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Mais de 700 colaboradores do Sistema S no Acre estão com empregos ameaçados

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Com a medida do governo federal de cortar pela metade a contribuição ao Sistema S, inicialmente por três meses, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) prevê uma demissão em massa no Sesc e no Senac que pode cortar entre 50% a 60%, além de uma aceleração no processo de venda de ativos. No Acre, o cenário pode ser ainda pior. De acordo com Leandro Domingos, presidente das Administrações do Sesc e Senac, mais 700 empregos estão ameaçados.

A medida do governo federal foi desenhada no âmbito do grupo de monitoramento dos impactos do Covid-19. O Ministério da Economia estima injetar R$ 2,2 bilhões na economia ao reduzir em 50% as contribuições ao Sistema S por três meses.

“Devemos informar que o Sesc e Senac no Acre possuem 538 empregados, 55 estagiários, 18 menores aprendizes e 165 prestadores de serviços, portanto, 776 pessoas que diretamente vivem com salários do Sistema no Acre. Se calcularmos os dependentes familiares, vamos chegar há algo em torno de 2328 pessoas que vivem às expensas do sistema. No Brasil, o Sistema Comércio Sesc e Senac possuem mais de 90 mil trabalhadores, cujos empregos estão ameaçados”, revelou Domingos.

O presidente ressaltou que o salário não é o mais importante, mas importante é a grande contribuição que estas duas entidades dão à sociedade acreana através da Educação, cultura, saúde, lazer, formação profissional, assistência social, esportes, dentre diversos outros benefícios. “Se o governo efetivar o corte, mesmo que por 90 dias, o que sobra não dará para pagar sequer a folha de pessoal, com perdas importantes para o funcionamento das instituições, neste período”, argumentou.

Sobre os efeitos do coronavírus no Estado, Domingos entende que o momento é grave e requer a participação de todos, mas é preciso avaliar as consequências de certas medidas. “Ao atingir o Sistema S, o governo federal só pensou em quanto poderia arrecadar, mas não pensou nas sequelas que iria causar para grande parte da população beneficiada pelo Sistema S. Pensou no financeiro, mas não pensou no social”, disse.

“Pensando no atual momento e nos dias futuros do Sesc e Senac, sua diretoria fez uma reunião para avaliação e propor ações a serem implementadas, em face da mudança. Nenhuma medida ainda foi tomada, vez que aguardamos a iniciativa do Governo Federal. entretanto, na primeira avaliação a diretoria teve a convicção que terá de adotar medidas drásticas e necessárias como: fechamento de restaurante, cancelamento de todos os cursos de formação profissional oferecidos gratuitamente que iriam iniciar; cancelamento de estágios técnicos da área de saúde; redução dos turnos de aula das escolas; suspender as atividades noturnas nos campos de futebol, quadras de esporte, auditórios e salas de multiuso; reduzir a carga horária de trabalho, com alteração de turnos; suspensão de todas as viagens de funcionários e diretores para fora do estado, dentre outras medidas de menor alcance”, ressalta Domingos que enfatiza que o Sistema S não é público. “É privado, portanto, a medida do governo é indevida e inapropriada, vez que sequer procurou os dirigentes do Sistema para negociar”, pontuou.

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