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Constrangimento e interesses ocultos na Aleac tiram a paz de Gladson

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A primeira sessão da Assembleia Legislativa de 2020 foi marcada pelo constrangimento. Foi notório. Todas as críticas, as ligadas a segurança, saúde e demais áreas eram carregadas de verdade. O governo ficou sem defesa. O que era para ser apenas uma solenidade de amenidades acabou virando um balcão para lavar roupa suja, principalmente na frente de autoridades do Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas, entre outros. Foi vergonhoso ver o secretário da Casa Civil, Ribamar Trindade, refém da oposição que usou o seu espaço na tribuna e acabou com o “oba, oba”.

Refém

Sem Gladson Cameli que estava em Brasília e Major Rocha, que se encontrava em agenda na fronteira, Ribamar foi obrigado a engolir sozinho o “desaforo” dos oposicionistas e independentes. Todo mundo tirou uma casquinha. Somente Gerlen Diniz, o ainda líder do governo, que já pediu para deixar a função, saiu em defesa. Outro que teve uma coragem incomum, o deputado Cadmiel Bonfim (PSDB), também defendeu o governo, mas focou apenas na área da segurança, onde atuava como policial militar antes de chegar ao parlamento.

Mensagem governamental

Ribamar Trindade foi responsável por ler a mensagem governamental. Diga-se de passagem uma das mais breves e diretas dos últimos anos. Nos governos da Frente Popular, a leitura não demorava menos de 20 minutos. Dessa vez, o novo governo arrematou a questão em menos de 10, mas apesar de usar o jargão de “não olhar no retrovisor”, voltou a lembrar que 2019 foi ruim devido a forma como receberam o Estado das gestões do PT: quebrado.

Bombeiro

Mais uma vez Nicolau Junior, o presidente da Aleac, foi obrigado ser bombeiro do governo. Com Gerlen anunciando que deixaria a liderança do governo, ele tratou de reunir Ribamar e cia, para tentar convencê-lo a pelo menos ficar temporariamente na função, até de fato decidir se irá disputar a prefeitura de Sena Madureira,

Intriga na base

A reunião também foi motivada devido deputados da base do governo desabafarem ao ac24horas que Gerlen Diniz não vinha se esforçando para levar seus pedidos ao governo. O líder chegou a ser acusado de apenas se empenhar em benefício próprio. Isso o deixou contrariado e Ribamar e Nicolau tiveram que colocar panos quentes.

Tchê quer ser adulado

Caso Gerlen confirme mesmo sua saída da liderança, os deputados estão dispostos a lutar pelo deputado Luis Tchê (PDT), que já foi líder do governo por alguns meses, mas acabou sendo tratorado, tanto por Ribamar quanto por Gerlen. Tchê não compareceu ao primeiro dia da sessão solente. Liguei inúmeras vezes em seu telefone, mas não atendeu e nem retornou. Pessoas próximas dizem que Tchê está magoado e que hoje prefere não aceitar a árdua missão, mas em se tratando do Tchê, nada que um boa conversa e um acerto não resolva.

Lá e cá

O constrangimento não ficou apenas no governo, mas também em Brasília. Em agenda com o Ministro da Justiça Sérgio Moro, o senador Sérgio Petecão (PSD) fez questão de pedir desculpa ao ex-magistrado por causa da declaração do secretário de segurança, Paulo César, afirmando que a Força Nacional não serve para nada. O ato foi teleguiado daqui pelo deputado Roberto Duarte (MDB), que incentivou Petecão a fazê-lo. Duarte e Petecão estão unha e carne. É bem provável que ambos sejam parceiros nestas eleições, já que o senador cansou de esperar por Socorro Neri e também descartou a lançar candidato a prefeitura de Rio Branco.

Não é intervenção

Na reunião de Gladson com a bancada federal com o Ministro Moro, o pedido foi apoio do exército efetivamente na fronteira e nas ruas do Estado para tentar conter a onda de violência. A medida passa bem longe da tão pedida intervenção na segurança pública por parte de internautas e políticos. Não se sabe o efeito prático ainda disso. É esperar para ver.

Franco atirador

O deputado Fagner Calegário (PL) deve ser uma espécie de franco-atirador na Assembleia Legislativa este ano. Depois de vender a filial da Rede TV e ter uma série de suas empresas comprometidas por falta de pagamento do governo, principalmente dos terceirizados, o parlamentar pretende ser um dos principais calos do governo desorganizado de cameli.

“Nós somos muito otários”

Fui informado que a reunião entre petistas e o ex-deputado César Messias, para tratar da vontade da prefeita Socorro Neri (PSB), a romper com o PT, não passou de sexo dos anjos. Messias, tido como um lord inglês, levou a conversa de um maneira bem educada tentando evitar ofender os vermelhos presentes. Em dado momento, um dos que participaram pensou “nós somos muito otários”, se referindo ao fato de o PT influenciado pelo ex-governador Sebastião Viana ter indicado Socorro Neri como vice nas eleições de 2016, mesmo contra a vontade do cabeça da chapa, Marcus Alexandre.

Bomba relógio

Como já havia adiantado neste Blog, a decisão de Socorro Neri de largar o PT, já era esperada. Afinal de contas, ela abandonou o major Rocha no PSDB e nada mais natural que com o PT sem dentes, o deixasse pelo caminho também.

Luz no final do túnel

A ideia de Socorro Neri e o PSB é que o PT e seus militantes apenas votem nela e façam campanha longe do palanque. É aquela velha história da namorada feia. Os encontros devem ser feitos apenas atrás da igreja, longe dos holofotes. O PT hoje é a namorada feia cujo Socorro quer esconder, mas até onde se sabe o partido não está disposto a essa condição, tanto que com a negativa de Angelim para disputa, já tentam convencer Binho Marques, o ex-governador, a ser candidato.

Lucas fora do Iapen

O policial penal Lucas Gomes não suportou a pressão de poderes e até mesmo da sua classe. Foi orientado a deixar o cargo de diretor do Iapen. Ele foi escalado por Rocha para ser linha dura, mas infelizmente por forças ocultas (até mesmo do judiciário), terá que deixar o cargo. Apesar dos pesares, Gomes era um dos poucos no governo Cameli que tinha controle sobre a sua área, mesmo com a fuga de presidiários ocorrida recentemente. Sua saída deve ser oficializada após uma conversa com o governador Gladson Cameli. Na minha humilde opinião, o governo dá mais um tiro no pé, mas dizem as más línguas que a saída seria uma forma das facções darem uma trégua na matança desenfreada. A bandidagem e os familiares dos bandidos não gostavam do diretor do Iapen. Vai saber, mas o fato é que o Estado deve cuidar de Lucas. Ele deu a cara para bater, fez inimigos no sistema e nas facções. Sempre foi ameaçado e merece todo o respeito. Força e honra para Lucas.

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