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Saindo do Purgatório 

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O ex-senador Jorge Viana (PT)  saiu do purgatório político numa longa entrevista ao ac24horas. O que eu penso da volta do JV: é o político mais sagaz da oposição e o de maior representatividade. Não meço a qualidade de um político pela cor partidária. Mudou a cara urbanística de Rio Branco quando prefeito. O seu governo teve avanços, mas não ao ponto de não ter brechas para críticas. Não compartilho das suas idéias políticas e nem da sua adoração mística pelo Lula. Mas respeito o que pensa. Mas, vamos lá: parece que o tempo em que esteve calado não foi suficiente para lamber as feridas da derrota vergonhosa do seu partido, após duas décadas no poder. Até entendo o seu silêncio pelo lado familiar, mas não pode dizer que as administrações petistas foram as maravilhas do mundo, quando o último governo do PT, do seu irmão, passou a administração ao sucessor sem pagar o 13° dos servidores, os terceirizados, e com uma dívida astronômica com fornecedores. As medidas do seu governo com a política da florestania não atingiram o foco principal do seu discurso ambientalista: os chamados “povos da floresta” não saíram da miséria e do abandono que se encontram até hoje. Aquele discurso de libertar economicamente estas comunidades com a exploração dos produtos florestais fracassou. A sua derrota JV, foi uma decisão popular e sobre a qual a então oposição não teve nenhuma influência. Vocês perderem para vocês, essa é a verdade! Não pode dissociar a sua derrota ao desgaste do governo do seu irmão e nem do erro histórico e burro de lançarem dois candidatos ao Senado. O JV coloque na sua cabeça que, embora vocês tenham tido algumas realizações o povo cansou de vocês. Cansou da arrogância e do slogan “só nos prestamos”. Vocês perderam pela empáfia que venceriam a eleição a hora que pretendessem. Quando falo “vocês”, me refiro ao coletivo de 20 anos de mando. A sua tentativa de voltar a ocupar os espaços na política não será ao curto prazo, não espere começar pela eleição municipal. Uma candidatura própria do PT á PMRB vai mostrar, por certo, o tamanho real do prestígio fora do poder. O “Fora, PT” ainda está muito forte na capital. No mais, o contraditório sempre é bom para alimentar o debate político.

CORREÇÃO NA HISTÓRIA

Falo porque vivi a campanha dentro. Não é verdade que ajudava os prefeitos de oposição. O ex-prefeito Isnard Leite, que o diga. Quando você cita que ajudou o então prefeito César Messias, não estava ajudando um oposicionista. O César era oposição na capa, porque comandou junto com o Orleir Cameli a sua campanha vitoriosa no Juruá. Natural que desse o reconhecimento quando chegou ao poder. E ajudou até o César Messias ser vice-governador.

NUNCA FOI IDEOLÓGICA

Outra contestação: fala muito da “Frente Popular” como uma grande conquista política. A FPA nunca foi uma aliança ideológica. Só existiu pelos cargos distribuídos aos partidos nanicos. Tanto é que, quando o PT fechou a comporta de ajuda, pularam para a campanha do Gladson.

O POVO DEFINIU A MUDANÇA

O que o JV tem que entender é que a um governo não se dá a sentença final no seu primeiro ano de administração. Tem que se esperar o último ano. Você fala que o Gladson errou em terceirizar o poder para feudos políticos, cujos indicados, secretários ou diretores, atendem primeiro os seus padrinhos e depois o governador. Nisso concordo, por já comentar no BLOG.

UM NOVO RUMO

Concordo também que o governo Cameli precisa fazer uma nova arrumação no seu secretariado e cobrar resultados. Não pode manter no cargo alguém por ser indicação política. Mas depois do desastre dos últimos quatro anos de governo do PT, seus dirigentes não parecem ser o melhor conselheiro para que aponte os rumos desta correção. 

CONFIRMANDO O BLOG

Em um trecho da entrevista o ex-senador Jorge Viana confirma um furo deste BLOG que o seu sonho era ver o melhor nome do PT do momento, ex-prefeito Angelim, disputar a PMRB, sendo candidato a prefeito no lugar da prefeita Socorro Neri. Não combinou com os russos.

É DA DEMOCRACIA

No mais, o ex-senador Jorge Viana (PT) tem o direito legítimo como político e cidadão de falar o que acha certo ou acha errado do atual governo, por estarmos num regime democrático.

