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San Juan, batatas e os novos bandeirantes!

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FOTO: SÉRGIO VALE

Um sonho acalentado por várias gerações de políticos acreanos: A ligação do Acre com o Peru a caminho da Ásia e demais países das Américas. Várias foram as tentativas em cerca de 40 anos. Pequenas incursões nos governos de Nabor, Flaviano e Jorge Viana. Quem não lembra da cerveja San Juan, do Aluízio Bezerra? Das batatas, cebolas e beterrabas do Edvaldo Magalhães? E da rodovia do Pacífico do Jorge? Por que não tentar novamente, desta vez pelo Vale do Juruá? O que é a vida a não ser desejos, sonhos e a luta insana para realizá-los?

O desafio agora parece épico. Transpor a Serra da Contamana, que alguns também chamam de Divisor. O objetivo é o mesmo. Alcançar Pucallpa, Lima, Centro-América e os mercados da Ásia, principalmente o maior comprador do Brasil, a China. É nessa direção que vão os novos bandeirantes tentando alargar as fronteiras da economia para tirar o Acre desse estado de pobreza e miséria. Sob críticas, resistências, zombaria e pilhérias. “Não tem nada lá”, era o que diziam alguns vikings. Depois portugueses e espanhóis até verem brilhar o sol do novo mundo. O Eldorado!

O Acre não produz nada, não tem nada, não é nada vai vender o quê? Sinceramente nesse momento não saberia responder. Mas o nada que não temos (e temos) já é um bom começo. “Abrahão sai da tua terra (Ur dos Caldeus, riquíssima) e vai para um lugar que te mostrarei; terra que mana leite e mel”. Quando Abrahão chegou só viu deserto, buracos, o Mar Morto, montanhas, um igarapé chamado Rio Jordão e inimigos por todos os lados. “O deserto vai florescer, produzir frutos doces e água vai brotar”. Floresceu e brotou.

Gladson Cameli, o major Rocha, Márcio Bittar, Adriano, Luís Gonzaga e outros estão por lá, no Peru, em busca do sonho da integração acreditando na construção da estrada. Ela virá com o tempo porque é uma necessidade da expensão econômica e da vida. São sementes que um dia vão florescer nesse deserto verde. No futuro alguém dirá: começaram com a cerveja San Juan, batatas e um ramal chamado Estrada do Pacífico. Nunca devemos desprezas os pequenos começos. Os ventos agora sopram o pólen para o Vale do Juruá. “Aquele que semeia com com lágrimas voltará trazendo seus feixes”.

Bombando

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