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Transporte intermunicipal de pacientes não é obrigação do Samu, diz médico

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tem como objetivo chegar precocemente às vítimas após ter ocorrido alguma situação de urgência ou emergência que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à morte. São urgências situações de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras tantas.

No Acre, entretanto, tem sido corriqueira uma situação que o médico coordenador do serviço no estado, Pedro Pascoal, classificou de desvio de finalidade, em entrevista concedida à rádio Aldeia FM de Xapuri na manhã da última quinta-feira, 30. De acordo com ele, as unidades do Samu não deveriam fazer o transporte intermunicipal de pacientes.

Pedro Pascoal disse que em 2019 foram feitas 245 transferências de pacientes de Xapuri para Rio Branco. De Brasiléia foram 495 translados de pacientes para o Pronto Socorro da capital. Ele explicou que esses deslocamentos causam dois problemas sérios: o desgaste precoce dos veículos e o desguarnecimento da cidade da cobertura de uma unidade de atendimento.

A solução para o problema, segundo Pascoal seria as prefeituras assumirem a sua função e adquirir as ambulâncias de transporte do tipo A para fazer a transferência de pacientes. Ele assevera que o Ministério da Saúde orienta, por meio da Portaria 2.214, os municípios a fazerem essas aquisições, restando apenas a boa vontade dos gestores municipais.

“A dificuldade tem sido grande, nós, inclusive, temos tido conversas com alguns deputados federais em busca de emendas parlamentares para a aquisição dessas viaturas, mas tem que haver a vontade da gestão municipal, de secretários de saúde e prefeitos, pois não podemos passar por cima das prefeituras”, afirmou.

O secretário municipal de saúde de Xapuri, Wágner Soares de Menezes, se contrapôs às afirmações do coordenador do Samu. Segundo ele, a prefeitura já presta um serviço de transporte de pacientes para Rio Branco apelidado de TFD Municipal, que leva pacientes de ambulatório que possuem encaminhamentos médicos para especialistas em Rio Branco.

“Pacientes que estão hospitalizados e precisam de transferência para a capital são de responsabilidade do estado. Não é responsabilidade nossa lidar com pacientes de média e alta complexidade, uma vez que se trata, nesses casos, de pessoas que estão em estado grave, inclusive com risco de morte”, garantiu.

A Portaria nº 2.214/2017, citada pelo coordenador Pedro Pascoal, regulamenta a aplicação de recursos por programação para aquisição de Ambulância de Transporte Tipo A e diz que esses veículos se destinam, conforme definição apresentada pela própria normativa, para o transporte de pacientes que não apresentem risco de vida.

“As viaturas se destinam ao transporte por condição de caráter temporário ou permanente, em decúbito horizontal, de pacientes que não apresentem risco de vida, para remoção simples e de caráter eletivo, conforme classificação estabelecida pela Portaria nº 2.048/GM/MS, de 5 de novembro de 2002”.

Morte na ambulância

Enquanto estado e município atribuem um ao outro responsabilidades, os problemas se sucedem e pessoas perdem a vida. Foi o que aconteceu com o policial militar Sebastião Oliveira da Silva, o Pingo, que foi a óbito dentro de uma unidade do Samu quando era transferido para Rio Branco.

A família do militar diz que houve negligência em razão da demora para que o paciente fosse transferido. Os médicos que o atenderam alegam que não têm o poder de decisão para encaminhar um doente a Rio Branco via Samu. O coordenador Pedro Pascoal confirmou que quem autoriza o deslocamento da ambulância é um médico regulador baseado na capital.

 

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Rocha cobra prioridades para combate à violência na secretaria nacional da Segurança Pública

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Durante audiência na tarde desta quarta-feira, 19, o vice-governador do Acre, Major Rocha, apresentou uma série de reivindicações para combate à violência e criminalidade no Estado ao secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theófilo. Um dos principais pontos da reunião foi a implementação no Acre do programa “Em Frente Brasil”.

Rocha pediu que o secretário agilizasse um programa piloto em Rio Branco. O projeto tem como foco os crimes violentos, como homicídios, feminicídios, estupros, latrocínios e roubos, por exemplo. Baseados no diagnóstico e nos índices de criminalidade, as cidades serão atendidas por meio da atuação transversal e multidisciplinar de iniciativas nas áreas da educação, saúde, habitação, emprego, cultura, esporte e programas sociais do governo.

Rocha ainda pediu ao general Theófilo que interceda junto ao comando maior do Exército para que sejam feitas operações regulares na fronteira com a Bolívia e Peru, principal porta de entrada de drogas e armas. “Nós não podemos tirar o nosso pessoal da Polícia Militar para fazer um trabalho que é das forças federais”, disse o vice-governador, que completou: “precisamos de um reforço do Exército ou da Força Nacional para que operações regulares sejam feitas. Com certeza absoluta teremos resultados satisfatórios”, salientou.