MUDANDO DE ASSUNTO

Vamos parar com esta história que a recente colheita de soja é um marco para o agronegócio do Acre, como tocou trompete o diretor da EMATER-ACRE, Tião Bocalom. O mesmo produtor plantou no governo passado. A diferença é que este governo não inventa dificuldades ambientais a quem opta por esta cultura. E não limitar culturas ajuda no desenvolvimento.

QUAL O PROBLEMA DE CONVERSAR?

Não sei se é problema pessoal, birra, não consigo entender o motivo pelo qual o secretário de Educação, Mauro Sérgio, não senta para conversar com a presidente do SINTEAC, Rosana Nascimento, sobre as reivindicações da classe, até para dizer “não”, se assim for o caso.

NÃO COMENTO

Não vou fazer comentário sobre esta pesquisa a ser publicada hoje, por mais séria que seja, por estar muito longe do quadro que se formará para a disputa da PMRB. Não sei nem como ficarão as alianças, quem o Gladson Cameli apoiará, se a Socorro será candidato com ou sem o PT, sem essas definições fica muito difícil se fazer uma análise com alguma margem de acerto.

PAUTAS FAMILIARES

Não entro em discussão de pautas familiares de cidadãos comuns, mas quando este tipo de debate envolve um político, não há como deixar de fora de uma discussão. O deputado Roberto Duarte (MDB) precisa resolver esta sua situação de herança ou isso será explorada na campanha de prefeito pelos adversários. Numa campanha eleitoral não se pode ter flancos.

NOMES CONFIRMADOS

Vanda Milani (SD), Jamil Asfury (PSC), Minoru Kinpara (PSDB), Roberto Duarte (MDB), Rogério Venceslau (PSL), Socorro Neri (PSB), Jarbas Soster (AVANTE), Pedro Longo (PV), Sanderson Moura, são os nomes até aqui confirmados para a disputa da PMRB. A lista tende a crescer.

FAVORECE O PODER

Não tenho relação, nunca conversei com o prefeito Kiefer de Feijó, mas a oposição ao seu mandato está lhe dando um favoritismo, pela pulverização dos votos neste campo. O PT terá candidato a prefeito, e também; o MDB e PCdoB, esta divisão favorece quem está no poder. Pode mudar no curso da campanha, mas a fragmentação não favorece aos oposicionistas.

PEÇAS IMPORTANTES

Duas peças importantes na campanha de prefeito de Rio Branco ainda não se posicionaram no tabuleiro: deputado federal Alan Rick (DEM), bem votado na capital, e o senador Petecão (PSD), o campeão de votos da última eleição. Apoios importantes a qualquer candidato.

NÃO É POR FALTA DE AÇÃO

Todo dia se noticia prisões de bandidos, apreensões de drogas, elucidação de crimes, mas o patamar da criminalidade continua muito alto em Rio Branco. Não é por falta de ação policial.

APOSTANDO TUDO

O PSDB está apostando tudo numa decisão do Gladson de apoiar o Minoru Kinpara na disputa da PMRB no primeiro turno. Mesmo isso dando uma confusão gigante com os outros aliados.

DO TAMANHO QUE FICOU

A festa dos 40 anos do PT ficou do tamanho que saiu da última eleição, com apoiadores reduzidos. Quando estava no poder, este tipo de festa tinha dirigente partidário disputando espaço para ficar mais perto do governador ou do prefeito. Assim é a política partidária.

CONTINUA NO BARCO

O deputado Manoel Moraes (PSB) avaliou as pesquisas, viu que o prefeito de Xapuri, Bira Vasconcelos (PT) aparece bem avaliado, e decidiu manter a dobradinha indicando o vice.

MAIS DO QUE PARECE

Numa campanha de prefeito é mais importante do que parece o candidato ter o maior número possível de candidatos a vereadores o apoiando. São estes que estarão direto no corpo a corpo nos bairros pedindo votos para a candidatura majoritária. Isso tem um peso fundamental.

FRASE MARCANTE

“Política não é só a arte de engolir sapos. Já defini a política como arte de pedir votos aos pobres, pedir recursos financeiros aos ricos e mentir para ambos depois”. Antonio Ermírio de Moraes.

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