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Preço da cartela de ovos chega a R$ 20 em Cruzeiro do Sul

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O Coronavírus (Covid-19) já começa a mudar a realidade do comércio em Cruzeiro do Sul, onde desde o final de semana está difícil encontrar ovos. De acordo com os empresários do ramo de supermercados, o consumo dobrou e a granja local não atende a demanda. Os consumidores apostam no ovo como item que fortalece o sistema imunológico contra o vírus que já infectou pelo menos 17 pessoas no Acre até agora, segundo a Secretaria de Saúde. Além disso, as pessoas em quarentena em casa estão comendo mais. E em alguns comércios a cartela com 30 unidades do produto alcança R$20.

A autônoma Marjori Melo, que comercializa marmitas cita que nesta segunda-feira, 23, só encontrou ovos pra comprar no terceiro comércio onde esteve. “Eu comprava a cartela por R$ 13 aí hoje achei de R$20″.

O empresário do ramo de supermercado, Manu Cameli, cita que a granja local não tem atendido aos pedidos na totalidade e que marcas de outros estados não chegam à Cruzeiro e que nem em Rio Branco está encontrando ovos pra comprar em grande quantidade. ” Amanhã vou ter que pedir de São Paulo. Com a quarentena as pessoas em casa estão comendo mais ovos “.

Neto do Cohab conta que vendia em 3 lojas 3 mil ovos por dia e agora são 6 mil. “Nesse momento tudo que está relacionado a fortalecer o organismo contra o vírus é vendido rapidamente”.

Na única granja de Cruzeiro do Sul, o dono Ângelo Figueiredo, cita que por causa do Coronavírus, mudou a estratégia de venda que não é mais feita no próprio local de produção como antes. Para proteger os colaboradores, agora só faz entregas. ” Muita gente vinha comprar aqui na granja o que não é mais possível neste momento”, relata citando que não tem embalagens suficientes para atender a todos os pedidos dos comércios.

Ele cita também que sua capacidade de produção diária atual é de 1.350 ovos. Que desde o ano passado, com o aumento do valor da carne bovina, a procura pelo ovo aumentou muito em Cruzeiro do Sul. Quanto ao valor cita que d dezembro pra cá só aumentou R$ 1,16 na cartela relata o empresário. “Mas eu não sei qual a margem de lucro praticada pelos comércios onde entregamos”.

De acordo com o empresário, a atividade enfrenta muitas dificuldades e que vários fatores encarecem a produção como o aumento dos insumos que acompanham o dólar e vêm de outros estados.

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