No documento entregue ao secretário nacional de segurança pelo vice-governador, ainda constam como itens essenciais para o Estado do Acre: robustecer o quantitativo de doações para o Acre de equipamentos de segurança pública, como pistolas, fuzis, munições, viaturas, coletes; implementar uma Força Tarefa de Perícia (redução no backlog de perfis genéticos); inteligência em Segurança Pública: implantar um Centro Integrado de Inteligência em Segurança Pública (SEOPI); implantar o “ePol – Sistema de Gestão da Atividade e Polícia Judiciária”; aquisições de equipamentos para os Bombeiros Militares (CGISP); aquisição de equipamentos e treinamentos para Aviação de Segurança Pública (CGISP + DEP) e realizar edição do Programa de Fortalecimento das Polícias Judiciárias- PFPJ (DEP), entre outros.

Segurança Privada

Guilherme Theófilo assegurou que vai fortalecer a ideia da criação do Fusion Center em Rio Branco, bem como entrará em contato com o comando do Exército para viabilizar a ideia das operações na fronteira. O secretário sugeriu ao vice-governador que crie um projeto piloto em Rio Branco, unindo os esforços dos seguranças particulares dos comércios com a Polícia Militar. O Estado, segundo Theófilo, não arcará com despesa alguma.

O programa consiste em treinar os seguranças do comércio para que, em situações de risco, tenham um contato direto com os policiais através de um aplicativo, auxiliando no controle de qualquer situação. Esses agentes atuariam somente na fiscalização e observação dos prováveis eventos criminosos e não teriam poder de polícia.

“Será um canal de ligação direta dos interessados (seguranças do comércio) com a força policial, proporcionando um adianto no tempo de ação. E os custos com a implantação dos aplicativos e aperfeiçoamento do projeto ficará a cargo da Fenavist – Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores, que tem interesse no assunto”, explicou o general.

Rocha ficou de levar a proposta para apreciação do governador Gladson Cameli e possíveis estudos de viabilidade do projeto com os setores envolvidos.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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Coronavírus: 40% dos acreanos acham que a doença chegará ao Estado; alerta continua

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FOTO: SÉRGIO VALE

No Brasil, segundo o governo federal, já foram descartadas 28 suspeitas do novo coronavírus desde o começo do monitoramento, e esse número ainda pode subir, tendo em vista que o país ainda possui alguns casos suspeitos.

Mesmo assim, 61% dos brasileiros acham que o coronavírus vai chegar ao Brasil. Os acreanos, no entanto, estão muito abaixo dessa média: apenas 40% da população acredita que o vírus chegará ao Estado, segundo a pesquisa “Coronavírus: O que pensam os Brasileiros?”, realizada pelo portal Trocando Fraldas (www.trocandofraldas.com.br).

Com esse percentual, os acreanos são os que menos se preocupam com a chegada da doença.

Apesar da grande mobilização dos governos estaduais, nem todo mundo acredita que o sistema de saúde está preparado para uma epidemia. No Espírito Santo somente 9% dos entrevistados acha que o sistema de saúde está preparado para o coronavírus. No Rio de Janeiro, o número também é baixo, com 10%.

Rio Grande do Sul é um dos Estados com o maior número de pessoas que acham que o coronavírus chegará ao Brasil.

Em São Paulo, 82% dos participantes se preocupa com a saúde dos filhos em relação ao vírus.

De acordo com o ministério da saúde, os primeiros vírus foram identificados em 1960; e ainda não está claro para os pesquisadores como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento desse novo vírus.

A pesquisa do TF diz que 72% dos brasileiros estão preocupados com o vírus, independentemente da idade que possuem. E mais da metade acha que o vírus pode chegar ao país. A preocupação com vírus é maior entre as mulheres, 73% delas. Enquanto somente 66% dos homens se preocupam.

Além disso, participantes com filhos estão mais preocupados com o vírus do que as mulheres que estão grávidas. Sendo 76% dos entrevistados(as) com filhos e 69% das grávidas.

Quando se trata da saúde dos filhos em relação ao coronavírus, as mulheres estão mais preocupadas, sendo 42% das entrevistadas. Enquanto isso, somente 38% dos homens está.

Essa preocupação cresce com a idade de cada entrevistado. Dos 18 aos 24 anos, somente 30% se preocupa. Enquanto dos 45 aos 49 anos 63% se preocupa.

A Organização Mundial da Saúde emitiu o primeiro alerta sobre a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades Chinesas notificaram sobre uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo. O tamanho é comparável com a cidade de São Paulo, que tem mais de 12 milhões de habitantes.

Veja o índice de expectativa da chegada da doença em cada Estado:

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