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Comissionada que estuda medicina em Cobija garante que cumpre carga horária de trabalho

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Muitas famílias acreanas se esforçam para realizar o sonho de ver um filho se formando em medicina. No caso do Acre, as opções são a UFAC, onde a concorrência é muito alta, e a faculdade particular, onde o valor é considerado fora da realidade financeira para quase todo mundo.

Uma outra opção, buscada por centenas de futuros médicos, é a Bolívia, mesmo sabendo que o diploma emitido pelas faculdades do país vizinho precisa ser revalidado no Brasil.

A bióloga Quellen Criss de Oliveira Maia começou este ano a realizar o sonho de se tornar médica.

Só que o início da sua formação vem acompanhada de uma polêmica. É que Criss é comissionada do governo do Acre. Nomeada em uma CEC-6, recebe líquido cerca de R$ 5 mil reais por mês.

O ac24horas recebeu uma denúncia de que a comissionada estaria ganhando seus salários sem trabalhar. “Eu quero que o governo explique como é que alguém que faz uma faculdade em que as aulas são de manhã e de tarde tem tempo para cumprir sua carga horária de trabalho. Isso é uma vergonha”, afirma o denunciante que prefere não ter o nome identificado.

Um médico que se formou na mesma universidade, Unitepc, afirma que existem atividades durante todo o dia. “Muitas vezes entra pela noite. Quando eu me formei, em muitos dias as aulas começavam às 6 da manhã e com a prática ia terminar de noite”, diz.

De fato, o nome de Quellen Criss de Oliveira Maia aparece no portal da transparência do governo acreano. Segundo o portal, no último mês de fevereiro, teria recebido mais de 7 mil reais. O valor a mais no salário normal seria decorrente do pagamento de férias.

Consultada pela reportagem, Quellen confirmou ser estudante do curso de medicina em universidade na cidade boliviana de Cobija, fronteira com Epitaciolândia e Brasileia.

No entanto, afirma que cumpre rigorosamente com a sua carga horária. “Eu tenho as minhas escalas para provar que trabalho normalmente no Hospital Regional do Alto Acre. Não sou funcionário fantasma e cumpro minhas 40 horas semanais normalmente”, diz Criss.

A bióloga, lotada no laboratório da unidade de saúde, conta que só estuda dois dias por semana. “Nos dois dias que estou de aula não estou de plantão. Compenso nos demais dias, inclusive aos sábados e domingos para cumprir a escala”.

A reportagem do ac24horas apurou que quase metade dos servidores do Hospital Regional fazem faculdade na Bolívia, inclusive a chefe do laboratório onde Criss está lotada, identificada como Rosicleia Mota.

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