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Vereadores criticam prefeitura por incentivar “dobras” a professores

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Os vereadores Railson Correia (Podemos) e João Marcos Luz (MDB) usaram a tribuna da Câmara de Rio Branco na manhã desta terça-feira, 03, para criticar a prefeitura de Rio Branco por induzir os servidores efetivos da educação municipal, aprovados no último concurso, a fazer a famosa “dobra”, onde o servidor efetivo tem uma extensão da carga horária, mesmo no contrato tendo uma previsão de um salário específico.

Para o vereador Railson, a dobra se trata de um “crime” contra o servidor público que está na lista de espera. “A dobra é um crime. Isso não é gestão. Quando você paga um trabalhador com uma carga horária menor, a gente não pode aceitar esse tipo de trabalho. Não existe o concurso? Chama o concurso. Se você pode pagar um provisório o ano todo, porque não pagar um efetivo?”, questionou.

Luz também criticou a prefeitura e relatou que professores que ficaram no cadastro de reserva do concurso da educação estão questionando esse tipo de atitude.

“Está tendo dobra. Se teve concurso por que está tendo dobra? Será que é necessário chamar mais pessoas do cadastro de reserva para suprir a falta de professores? Tem alguma coisa que não está batendo nas contas da prefeitura e as pessoas estão atentas. A partir do momento que faz dobra está tirando vaga de alguém. A prefeitura tem que justificar isso. Esta conta não está fechada ainda. Quem está no cadastro de reserva está reclamando com razão. Espero que a prefeita e o secretário esclareçam para a população”, concluiu.

O vereador Eduardo Farias (PCdoB) defendeu a prefeitura e disse que a dobra custa menos do que chamar um efetivo. “É mais barato você colocar um servidor para fazer dobra do que chamar um efetivo, caso chamasse outro efetivo, iria custar muito mais, e teria encargos sociais e outros gastos”, defendeu.

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