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“As ruas de Rio Branco respiram medo”, diz rapper que gravou clipe sobre a violência no Acre

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O artista de rap Zedequias Alves, o “Mano Z”, 24 anos, morador da Baixada da Sobral, em Rio Branco, ganhou as redes sociais quando gravou um clipe chamado “Vivências”. O clipe retrata o momento que o Estado do Acre vive.

“Escrevi a letra do meu rap sobre esse momento que estamos enfrentando [violência] nosso Estado. Sinceramente, as ruas do nosso estado respira medo”, explicou.

Em entrevista ao ac24horas, o artista conta que descobriu o Rap, em 2010 e, em 2013, o Samyron, dos Cobras Dance, o convidou para participar de algumas atividades de rap em Rio Branco.

“Me apaixonei pela cultura e estou aqui até hoje. Antes do Hip-Hop, eu não estudava, quando conheci, já me matriculei na escola novamente. Fiz um curso técnico, iniciei uma faculdade. Vivo na periferia e, por aqui, é difícil estudar e trabalhar ao mesmo tempo, por isso tive que trancar minha faculdade. Hoje, eu quero que outros jovens de periferia escutem minha música e pense positivo. É ruim saber que tem amigos e pessoas tão jovens se matando”, afirmou.

O desejo de “Mano Z” é mostrar através do clipe que a cultura pode salvar pessoas.

“Meu foco é esse, que eles conheçam e aprendam que a cultura salva. O Augusto do Hip-Hop foi o primeiro a me ceder um estúdio. Desde então sonho em viver disso: em colocar o Acre como referência no cenário de rap e batalhas. O rap me salvou, e eu quero salvar outras pessoas com minhas letras”, contou.

“Eu quero transmitir através das minhas letras que as pessoas acreditem mais em si. Quando comecei diziam que não levava jeito, e que fazer esse estilo de música no Acre era pedir pra morrer de fome, que não daria futuro, então, escrevi sobre alguns frutos que conquistei com minhas rimas, minhas letras”, contou o jovem que já foi um dos finalistas da batalha de rap em Belo Horizonte e Minas Gerais.

Veja o vídeo:

 

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Alunos do Jordão estão sem previsão para início do ano letivo por falta de professor

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Pais e mães dos alunos do 2º ano do ensino fundamental da escola Manoel Rodrigues, localizada no município do Jordão, foram surpreendidos com o retorno dos filhos para casa. Os estudantes que deveriam estar em sala de aula – já que o ano letivo começou na última segunda-feira – foram mandados de volta por falta de professor.

São 24 alunos prejudicados que, segundo a direção da escola, podem começar o ano letivo apenas no próximo dia 25 de março, ou seja, um mês e meio de atraso, comparado ao início das aulas nas demais escolas do estado.

O diretor da escola, Carlos Ronier, que não tem autonomia para convocar professor, já que essa é uma atribuição da Secretaria Estadual de Educação, confirma a falta de professor e diz ainda que não há previsão para o início do ano letivo. “O que a Secretaria Estadual de Educação coloca é que vão convocar, mas que não há uma data para que essa convocação aconteça. Eu não sei porque eles não querem convocar agora, isso aí eu não consigo entender”, explica.

A falta de professores não prejudica apenas os pequenos da turma do 2º do ensino fundamental. Quem não conseguiu concluir o ensino na idade/série adequada e procura a modalidade de Ensino de Jovens e Adultos (EJA) também não está tendo aulas por falta de professores. O início estava marcado para o último dia 10, mas também não há previsão.

“No caso da Educação de Jovens e Adultos, nós estamos sem nenhum professor e o Estado está em abertura do processo seletivo e, infelizmente, vamos ter que aguardar esse processo para iniciar as aulas nas turma de EJA”, afirma Carlos.

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Bittar anuncia assinaturas que pede a votação em plenário do PLS da prisão após 2ª instância

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Parlamentares se mobilizaram no início desta semana com o objetivo de conseguir assinaturas para o “Manifesto pela aprovação imediata do PLS 166/2018, que determina a prisão logo após a condenação em segunda instância”, cuja autoria é do senador Major Olímpio (PSL-SP).

O tema é coberto de reviravoltas no âmbito jurídico. Em outubro de 2016, o STF havia decidido permitir as prisões após condenação em segunda instância. Já em novembro de 2019, os ministros votaram novamente a matéria, dessa vez optando por condicionar o início do cumprimento da pena somente após o trânsito em julgado, alterando o entendimento anterior. Isso permitiu que milhares de penas que já estavam sendo cumpridas em regime fechado fossem revistas, sendo o caso mais emblemático o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi solto após 580 dias em detenção na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba.

O Projeto de Lei do Senado, de autoria do senador Lasier Martins (Podemos-RS), já havia sido aprovado de forma terminativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa, porém o senador Fernando Bezerra entrou com um requerimento para que o projeto fosse apreciado em plenário.

O senador Marcio Bittar, um dos apoiadores do projeto, anunciou que os parlamentares já reuniram 40 assinaturas solicitando que o PLS seja imediatamente pautado e votado em plenário.

O projeto promove mudanças no Código de Processo Penal (CPP – Decreto Legislativo 3.689, de 1941) para alterar o dispositivo que condiciona o cumprimento da pena de prisão ao trânsito em julgado. Atualmente, o artigo 283 do CPP prevê que a prisão ocorra após sentença condenatória transitada em julgado.

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