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O todo poderoso PT, briga para ser um puxadinho

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“A política é como uma roda-gigante, uma hora vocês está em cima, outra hora você está embaixo”. A frase acima da política mineira se aplica como uma luva ajustada na situação que atravessa o PT, no Acre. Nos últimos vinte anos o PT foi tudo no Estado. Mandou e desmandou. Formou uma coligação chamada FPA em cima do fisiologismo da distribuição de cargos e assim governou por duas décadas. Um dos partidos que vivia da caridade política dos petistas era o PSB. A roda-gigante girou, o PT que estava no andar de cima, veio para o andar debaixo. E agora, por ironia do destino, após a mais fragorosa derrota do partido na última campanha, está num momento humilhante na espera de uma definição do PSB, para saber se o aceita numa coligação, como um puxadinho para a disputa da eleição deste ano. Uma frase citada em várias entrevistas pelo bem articulado presidente do PT, Cesário Braga, define bem o petismo no Estado: “não estamos mais na moda”. Fora do poder, os seus medalhões todos recuaram da missão de disputar a PMRB, e não existe por isso outra opção ao PT, como diz o próprio Cesário, do que ter a paciência de esperar pela mão amiga do PSB até a véspera das convenções regionais, em julho. A prefeita Socorro Neri é uma esfinge política e é difícil se saber o que passa por sua cabeça em termos de alianças para a eleição, resta esperar e esperar.

CANDIDATO BEM CENTRADO

Está no ar no ac24horas o programa “Boa Conversa” com o candidato a prefeito da capital pelo PSL, Fernando Zamora, que se identifica como um “liberal conservador” e apoiador do Bolsonaro. Tem idéias bem centradas, como a que a prefeitura não é um cabide de emprego.

FOI A PIONEIRA

Aliás, o status da PMRB de ser um cabide de emprego acabou na gestão da prefeita Socorro Neri. Quando assumiu, os presidentes de associações de moradores, dirigentes de partidos nanicos, tinham cargos decorativos como moeda por uma aliança, e pôs fim ao fisiologismo.

LIQUIDARIA A PRÁTICA

Não se pode em nome da chamada “governabilidade” se transformar um governo ou uma prefeitura num trem da alegria, distribuindo cargos graciosamente, isso tem de mudar. No dia em que um prefeito ou um governador der uma coletiva denunciando que deputados ou vereadores estão votando contra projetos porque querem cargos, liquida esta prática.

JV EMBURROU

Como a sua estratégia para a eleição municipal na capital não deu certo, o ex-senador Jorge Viana (PT) saiu da cena política. Perguntei ontem a um petista amigo como estava o JV neste processo do PT de coliga ou não coliga com o PSB, respondeu: “calado, emburrado”.

HUMILDADE É UMA VIRTUDE

Ao longo da minha militância na imprensa política, já vi candidatos favoritos perderem eleição. E como vi também, nomes tidos como zebras, acabando por se elegerem. Pegou mal a arrogância do ex-prefeito Vagner Sales de que se o prefeito Ilderlei Cordeiro lançar seu tio Rudiley Estrela de candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul, lançará sua netinha para o derrotar.

COSTUMA PREGAR PEÇAS

Cada eleição é uma eleição. Ninguém é dono cativo dos votos. O Vagner é uma liderança incontestável, mas não significa que, quem ele lançar como candidato já está eleito. As urnas costumam pregar peças que nem sempre estavam programadas no roteiro da lógica.

GERA DESCONFIANÇA

Depois que gravou o prefeito de Senador Guiomard, André Maia, o candidato a prefeito Gilson da Funerária, que deverá ir para o SOLIDARIEDADE, vai ter problemas para marcar conversas políticas, porque ficará sempre a dúvida se a reunião estará ou não sendo gravada por ele.

ESTOU FORA

Já perguntei a cinco deputados que integram a base do Gladson na ALEAC, se aceitariam substituir o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS) na liderança do governo na casa, e as respostas foram no tom do “estou fora”. Líder é a missão mais desgastante num parlamento.

 SÓ PAUTA NEGATIVA

A questão na função de “líder do governo” é que costuma derrubar a imagem de que ocupa a missão, porque tem que sempre estar rebatendo aos ataques da oposição, fazer as defesas do governo até nas pautas negativas, e acaba por acumular uma gama de desgastes ao líder.

É DA DEMOCRACIA

O protesto nacional do próximo dia 15, desde que não seja centrado no fechamento do Congresso Nacional, porque neste caso viraria ditadura, e tenha como meta principal a defesa dos projetos do presidente Bolsonaro, é válido. Na democracia, ninguém é imune às críticas.

