fbpx
Conecte-se agora

Mesmo com operação Fecha Fronteira, homicídios disparam no início do ano no Acre

Publicado

em

O governo do Acre, por meio dos órgãos que compõem o sistema de segurança pública do estado, deve apresentar nos próximos dias novas estratégias de enfrentamento ao crime.

A violência tem sido uma infeliz rotina diária para quem mora, principalmente, em Rio Branco.

No início do ano, o governo anunciou uma grande ação que prometia coibir o roubo de veículos e a incidência de crimes contra a vida. A Operação Fecha Fronteiras, de tempo indeterminado, acontece em 11 pontos estratégicos de Rio Branco e também nos acessos a fronteira do Acre com estados e países vizinhos.

A sensação é de que nada adiantou. Os assassinatos cresceram de forma assustadora no início do ano. Tanto que do dia primeiro de janeiro até este sábado, 18, com a chacina ocorrida na Transacreana, já se contabilizam no Acre, 30 assassinatos. É um índice alarmante de 1,66 execução por dia. A capital acreana concentra mais de 80% dos assassinatos.

Nas redes sociais, os internautas têm apontado alguns motivos para que a operação não esteja ajudando na diminuição dos crimes em Rio Branco. Uma delas seria que apesar das barreiras existirem, há pouca fiscalização. “Eu moro perto de um desses pontos de fiscalização e fiquei observando. A barreira tá lá, mas os policiais não fiscalizam nenhum veículo. Ficam conversando ou no celular, sem abordar, como vão descobrir se dentro do veículo há uma arma?”, afirma o morador que prefere não ser identificado.

A falta de fiscalização prometida também acontece nas fronteiras. Relatos dão conta de que a operação não está presente em todos os acessos a fronteira. O jornalista Jairo Barbosa publicou em uma rede social, fotos que mostram que em 200 quilômetros de estrada que liga o Acre ao Amazonas não há uma única viatura policial.

As fotos mostram o posto de Fiscalização IDAF/SEFAZ sem a presença policial.

O ac24horas conversou com o Coronel Ricardo Brandão, secretário adjunto de segurança pública do Acre, admite que há uma preocupação com os policias e o uso do celular durante o trabalho. “Ontem mesmo me reuni com os responsáveis pela coordenação operacional do Gefron e pedi providência de postura em relação a esse tipo de situação”, afirmou.

Mesmo com o grande número de assassinatos, Brandão afirma que a avaliação é positiva, mas admite que as forças de segurança não estão conseguindo evitar os crimes e que há uma urgente necessidade de novas estratégias que realmente deem resultado.

“A avaliação que fazemos é positiva, já que tivemos uma diminuição considerável no roubo de contra o patrimônio, principalmente de veículos. No entanto, no tocante dos crimes contra a vida, relacionados a briga de organizações criminosas, a operação não surtiu o efeito esperado. Nessa próxima semana, estamos reunindo todo o Sistema de Segurança Pública para o lançamento do plano de metas 2020 e ativação de outras estratégias para o combate mais direcionado aso crimes contra pessoas envolvendo as organizações criminosas” afirma Brandão.

O secretário adjunto confirma que não há Operação Fecha Fronteira na BR-317, que liga o Acre ao Amazonas. “Realmente na estratégia inicial a operação foi direcionada para fechar a fronteira com Rondônia e com a Bolívia. Para Boca do Acre não temos perna suficiente. Tivemos uma conversa com a PRF, já que é uma estrada federal, e ao longo dos próximos dias vamos traçar estratégias conjuntas para compartilhar essa responsabilidade e ampliar nossa capacidade de atuação”, destaca.

Propaganda

Destaque 2

José Bestene solta o verbo contra petistas e diz que crítica de opositores é “desespero”

Publicado

em

FOTO: SÉRGIO VALE

O deputado estadual José Bestene (PP) aproveitou este domingo, 16, para rebater críticas de figuras políticas do Acre pertencentes ao Partido dos Trabalhadores (PT). O ac24horas publicou uma reportagem com o ex-senador Jorge Viana que desencadeou uma série de comentários por meio da web. Logo, o parlamentar respondeu: “No desespero, aqueles que destruíram o Acre nos últimos 20 anos, tentam desqualificar o trabalho que vem sendo realizado pelo governador Gladson Cameli e nossos secretários”, escreveu.

