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Sobram vagas semanalmente para reumatologia pediátrica no Hospital das Clínicas

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Quando se ouve falar em reumatismo, logo se associa aos idosos. Não é sem razão, o termo que é usado para designar um grupo de doenças que afeta articulações, músculos e esqueleto, caracterizado por dores e restrições dos movimentos, atinge principalmente os mais velhos. O que pouca gente sabe é que crianças também podem sofrer com o reumatismo. Essas doenças geram na população infantil sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e algumas delas podem levar a dano e limitações permanentes comprometendo o futuro do pequeno paciente.

Na medicina, há uma especialidade que cuida e estuda o reumatismo nas crianças, chamada de reumatologia pediátrica. A saúde do Acre tem duas boas notícias em relação a essa especialidade. A primeira é que o Hospital das Clínicas dispõe de um setor especializado de reumatologia pediátrica. A segunda é uma notícia que até espanta se tratando de saúde pública no Acre. Não há fila para esse tipo de consulta. Existem vagas sobrando para crianças que precisem de uma consulta dessa especialidade.

A reumatologista Adriana Marinho é umas das médicas que atende na Fundação Hospitalar. Ela conta que pela falta de informação de que há vagas disponíveis, crianças estão começando o tratamento de forma tardia, chegando na primeira consulta tendo sofrido vários meses de dores provocadas pela doença.

“Os pais não estão sabendo que há vagas disponíveis. Nós temos 12 vagas toda semana e não estamos conseguindo preencher todas. As crianças estão chegando aos postos convivendo já há mais de seis meses com as dores, muitas vezes com a doença já em estágio avançado”, afirma.

O agendamento das consultas é feito na própria Fundação Hospitalar, mas é preciso um encaminhamento de um médico de qualquer unidade de saúde. “O agendamento é feito por meio de um encaminhamento que pode ser dado por qualquer médico de posto, centro de saúde, UPA ou pronto-socorro. Basta com esse encaminhamento se dirigir ao balcão da Fundação Hospitalar e agendar a consulta que é muito rápida, já que não existe demanda reprimida”, diz Adriana.

A médica diz ainda que há outras especialidades que não existem filas, mas que a população desconhece. “A impressão que temos quando o paciente chega até a gente é que é uma coisa muito difícil, quando em diversas especialidades não é verdade. Sobram vagas, por exemplo, para alergista, endocrinologista. Tenho certeza que há muitos pacientes diabéticos, obesos e com hipertireoidismo que precisam de uma consulta e não sabem que existem vagas”, explica a médica.

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