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Após folia, pré-candidatos que ocupam cargos no governo terão de pedir exoneração nas próximas 72 horas

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Para quem obedecer às regras impostas por Cameli, esta quarta-feira será literalmente de cinzas, que simboliza reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte

Dizem que em uma relação de poder manda quem pode e obedece quem tem juízo. Certo? Embora para alguns analistas a frase demonstre uma verdadeira distorção do significado da palavra poder, esse foi o recado dado pelo governador Gladson Cameli antes da quarta-feira de cinzas. Quem for pré-candidato a prefeito ou ao cargo de vereador nas eleições deste ano tem 72 horas para pedir exoneração do cargo. Cameli quer a “politicagem” – como costuma falar – longe do Palácio Rio Branco.

Apressado por resultados que possam mostrar maior eficiência no seu governo, Cameli antecipa as regras eleitorais, numa espécie de “limpa” a quem vem supostamente usando a máquina pública para se promover. A medida busca assegurar que não haja nenhum tipo de influência por parte daquele que já ocupa cargo público e deseja concorrer novamente, além de zelar pela igualdade dos candidatos na disputa.

Segundo a regra, qualquer servidor comissionado deve se afastar da função com antecedência mínima de três meses do dia da eleição, que neste caso, será 4 de julho, a data limite. Mesmo prazo vale para secretários e diretores ordenadores de despesas.

O governador tem problemas internos dentro do próprio partido para resolver. No Progressistas, por exemplo, o secretário extraordinário, Thiago Caetano e o coordenador do Idaf, Luziel Carvalho, postulantes a pré-candidatura de prefeito, teriam, por via de regra do Palácio Rio Branco, de pedir exoneração do cargo. O partido ainda não resolveu quem será o pré-candidato, pelo contrário, nas últimas semanas, o deputado estadual José Bestene fortaleceu sua pré-candidatura embolando ainda mais o meio de campo.

Há informações de que outros cargos de segundo e terceiro escalão que pretendem lançar pré-candidaturas proporcionais, vão esperar pela decisão na cabeça. “Se eles [Luziel ou Thiago] pedirem para sair, a coisa é pra valer, nós também seguiremos a determinação do governador, caso contrário, vamos até onde der” disse um pré-candidato a vereador pelo Progressistas que pediu para não se identificar.

Outros partidos com “feudos” dentro da máquina pública também terão que orientar seus pré-candidatos a pedirem exoneração. DEM, PSDB, MDB, SOLIDARIEDADE, PDT, são algumas das siglas que ocupam cargos comissionados no governo. O Palácio Rio Branco ainda não informou como irá punir os partidos que não cumprirem com a determinação do governador Gladson Cameli.

De acordo orientação repassada pela Casa Civil às secretárias, uma carta deve ser redigida pelo pré-candidato informando o pedido exoneração. Para quem obedecer às regras impostas por Cameli, esta quarta-feira será literalmente de cinzas, que simboliza reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

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