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Rio Branco FC vai desistir de participar do Campeonato Brasileiro da Série D

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FOTO: MANOEL FAÇANHA

A situação do maior clube de futebol do Acre, maior ganhador de títulos da história da era profissional no estado, mostra que o futebol acreano se ainda não está no fundo do poço, já chega muito perto.

A equipe que durante muitos anos assustava seus adversários, era uma das principais forças futebolísticas da Região Norte, levava ótimos públicos ao então Arena da Floresta e por mais de uma vez bateu na trave a classificação para a segunda divisão, anunciou na manhã desta segunda-feira, 9, sua desistência de disputar o Campeonato Brasileiro da Série D.

O atual presidente do Estrelão, Valdemar Neto, anunciou a decisão da diretoria aos jogadores que fazem parte do elenco e alegou que como a competição é longa, o Rio Branco não tem condições de arcar com as despesas.

A diretoria tem até a próxima quinta-feira, 12, para oficializar sua desistência da competição sem correr o risco de ser penalizado.

Foto: Kelton Pinho

O Rio Branco, na verdade, é o retrato do falido futebol do Acre, onde os clubes tentam de qualquer jeito não fechar as portas ou encerrar suas atividades como fez o glorioso e saudoso Atlético Clube Juventus, uma das mais tradicionais equipes acreanas que no ano de 2014 abandonou o futebol profissional.

Este ano, o Independência, por falta de condições financeiras desistiu de disputar o estadual. O Náuas, representante de Cruzeiro do Sul, para evitar dívidas com deslocamento, seus jogadores estão morando em alojamentos construídos no Estádio Florestão e cedidos pela Federação de Futebol do Acre (FFAC) .

Além das dívidas que vão parar na justiça, o futebol acreano enfrenta a dificuldade de captar patrocínio. A classe empresarial pouco ajuda e o poder público, com outras prioridades, deixou de financiar os clubes como já fez no passado.

Uma fonte de renda normal que ajuda a pagar as contas, infelizmente não acontece no Acre. A bilheteria é quase inexistente. A média de público no estadual tem sido de pouco mais de 100 torcedores por rodada. Neste domingo, 9, quando foram decididas as duas últimas vagas para as semifinais do primeiro turno o público presente foi de apenas 278 torcedores. A renda de R$ 2.750 não cobre as despesas da partida com pagamento de arbitragem e consumo de energia, por exemplo.

A impressão que se tem é que ou os amantes que ainda restam do futebol acreano, dirigentes, crônica esportiva e federação se juntam para discutir alternativas, ou o esporte mais popular do mundo está condenado a acabar no Acre.

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