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“Conselheiros” do B13 acusados de matar traficante são absolvidos

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Membros da organização criminosa conhecida como B13, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco. Por 4 votos a 3, corpo de jurados entendeu negativa de autoria para o fato marcado pela ousadia do conhecido “Tribunal do Crime”. Caso é de novembro de 2017.

Mesmo com uma farta documentação apresentada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que mostrou toda a trama via WhatsApp e a atuação do temido “Tribunal do Crime” na execução do traficante Maycon da Silva Pereira, vulgo “Mayco”, 09 acusados de participar do crime, membros do B13, foram absolvidos pelo Tribunal do Juri da Comarca de Rio Branco no início da noite desta quinta-feira, 13.

Para entender o caso

O caso aconteceu no dia 27 de novembro de 2017, no bairro Sapolândia. Cansada de sofrer espancamento por parte da vítima, o traficante Mayco, Brenda Monteiro Freitas, 21 anos, resolveu informar a organização criminosa B13, em Rio Branco, do comportamento do companheiro.

A partir do comunicado, uma série de mensagens de WhatsApp começou a ser disparada para o “Tribunal do Crime”, uma espécie de conselho superior das facções que decide a sentença a ser praticada para quem desobedece às regras da turma. A decisão foi dada, segundo documento apresentado pelo promotor Whasigton Medeiros, por Lucas, conhecido como “Ceguinho” que afirmou: “que Mayco Louco foi excluído pela maioria dos Conselheiros do Bonde dos 13 e que deveria ser daquele jeitão pra ele, sem anistia”, diz a acusação.

Toda a conversa entre os membros do B13 e a decisão do “Tribunal do Crime” foi copiada do celular de um dos acusados. O MPAC continuou relatando os passos dados pelo grupo até a execução da vítima, informando que Natanael Lima, o Natan, foi quem afirmou por mensagem estar pronto para “pegar o cara”.

A casa de Maycon foi invadida e ele, assassinado com 10 disparos, 08 dos quais atingiram em cheio seu corpo. A vítima estava dormindo e foi a óbito. Dois dias depois uma nova postagem foi feita confirmando a sentença de morte.

Ainda de acordo as investigações feitas pelo promotor do caso, Brenda, a suposta companheira da vítima, teria facilitado a entrada dos executores na casa. Ela foi presa por agentes da Polícia Civil assim como todos os envolvidos na trama. A denuncia foi aceita pela Justiça e encaminhada ao Tribunal do Júri.

Mesmo com uma vasta documentação, a defesa feita pelo advogado Romano Gouveia conseguiu convencer a maioria do corpo de jurados que os envolvidos não contribuíram para que acontecesse o assassinato. Pelo placar de 4 x 3, nove acusados foram absolvidos, entre eles, Brenda, a ex-companheira da vítima.

“Conseguimos convencer o corpo de jurado que Brenda não contribuiu para o assassinato de Mayco. O júri acabou entendendo o mesmo com relação aos demais acusados, já que o crime foi cometido pelo Marculino (Tiririca)”, disse Romano.

O advogado Romano Gouveia defendeu Brenda Monteiro Freitas. Os demais envolvidos foram defendidos por outros advogados que não quiseram falar com a reportagem. Os réus foram absolvidos por esse processo, todos eles voltaram para o presídio para cumprirem pena por outros crimes. Ambos, são acusados de pertencerem ao grupo fundador do B13. Marculino, o principal acusado, está morto.

Brenda, acusada de facilitar a entrada de Marculino na residência, foi absolvida e ganhou liberdade por ser primária e responder a esse único processo.

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