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Música ajuda a melhorar qualidade de vida de crianças autistas em Rio Branco

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“A música tem transformado a vida do meu filho”, diz mãe de autista ao falar sobre aulas de piano

Em uma escola de música da capital acreana, dois alunos chegam para mais uma tarde de aula de piano. Davi, de 11 anos, e Mateus Henrique, de 14, são alunos mais que especiais. Os dois jovens são autistas e a música tem tido uma importância ainda maior na vida de cada um.

Isso não é novidade para a ciência. Diversos artigos e estudos científicos comprovam o benefício da chamada Musicoterapia. Um estudo canadense mostrou que atividades musicais, como cantar e tocar instrumentos, podem melhorar as habilidades de comunicação social dessas crianças, bem como a qualidade de vida da família.

A Musicoterapia voltada às pessoas com autismo teria como objetivos o desenvolvimento de talentos e habilidades mediado pelas experiências musicais. Todos os benefícios citados pela ciência têm sido percebidos na família de Davi. A mãe, Cindy Mendes, é só sorrisos ao falar do que a música tem feito na vida do filho e, consequentemente, em toda família nos últimos seis meses.

“A música tem sido edificante na vida completa dele. O comportamento, a concentração, tudo mudou. Aliado a medicação que ele já toma, ele passou a ter mais foco nas áreas que são de seu interesse”, diz a mãe.

Infelizmente, em uma sociedade carregada de preconceito e desinformação, os autistas ainda são vistos como pessoas incapazes. Na música, é comum ouvir falar da facilidade em aprender a tocar um instrumento de quem tem diagnóstico de autismo.

Cindy ficou espantada com a habilidade recém-descoberta do filho. “A gente descobriu uma habilidade do Davi muito incrível. No primeiro dia de aula ele aprendeu a tocar uma música inteira que a professora ensinou. Ele já pedia há muito tempo, mas eu deixei que ele amadurecesse a ideia, já que é característico de uma criança autista pedir uma coisa e em seguida mudar de ideia. Ele sai daqui mais leve e até as notas melhoraram na escola”, afirma.

Mas se você pensa que a mãe faz alguma insistência para levar o Davi para a escola de música, se enganou. O próprio Davi afirma que ama tocar piano. “Eu gosto muito de tocar piano e quero continuar tocando por muito tempo”. Modesto, diz que toca apenas mais ou menos. “Estou aprendendo a tocar ainda”, diz ao dedilhar uma música completa ao piano sem nenhum erro que seja percebido pelo ouvido amador do repórter.

Os benefícios que a música tem trazido à vida do Davi é a esperança de Marlúcia Aguiar, que também espera que aconteça com seu filho Mateus Henrique. “Eu trouxe ele porque espero que a música proporcione mais tranquilidade. É impressionante a facilidade que ele tem com teclas. Você pode perguntar a professora, é impressionante, ela passa uma vez e ele já aprende”, diz a mãe do Mateus, que vai completar um mês de aulas de piano.

Adanis da Silva é professora da escola Tocando no Ritmo onde os dois alunos estudam. Ela conta o quanto é gratificante ajudar no tratamento dessas crianças. “É muito gratificante. Eu recebo todos os dias elogios pelo que a música tem feito na vida desses meninos. Isso não tem preço. Eu me emociono quando falo nisso porque a gente sabe que o autismo afeta toda a família. Na verdade, apesar do reconhecimento, quem se sente grata pela oportunidade de conviver com esses alunos sou eu. Acho eu aprendo mais do que ensino”, conta.

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