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Movimento Negro do Acre critica ausência de crianças negras em apresentação de novos uniformes

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A página de notícias do governo do Acre na internet divulgou na manhã desta quinta-feria, 16, um material jornalístico onde mostra o governador Gladson Cameli sendo apresentado aos novos modelos de uniforme da rede pública de ensino.

O governo do Acre já garantiu que os mais de 160 mil estudantes acreanos vão receber de forma gratuita dois uniformes cada um.

Mas, em tempos de redes sociais, onde nada passa despercebido, as fotos que mostram os supostos estudantes apresentando o novo fardamento viraram polêmica.

Tudo por conta da ausência de crianças negras na foto. Para muita gente, os estudantes não retratam a realidade de uma escola pública acreana e é a comprovação de que o Brasil, e no Acre não seria diferente, é racista.

Um dos primeiros internautas a colocar o assunto em discussão foi João Júnior. Alguns comentários questionam o fato de todos os estudantes serem brancos.

O Acre, segundo o IBGE, é o segundo estado com o maior percentual de negros do país, ficando atrás apenas da Bahia. O percentual de negros e pardos é de 74%. A raça negra é, de acordo com o Estatuto da Igualdade Racial, é formada por quem se declara negro e pardo.

Para o movimento negro do Acre a foto é o retrato de uma sociedade racista e não reflete a realidade das escolas públicas acreanas.

“Nunca que uma foto dessa representa nossas escolas. A realidade das escolas públicas acreanas é que em sua maioria são jovens negros. Não ter uma criança ou adolescente negro na foto é negar tudo isso e se ausentar da discussão de políticas pública voltadas para corrigir os erros do passado e para inclusão da população negra”, diz Maria Santiago de Lima, integrante do movimento negro no Acre.

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Destaque 4

Bittar critica projeto que proíbe a circulação de carros a gasolina e diesel a partir de 2040

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O senador Marcio Bittar (MDB-AC) condenou, em discurso proferido na manhã desta segunda-feira (17), da tribuna do Senado, o projeto 204/2017, apresentado pelo colega Ciro Nogueira (Progressistas), determinando o término da fabricação de veículos a diesel e a gasolina partir de 2030. A proposta prevê ainda a proibição de que os carros circulem a partir de 2040.

“Raras vezes se viu neste país uma intromissão tão violenta do Estado na atividade privada como essa”, disse Bittar.

O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na semana passada.

Caracterizando a iniciativa do colega como uma ‘medida violenta’, Bittar afirmou ainda que a ideia se baseia na mentira amplamente propalada sobre o aquecimento global.

“E partindo de uma premissa que não é verdadeira, o projeto estabelece que o Brasil fique proibido de usar uma riqueza que nenhum país do mundo deixa de usar”, disse ele.

Para o senador do MDB acreano, o projeto de Ciro Nogueira atenta ainda contra o Novo Pacto Federativo, do qual ele é relator no Senado, já que a proposta chancelada pelo governo federal prevê, para os próximos 15 anos, a distribuição de R$ 500 bilhões aos estados – parte dos quais têm origem na comercialização de combustíveis fósseis.

Segundo Marcio Bittar, o projeto de lei tem potencial para causar “o colapso de toda cadeia produtiva do petróleo, que envolve milhões de empregos diretos e indiretos, assim como a geração de bilhões de reais em impostos”.

O acreano também apontou o aspecto ‘irônico’ da proposta de Ciro Nogueira, já que a imposição de se acabar com os veículos a gasolina e a diesel demandaria uma produção de biocombustíveis em escala industrial, de modo a suprir o uso de combustíveis fósseis. Segundo Bittar, seriam necessários, para isso, milhões de hectares de produção de cana de açúcar – e, por consequência, mais desmatamento.

Bittar também apontou o problema da substituição da frota atual por veículos elétricos. “Isso esbarraria, de imediato, em problemas de falta de infraestrutura para abastecimento de energia. Não há um estudo que mostre o tempo gasto para o abastecimento e a quantidade de postos para abastecimento necessários. Os deslocamentos rodoviários de médio e longo percurso seriam impactados enormemente”, observou.

O emedebista acrescentou que a medida “geraria mais por demanda de energia em um país com sérios problemas de produção e distribuição de energia elétrica”.

“O nosso sistema elétrico trabalha em regime de escassez e não de abundância, o que ocasionaria preços cada vez maiores nas tarifas de energia elétrica e possíveis apagões. Isto que ainda não estamos contabilizando que uma frota de veículos elétricos do porte de uma nação como o Brasil, simplesmente consumiria muito mais energia do que as nossas próprias indústrias, o que já demonstra a total inviabilidade de tal causa”, concluiu.

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Destaque 4

Pesquisa da Fecomércio confirma que acreano prefere o Nordeste para passar o Carnaval

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De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC, por meio de estudo realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac), as agências de viagens estão otimistas com o aumento de venda para o período de carnaval.

Como sempre, o acreano tem como destino preferido a capital cearense, Fortaleza, junto com Salvador, por causa do maior carnaval de rua do Brasil e Maceió (AL). O Rio de Janeiro também é um destino muito escolhido pelos blocos de rua e também pelos desfiles de escolas de samba na Sapucaí.

As agências, além disso, estimaram que 75% dos passageiros com saída de Rio Branco para outras cidades no período carnavalesco teriam os hotéis como principal opção de hospedagem; os outros 25% disseram acreditar que a preferência são as pousadas, casas ou apartamentos. Quanto à procedência das pessoas que devem visitar o Acre, na sua maioria, seriam de outras regiões do País e aproximadamente 25% do interior do Estado.

A pesquisa também revela um dado que não se trata de nenhuma novidade. O carnaval acreano não atrai turistas. Segundo levantamento, 83% dos hotéis acreditam que vai ter redução de até 20% na ocupação se comparado com o carnaval do ano passado. Movimentação só de quem vai para o interior do estado ou de quem aproveita o período carnavalesco para visitar os parentes que moram no Acre.

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