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Começou a (pré) campanha

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Acabou o Carnaval e já começam os preparativos para a eleição do próximo prefeito de Rio Branco. Campanha, oficialmente, somente é permitida pela legislação eleitoral após as convenções partidárias de julho. Mas pré-campanha pode.

Houve algumas mudanças na regra para a próxima eleição e a principal delas é que agora os partidos não poderão se juntar em coligações para o cargo de vereador. Quem quiser participar tem que fazer chapa pura. Espere para começar a tropeçar em candidatos daqui por diante.

Há vários aspectos positivos no novo modelo: acabou a farra dos partidos que investem num único candidato e usa os votos da legenda como escada. Aumentam as possibilidades de aparecerem bons candidatos e os partidos deixam de ser determinados unicamente pela vontade de seus caciques, que precisam dividir poder com os novos membros e grupos que viabilizaram sua chapa.

Partidos grandes e com maior representação no Congresso entram no jogo com a enorme vantagem dos polpudos fundos Partidário e Eleitoral. Ao todo, mais de três bilhões de reais de dinheiro público serão gastos na eleição deste ano. Se um por cento disso (R$30 milhões) for gasto por aqui, já dará uma bela balançada na cambalida economia local.

Já para o cargo de prefeito, a regra permite que os partidos se juntem. Mas não é uma equação fácil. Para crescer e não ser engolido pelas cláusulas de barreira, os partidos precisam consolidar suas estruturas municipais, onde os eleitores moram. Abrir mão de um candidato próprio, se tiver bons nomes a oferecer, beira o suicídio.

E bons nomes não faltam, atualmente. A atual prefeita Socorro Neri é candidata nata, enquanto houver a possibilidade de reeleição. Herdou uma estrutura que acomodava parte considerável da antiga Frente Popular e aos poucos foi dando sua cara e ritmo na administração. Minoru, içado da Rede pelo PSDB, administrou a UFAC nos tempos de vacas gordas e carrega um perfil de eleitorado e de gestor bastante próximo ao dela.

Uma traz a vantagem da máquina municipal nas mãos, outro o da estadual. Ainda que não se valham dessa estrutura e recursos, ela pensa na expectativa dos fornecedores de campanha e cabos eleitorais.

Na outra banda, surfando na onda liberal, estão o PSL, com seus três pretensos candidatos, o pecuarista Fernando Zamora, o jornalista Rogério Wenceslau e o empresário Celestino Bento, e o MDB com o ex-vereador e atual deputado estadual Roberto Duarte. Ambos vem com fôlego. O PSL foi o partido que mais cresceu nacionalmente, colado na eleição de Bolsonaro e tem hoje o maior naco do Fundo Eleitoral. O MDB foi o que mais cresceu localmente, com bases fortes por todo o Estado.

Correm por fora o PT, ainda rico na participação do dinheiro público para usar na campanha, e seus parceiros tradicionais que na maioria correram para a base de sustentação do atual governo. Desses, são poucos os nomes que aparecem na mídia e que disputariam com chances a eleição.

O bom, pelo andar da carruagem, é que haverá candidatos para todos os gostos. Durante muitos anos a prefeitura foi tratada como um apêndice do governo estadual. Era a vitrine de obras do governador. Aos poucos, manter essas obras ficou caro demais e o custo ficou para a cidade.

Com orçamento baixo, o próximo prefeito terá que se virar nos trinta para manter a iluminação pública funcionando, os parques bem cuidados, o recolhimento do lixo e o sistema de transporte.

Resolver os congestionamentos e a falta de locais para estacionar a frota de veículos que cresce todo dia exige desapropriações e obras viárias caras. Não faltam problemas a serem resolvidos na Educação, na Saúde, no Saneamento e, principalmente, na Segurança Pública preventiva.

Citei nomes de alguns possíveis candidatos e todos são amigos por quem nutro enorme consideração. Concorrem ao desafio de cumprir todas as contas e promessas com o orçamento ralo da cidade.


 

 

Roberto Feres escreve às terças-feiras no ac24horas.

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