resultados preliminares da vacina de Oxford (AZD1222) foi publicado em 20 de julho, na revista científica “The Lancet”. A pesquisa cita reações consideradas leves e moderadas e não fala sobre efeitos colaterais graves:

– Dor após a vacinação: 67% sem paracetamol; 50% com paracetamol.

– Fadiga: 70% sem paracetamol; 71% com paracetamol.

– Dor de cabeça: 68% sem paracetamol; 61% com paracetamol.

– Dor muscular: 60% sem paracetamol; 48% com paracetamol.

Os testes iniciais, das fases 1 e 2, foram realizados na Inglaterra, com 1.077 voluntários, divididos em dois grupos: 543 pessoas receberam a vacina experimental, e outras 534 receberam uma vacina de meningite (o grupo controle) – 56 participantes da vacina experimental receberam paracetamol profilático.

Nota da Anvisa sobre a morte do voluntário

Abaixo, veja a íntegra do posicionamento divulgado pela Anvisa:

“Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação.

Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância.

A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira.”

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Cotidiano

PRF abre estágios para estudantes de nível superior e médio com bolsa de R$ 1 mil

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está com inscrições abertas para preenchimento de vagas para estagiários de nível superior e médio. A seleção será feita pela empresa Capacitação Inserção e Desenvolvimento (CIDE).

São quatro vagas para estudantes de nível superior nos cursos de: engenharia, direito, comunicação social e administração com bolsa de R$ R$1.007,98. São duas vagas para alunos do ensino médio com bolsa de R$ 706,05. A carga horária para ambos os níveis é de quatro horas semanais.

Os candidatos interessados devem realizar cadastro no site: www.ciderh.org.br e enviar currículo para o e-mail: @vagas@cideestagio.com.br com o assunto: Ensino Médio ou Estágio Acre para estudantes de nível superior.

Os detalhes do processo seletivo estão disponíveis na página www.ciderh.org.br.

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Cotidiano

Duas cidades acreanas estão com pendências para receber recursos da Lei Aldir Blanc

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Terminou no último sábado, 17, o prazo para que as gestões municipais tivessem manifestado interesse nos recursos do auxílio emergencial para a cultura, estabelecido pela Lei Aldir Blanc. Agora, após esta etapa, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que é preciso acompanhar o processo e verificar se há pedido de complementação do documento.

A entidade disponibilizou uma lista com municípios com pendência no plano de ação. Após análise, se o plano de ação não estiver de acordo com a Lei, o governo federal solicita a complementação. Nesse caso, o gestor deve fazer os ajustes na Plataforma+Brasil e enviar o plano para nova análise.

No Acre, os municípios de Marechal Thaumaturgo e Acrelândia aparecem entre os que precisam de correção no plano de ação.

Quando o plano de ação é aprovado pela União, o passo seguinte é a abertura de uma conta bancária pela Plataforma +Brasil. Por meio dela os recursos são transferidos em parcela única, devendo o município comunicar ao gerente da agência de relacionamento quem serão os gestores locais responsáveis por operar a verba.

Caso a gestão local tenha se equivocado na indicação da agência de relacionamento do Banco do Brasil em um plano de ação já autorizado, pode solicitar a correção pelo e-mail auxiliocultura@turismo.gov.br. A retificação só pode ser feita se o município ainda não tiver assinado o termo de adesão.

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Cotidiano

Socorro Neri se reúne e recebe apoio de colaboradores da Casa Matos e Gazin

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A candidata à prefeitura de Rio Branco pelo Partido Socialista Brasileiro, Socorro Neri, se reuniu logo pela manhã desta quarta-feira, 21, com os colaboradores da Casa Matos e da Gazin.

A visita foi partilhada nas redes sociais pela candidata. O convite de visita a Neri foi feito pelos empresários Ney Matos e Gerônimo Neto.

“Começamos o dia cedinho em visita aos comerciantes de nossa cidade que demonstram apoio à minha candidatura. Fico honrada em ter comigo nesta caminhada esses queridos colegas que são importantes para o fomento da economia local. Em nome dos senhores Ney Matos e Gerônimo Neto, agradeço a cada um dos funcionários que conversamos hoje, pela recepção”, escreveu

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