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PF investiga superfaturamento e desvio de verbas destinadas à Resex Chico Mendes

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RESEX CHICO MENDES - FOTO: ODAIR LEAL

A Operação Seringais, da Polícia Federal, desencadeou nesta terça-feira, 3, uma ação que investiga um grupo suspeito de superfaturar contratos e desviar recursos públicos destinados à melhorias na Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri. Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Xapuri e Rio Branco. Quatro pessoas estão sendo intimadas para prestarem esclarecimentos.

A investigação apura o contrato firmado para construção de sete armazéns de estocagem no interior da Resex Chico Mendes, com montante estabelecido em R$ 675.825,00. Previa o instrumento que a empresa deveria custear toda mão de obra e matéria-prima, além de distribuir kits de seringa e implementar a colocação de animais, carroças e quadrículos – com vistas a fomentar a atividade agroflorestal na região.

Apurou-se, no entanto, que os armazéns foram construídos pelos próprios moradores da Resex, os quais também providenciaram a madeira utilizada, estimando-se um custo máximo da obra em R$ 175.000,00. De resto, não foram implementadas as demais melhorias previstas no contrato. Os recursos eram provenientes de um convenio entre o Governo do Estado do Acre e o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.

A PF verificou também a existência de uma rede de empresas fantasmas voltadas a fraudes em licitações e possível lavagem de capitais, da qual a contratada faz parte. Os valores globais dos contratos firmados pelas empresas suspeitas com o poder público excedem 6 milhões de reais.

Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de Peculato (art. 312, Código Penal), Organização Criminosa (Art. 2º da Lei 12.850/13) e Lavagem de capitais (art. 1º Lei 9.613/98).

Com informações Ascom/PF

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