Segundo Bestene, a gestão Gladson Cameli assumiu o Acre em estado deplorável. “Servidores estavam com o 13° salário atrasado, fornecedores estavam desesperados e a estrutura das nossas secretarias estavam destruídas”, afirmou.

Para o deputado, foi o trabalho do atual governo que conseguiu “arrumar” as contas e resgatar a autoestima dos servidores e da população. “2019 foi o ano de arrumar a casa. De equilibrar as contas, resgatar a credibilidade e, mesmo assim, o governo ainda conseguiu melhorar em todos os setores”, garante.

O parlamentar da base do governo acredita que 2020 será o ano “de voltar a sonhar, gerar emprego e renda. “Deixemos que a voz das aves de agouro, que construíram suas vidas em cima da miséria do nosso povo, falem ao vento!”, criticou.

Continuar lendo

Destaque 2

Exportações de milho no Acre superam a de carne e derivados bovinos em janeiro de 2020

Publicado

em

Uma recente pesquisa divulgada pelo Observatório do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre sobre o comércio exterior aponta o saldo de janeiro de 2020 com relação às exportações e importações do estado. A balança comercial indica que o total acumulado no último mês com as exportações foi de R$ 15.842.749,02 e R$ 937.75 referentes às importações. A tabela ainda atesta que, até agora, o milho foi o terceiro produto mais exportado este ano, ficando a frente, inclusive, da carne bovina.

Os valores significam que as exportações aumentaram 27,9% em janeiro deste ano em comparação ao mês anterior, dezembro de 2019 . No entanto, também indicam que caíram 2,7% com relação ao mesmo período do ano anterior (janeiro de 2019). Se tratando das importações, também houve uma redução de 2,4% em relação a dezembro do ano passado e um saldo negativo de 39,4% se comparado a janeiro do ano anterior.

Os quatro principais países de destino e participação das exportações do Acre nesse último mês de janeiro foram Peru, Bolívia, China e Hong Kong. Peru teve 29,5% do total de exportações do estado. Bolívia foi o segundo país que mais consumiu produtos locais, ficando com 26,1% das exportações. Em terceiro ficou a China, que arrecadou 10,3% do total de exportações em janeiro. O quarto país, Hong Kong, obteve 9,7% do total de exportações até então.

Os produtos mais exportados do Acre em janeiro de 2020 foram madeira, carvão vegetal, obras de madeira, castanha-do-Brasil, milho e carnes e derivados bovinos e outros alimentos. A surpresa nesse mês veio com a colocação do milho, terceiro produto mais exportado, mais até que a própria carne bovina. A madeira, carvão vegetal e obras de madeira foram os materiais mais exportados do Acre, representando 27, 9 % do total.

A castanha- do- Brasil (com casca e sem casca) foi o segundo produto mais comprado por outros países, totalizando 26,4% do todo. O milho exportou 15,6%. Já as carnes e miudezas e outros comestíveis somaram apenas 9,7% das exportações.

As exportações do milho cresceram 229,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O fato superou o valor das exportações de carne e derivados de bovinos, que mostraram um crescimento de apenas 10,2% no período de um ano. Já os principais países de origem e participação no total das importações nesse mês de janeiro de 2020 foram China, Índia, Argentina e Peru. China importou 43,0% de produtos para o Acre; a Índia 30,5% do todo; Argentina importou 15,2% do total e Peru 6,6%.

Entre os produtos mais importados em janeiro estão: pneus e outros pneumáticos (30,8%); sulfatos (30,5%); farinha de trigo (15,2%) e policloreto de vinila (11, 4%).

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required
Propaganda
Propaganda

Mais lidas