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Ilderlei Cordeiro convoca servidores para reunião geral

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Dois dias depois da prisão de sua irmã e ex-chefe de gabinete da prefeitura de Cruzeiro do Sul, Idelcleide Cordeiro, o prefeito Ilderlei Cordeiro emitiu um documento neste domingo, 16, convocando uma reunião ampliada na praça central da cidade para esta segunda-feira, 17, às 7 horas da manhã. O encontro deve abranger todos os funcionários do município: efetivos, nomeados e provisórios.

A convocatória assinada pelo secretário de Planejamento, Manoel Orleilson Ferreira da Silva, determina a suspensão de todos os serviços municipais das 7 às 9 horas da manhã, período de duração da reunião ampliada. Ao ac24horas, a prefeitura afirmou que também irá lançar a programação do Carnaval Cultural 2020 nesta segunda.

O secretário afirma que o prefeito Ilderlei Cordeiro vai conversar pessoalmente com os funcionários para “explicar a situação e dizer que a gestão não para e o procedimento que foi feito faz parte de uma investigação. Dizer “vida que segue” de forma normal e tranquila”, afirma Orleilson.

Desembargadora nega liberdade à irmã do prefeito

A irmã do prefeito e outras 5 pessoas da atual gestão municipal e da ONG CBCN foram presos durante a Operação Presságio, da Polícia Federal, desencadeada na última sexta-feira. As prisões deram cumprimento à decisão da 1° Vara Criminal de Cruzeiro do Sul, que tem como titular a juíza Adamarcia Machado. Nas férias dela, os mandados de prisão e apreensão foram expedidos pelo juiz Flávio Mariano Mundi.

Nesse sábado, 15, a desembargadora Denise Bonfim negou um pedido de Habeas Corpus impetrado pelo advogado Jairo Castro, da irmã do prefeito de Cruzeiro do Sul. A acusação é de irregularidades na aplicação de recursos federais das áreas de educação e saúde. O desvio seria feito por meio da ONG CBCN e outras empresas subcontratadas.

Idelcleide Cordeiro foi exonerada do cargo pelo irmão no mesmo dia da prisão, como uma estratégia da defesa. O advogado Jairo Castro argumentou ainda que o mandado de busca e apreensão foi cumprido e ela foi interrogada, portanto os fundamentos para a prisão não mais existiriam, o que não foi aceito por Denise Bonfim.

Desde junho do ano passado a Polícia Federal, por meio de escutas telefônicas e quebra de sigilo fiscal e bancário, investiga Idelcleide e o grupo. As investigações indicam que ela comandaria os pagamentos e as contratações irregulares dos termos de colaboração firmados entre a prefeitura, a CBCN e empresas subcontratadas. Além de Idelcleide, que está na sede do COE, há pessoas presas no Complexo Penitenciário Manoel Neri em Cruzeiro do Sul e também em Rio Branco.

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