GOVERNO MUITO LOUCO

No campo econômico o governo Bolsonaro vai bem. Em brecar a relação fisiológica que havia com a Câmara Federal, fez bem. Mas internamente é muito louco, de intrigas, fuxicos, o grupo do radical Olavo de Carvalho já pede a cabeça da Regina Duarte, que mal assumiu o ministério.

OLHADA NO LISTÃO

Antes de estar anunciando nomes como candidatos a prefeito, o presidente do PT deveria ter dado uma olhada lista dos que estão brecados pela lei da ficha suja, o que os impede de disputar a eleição.

AO ALAN O QUE É DO ALAN

A obra do Hospital de Sena Madureira, que o tornará mais moderno e funcional, só está acontecendo pela luta do deputado federal Alan Rick (DEM) em liberar uma emenda para a sua recuperação. Alguém precisa dizer isso aos secretários Alysson e Ítalo, que omitem. 

NÃO VAI COM O PSDB

A depender dos dirigentes do PROGRESSISTAS, o partido não fará coligação com o PSDB. Há dentre os partidos aliados do governo uma espécie de antipatia unânime aos tucanos. E se me perguntarem qual é o motivo, sinceramente, não saberei responder. Mas isso é latente.

NA BUSCA DE UM VICE

O MDB terá que refazer todo o seu projeto para eleição da capital na questão do vice, na chapa do deputado Roberto Duarte (MDB). Com a decisão do PSD de não fazer coligação, o MDB, que contava com a Marfisa Galvão (PSD) de vice, ficou no mato sem cachorro.

MANDA QUEM TEM PODER

É uma perda de tempo o governo destinar membros do Conselho Político para palpitar na Aleac. Conheço a aldeia: deputado nenhum vai conversar com quem não tem poder de decisão, porque fala direto com o governador. O que o Gladson deveria fazer era ajudar o presidente da ALEAC, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), na interação com o Legislativo. Não tem ninguém mais moldado que o Nicolau para isso, por estar no poder.

DUDU É PRIORIDADE

Reeleger o vereador Eduardo Farias (PCdoB) para a Câmara Municipal de Rio Branco é a meta principal dos dirigentes comunistas na eleição deste ano, o que passar disso fica como saldo.

MDB EMAGRECEU

O MDB emagreceu em Xapuri. O vereador Gessi Capelão, egresso do MDB, que se filiou no PSD do senador Sérgio Petecão (PSD) para ser candidato a prefeito, levou com ele um grupo que o acompanhava nas fileiras emedebistas. Capelão não aceitou o resultado das prévias do MDB.

OPOSIÇÃO RACHADA

A oposição entra rachada na disputa da prefeitura de Xapuri. Gessi Capelão (PSD), AÍlson Mendonça (DEM) e Carlos Venícius (MDB) serão os adversários do prefeito Bira Vasconcelos (PT). Esta divisão em princípio favorece o prefeito Bira, também por estar no poder.

NÃO É GARANTIA DE VITÓRIA

Mas a divisão da oposição não é garantia de vitória do Bira (PT), a campanha tem nuances que nem sempre podem ser previstas e acabam por redundar num desfecho tido improvável.

PRINCIPAIS PROTAGONISTAS

Socorro Neri (PSB), Roberto Duarte (MDB) e Minoru Kinpara (PSDB), pelas posições em diversas pesquisas, pelas estruturas que sustentarão as suas campanhas, tendem a ser protagonistas na eleição para prefeito da capital. Não implica que o quadro não possa mudar.

NÃO INVENTOU A PÓLVORA

O PSL não inventou a pólvora ao lançar três nomes e escolher um deles para disputar a PMRB. O PT usou a mesma fórmula quando da escolha do Marcus Alexandre na disputa do governo.

SEGMENTO QUE ACOMPANHA

É contestável que o PT é o maior partido do Acre, como afirma o presidente da sigla, Cesário Braga. Isso é só cartorial. Depois que saiu do poder emagreceu, é natural. Mas não implica dizer que o PT deixou de ter a sua importância, ainda há um segmento que o acompanha.

TRANQUILIDADE PELA CONFUSÃO

Um prefeito, por mais que seguir a lei ao pé da letra, ele acabará saindo da prefeitura com processos a responder, porque sempre haverá alguém a contestar supostos erros, seja no TCE ou MP. Isso pesa –dizem- por o César Messias (PSB) não trocar a tranquilidade pela confusão.

ACREDITAR EM PAPAI NOEL

Alguém imaginar que se apresentar na eleição para a PMRB como representante do Bolsonaro, pensando que isso vai lhe eleger, é louco ou está pedindo para ser. Basta ver que aqui, na campanha Bolsonaro estourou de votos e seu candidato ao governo foi um fracasso na urna.

FRASE MARCANTE

“É melhor se pessimista do que otimista. O pessimista fica feliz quando acerta e quando erra”. Millôr Fernandes, escritor.

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