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Com suspeitas de Coronavírus no Peru, Saúde do Acre monta protocolo de emergência

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O mundo acaba de ganhar uma preocupação na área de saúde que atende pelo nome de coronavírus. O grande temor das autoridades de saúde é que o vírus, que surgiu na China e já se espalhe por vários países e se torne um surto mundial. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que essa possibilidade é elevada, já que estudos feitos por epidemiologistas apontam que a o vírus pode atingir mais de 130 mil pessoas em apenas dez dias.

Dados atualizados pela OMS nesta segunda-feira, 27, apontam 81 mortes e mais de 2,7 mil pacientes infectados no mundo. No Brasil, já um caso suspeito sendo analisado em Belo Horizonte, mas quem pensa que essa realidade está distante do Acre, pode está enganado. No final da tarde desta segunda, o Ministério da Saúde no Peru indicou que no país andino vizinho ao Estado existem 4 pessoas, sendo três estrangeiros e um local, com a suspeita da infecção.

Os infectados estão internados no hospital Casimiro Ulloa, em Miraflores, um dos quarenta e três distritos que formam a Província de Lima, situada na zona costeira do Peru. De acordo com as autoridades peruanas, o protocolo de vigilância epidemiológica já foi estabelecido e o medo é como a região é comumente visitada por acreanos de férias, o vírus poderia chegar ao Estado Acreano. O fato é que nos próximos três dias as autoridades vizinhas devem se posicionar se os suspeitos estão doentes com coronavírus ou não.

Sesacre adota medidas para enfrentar possível circulação do vírus

Temendo que o problema seja confirmado no Peru, o secretário estadual de saúde do Acre, Alysson Bestene, diz que está tomando todas as providências para monitorar a possibilidade de circulação do vírus e já definiu todo um protocolo que vai ser seguido por todas as unidades de saúde. “Nós já contatamos o Ministério da Saúde para fazermos um protocolo de prevenção. Nossa vigilância epidemiológica já está trabalhando com as unidades de saúde para notificação mais rápida possível de qualquer caso com os sintomas da doença”, afirma.

O secretário de saúde enfatiza que caso haja algum caso suspeito no Acre, as unidades de saúde estão preparada para isolar os pacientes. “Dentro do protocolo estabelecido já prevê que qualquer paciente com sintoma parecido com o coronavírus temos ambientes adequados para receber esse paciente, monitorá-lo e fazer todos os exames que possam comprovar ou não a presença do vírus”, diz Alysson.

Formas de transmissão

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Principais sintomas

Os principais sintomas são semelhante a um resfriado e se caracterizam por febre, tosse, evoluindo para dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave.

Como prevenir o novo coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

–  evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;

– realizar lavagem frequente das mãos;

–  utilizar lenço descartável para higiene nasal;

–  cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

–  evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

–  higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

–  não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

– manter os ambientes bem ventilados;

– evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença, evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

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