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Vagner: “pressão não funciona com o MDB”

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O ex-prefeito Vagner Sales, uma das maiores lideranças do MDB, disse ontem ao BLOG DO CRICA de que não será por pressão e recados enviados pelo governador Gladson Cameli por meio de declarações na imprensa, com ameaças de demissões de seus quadros em cargos no governo, que o partido vai mudar a forma de fazer política e nem os seus planos em relação às candidaturas a cargos de prefeito, senador e governador, em 2020 e 2022. A aliança que elegeu o Gladson se encerrou quando foi quebrado o ciclo do PT no poder, daqui para frente o MDB vai procurar o seu próprio espaço, enfatiza. O MDB, garante, terá 19 candidatos a prefeito e vai apresentar opções próprias para o Senado e Governo em 2022. “Em 2022, vamos ter nossos candidatos aos cargos majoritários, se nova aliança vier a ser feita será no segundo turno”, afirmou. E fez uma advertência: “na capital vamos trabalhar para colocar o Roberto Duarte no segundo turno. Eu acredito que vai. E se não for, com a mais absoluta certeza o MDB jamais apoiará o candidato do PSDB caso este chegue lá, nesta eventualidade apoiará qualquer um”. Vagner comentou com ironia a ameaça de um rapa nos cargos do MDB, no governo: “o MDB não briga por cargos, o técnico que escala é o mesmo que tira, o Gladson Cameli fique a vontade”.

RECLAME DOS PROGRESSISTAS

Vagner diz que os deputados do MDB votaram em todos os projetos do governo, e se cobrança deve ser feita pelo governador sobre defesa na tribuna da ALEAC aos ataques da oposição, é aos deputados do seu partido. “O MDB não ocupa a liderança do governo”, completou.

LIVRE, LEVE E SOLTO

Vagner Sales assinalou que o governador Gladson Cameli está livre, leve e solto para fazer as demissões que bem pretender dos emedebistas em cargos na sua administração, no momento que quiser. O MDB –revelou – vai continuar seguindo o caminho político que foi traçado.

MINHA OPINIÃO

A caneta não está nas mãos do governador Gladson? Se quiser demitir é um direito seu, mas ao invés de ameaças de retaliar que demita quem achar que não está lhe ajudando. Não pode é ficar neste rame-rame do vou demitir, não vou demitir, isso é desgastante para o governo.

VAI GANHAR O QUÊ?

O que o governo vai ganhar em abrir uma frente de briga política com o MDB?

RUIM PARA OS DOIS LADOS

Esta indefinição da prefeita Socorro Neri sobre se sairá numa aliança com o PT e este indicando o seu vice ou se sairá descolada do PT no seu palanque, está sendo ruim politicamente para ela e para o PT. Enquanto isso, os adversários avançam nas alianças.

NOVELA MEXICANA

A definição da prefeita Socorro Neri virou uma novela mexicana daquelas intermináveis.

ALGUÉM PRECISA LHE CONTAR

Alguém precisa contar urgente à prefeita Socorro Neri de que estamos no ano eleitoral.

O GLADSON OFERECEU CARGOS

O presidente do MDB, deputado federal Flaviano Melo, disse ontem ao BLOG que, acha estranha a ameaça do governador Gladson de demitir quadros do partido. “Semana passada eu fui procurado por ele, e me perguntou o que o MDB precisava do governo, se almejava algum cargo, lhe disse que não precisava de nada. A demissão é um direito seu”, destacou.

FESTA PARTIDÁRIA

Flaviano Melo anunciou que o MDB lançará hoje ás 10 horas, oficialmente, o deputado Roberto Duarte (MDB), como candidato a prefeito de Rio Branco, em ato programado para a ALEAC. Serão apresentados os nomes que disputarão outras prefeituras pelo MDB.

PERDA RECONHECIDA

O MDB reconhece que com a decisão da prévia em Xapuri, que homologou o advogado Venicios como candidato a prefeito, o vereador Capelão (MDB), descontente, deverá deixar o partido. “Queria ser o candidato sem disputar a prévia, não dava”, coloca Flaviano.

DOIS GANHAM

Dois ganham com a decisão do vereador Capelão de trocar o MDB pelo PSD: um é o senador Sérgio Petecão (PSD), cujo partido ganha um candidato a prefeito, e o segundo é o prefeito Bira Vasconcelos (PT), que se beneficiará com a proliferação de candidaturas na oposição.

PRIMEIRO TESTE

O primeiro teste se será mesmo o ponto de partida para um arrocho do Estado no combate ao crime organizado e para diminuir a violência, será se o governador Gladson Cameli vai mesmo retirar os 200 policiais militares que estão cedidos aos poderes e os colocar nas ruas.

NÃO PODE RECUAR

O governador Gladson Cameli não pode é anunciar uma medida para depois recuar, caso contrário perderá a autoridade e ficará todo mundo com um pé atrás quando anunciar algo.

NÃO MUDA COMPORTAMENTO

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz que, não cede a nenhuma ameaça de demissão de cargos do MDB no governo, que vai continuar com a postura independente, mesmo porque não indicou ninguém para ocupar cargos na administração estadual.

TODOS PODEM BANCAR

O Judiciário, o Legislativo, MP, e outros órgãos que têm PMs á disposição possuem orçamento próprio que poderia bancar seguranças particulares, sem ter que desfalcar o quadro da PM, que é deficiente. Seria uma grande contribuição se estes PMs voltassem aos quartéis.

ESPERAR O RESULTADO

Não se pode ainda fazer uma avaliação sobre as medidas anunciadas pelo governo na reunião de domingo para reduzir a violência, principalmente, na capital. Os números alarmantes todo mundo já conhece, que a droga embala o crime, também; o que se espera são os resultados.

NÃO FICOU CLARO

O que a chamada “Rota do Solimões”, no Amazonas, tem a ver com a droga que entra no Estado, Coronel Paulo César? A droga do Acre chega pela fronteira com o Peru e Bolívia. Não ficou claro onde quis chegar. O Rio Solimões não passa pelo Acre, ou mudaram a geografia?

VAMOS AO QUE INTERESSA

O que importa mesmo á população é saber se a violência desenfreada será ou não contida.

 NÃO ASSUME CARGOS PÚBLICOS

Quem não quer ser criticado não assume cargo público, a crítica é o princípio basilar da democracia. É isso que setores do governo Cameli não entenderam ainda. E a crítica quando fundamentada é mais benéfica para quem está no poder que a bajulação desenfreada.

NADA MAIS CONDENÁVEL

Na política, no serviço público, nada mais condenável do que promessas não cumpridas. Quando não se consegue resolver coisas ínfimas, como resolver os grandes problemas?

MURO QUE TE QUERO MURO

No meio de toda esta confusão no governo de demite ou não demite os aliados, o senador Márcio Bittar (MDB) ficou no muro, não entra na discussão sobre o papel do MDB.

O FOCO É A VIOLÊNCIA

Nada mais importante neste momento do que reduzir a violência que assusta os moradores da capital. E ficam perdendo tempo com discussões políticas estéreis no governo se expurga o MDB ou não expurga. Ou querem mudar o foco de que a cidade vive num clima de terror?

FRASE MARCANTE 

“Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreso ao ver que os outros acreditam nele”. Charles de Gaulle, estadista francês.

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