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Números de homicídios voltam a crescer com 19 mortes em 15 dias

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Foram 19 homicídios registrados entre o dia 1º e 15 de janeiro em todo o Estado do Acre. A capital se encarregou por 80% desses dados figurando entre a mais violenta. Comparado ao mesmo período de 2019 – quando 12 homicídios tinham sido registrados – o aumento é de 20%. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública não acrescenta nas estatísticas os óbitos por confronto entre militares e faccionados (um total de 04 homicídios).

“Precisamos reavaliar as ações e nos reprogramar, coisas que estamos fazendo nas últimas semanas, embora saibamos que esse aumento se dá pelo controle de territórios pelas facções”, acrescentou.

Os números mostram a migração dos crimes para cidades que eram consideradas pacatas como Porto Walter, na região mais isolada do estado, e Manoel Urbano, no Purus. Especialista em segurança pública, Brandão afirma que é necessário se repensar nas táticas de combate ao crime organizado.

O Acre fechou o ano passado com uma redução de 27,9% em relação aos homicídios de 2018. Durante 12 meses, equipes do comando da segurança comemoraram a redução da violência. Ano passado foram 302 crimes letais em todos os municípios. Em janeiro de 2019 foram registrados 32 homicídios. A redução chegou até 66% na capital.

Coronel Brandão defendeu um olhar mais profundo para a situação de segurança. “É preciso atuar na origem do crime fechando fronteiras e criando dificuldades para que as organizações não possam estar se capitalizando” afirmou.

O fechamento das fronteiras, operações que se intensificaram nos últimos dias, ocorre para tentar descapitalizar o crime organizado, criando um ambiente positivo para a paz social esperada pelas famílias.

“Serão acrescidos equipamentos eletrônicos e tecnológicos, também serão inseridos a polícia rodoviária federal e a receita federal para intensificar ainda mais o combate ao crime no Acre”, concluiu Brandão.

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Acre

Área desmatada dobra no Acre entre agosto e dezembro de 2019

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Acre contribuiu com 2% do desflorestamento na Amazônia em dezembro de 2019 desmatando e degradando 3 km². Já entre os meses de agosto de 2018 e igual período de 2019 o desmatamento cresceu 100%. Foram derrubados 119 km² no período agosto-dezembro 2018 e no ano seguinte, nesse mesmo tempo, 238 km².

Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Na Amazônia a área derrubada entre agosto e dezembro 2019 representa 67% a mais do que o que foi registrado, pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), plataforma usada pelo Imazon, em 2018 –ano que teve 1.706 km² desmatados.

Entre agosto e dezembro de 2019, 2.852 km² de florestas foram derrubados na Amazônia. A maior parte das matas perdidas no último mês do ano passado foi no Pará: 47% de 227 km².

O Imazon classifica desmatamento como o corte raso, que é a remoção completa da vegetação florestal. Geralmente, é a formação de áreas de pasto. Já a degradação é caracterizada pela extração das árvores, que costumam abastecer o mercado da madeira. Outros exemplos de degradação são os incêndios florestais — controlados ou não, em áreas privadas — mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando.

 

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Acre

Alunos da Escola da Floresta cobram conclusão de cursos

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A exemplo do que aconteceu com os estudantes da Escola Técnica em Saúde Maria Moreira da Rocha, onde centenas deles foram atraídos com a promessa de fazer o ensino médio e um curso técnico profissionalizante ao mesmo tempo e viram a expectativa se transformar em frustração com a paralisação dos cursos técnicos, os estudantes da Escola da Floresta, antigo Colégio Agrícola, vivem situação semelhante.

Os estudantes contam que a proposta de integração entre o nível médio e curso técnico funcionou nos dois primeiros anos, até 2018.

No ano seguinte, quando começou a nova gestão estadual, ano que seria o último para a conclusão dos cursos de Técnico em Floresta e Técnico em Agroecologia, veio a surpresa: os alunos não tiveram um dia sequer de aula da qualificação técnica.

Resultado é que os estudantes terminaram o ensino médio, mas, por falta de um ano, não conseguiram concluir o ensino técnico e não estão saindo da escola com uma profissão, como era o sonho da maioria.

“Tinha estudante que vinha do quilômetro 100, pegava dois ônibus para chegar na escola. Eu conheço um aluno que andava 20 quilômetros, já que boa parte é da zona rural”, afirma a estudante Amanda Maia.

A estudante conta ainda que governo fez diversas promessas de início das aulas e chegou a apresentar aos alunos um edital para a contratação dos professores. “Eles enganaram a gente. Nos três primeiros meses de aula, disseram que iam mandar os professores dos cursos técnicos e nunca mandaram. Como nós fizemos pressão, eles entregaram uma cópia de um edital dizendo que iam contratar os professores. Estamos esperando até hoje”, diz Amanda.

Além da frustração do sonho, não concluir o curso técnico implica perder oportunidades. O IDAF lançou há poucos dias um concurso para contratação de técnicos em defesa agropecuária e florestal. Como não terminaram os curso, os estudantes não podem concorrer as vagas.

O ac24horas consultou o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica do Acre (IEPTEC). Ana Abreu, do departamento pedagógico do instituto, foi designada pelo presidente do órgão, Francineudo Costa, para falar sobre o assunto. “Nós estamos no processo de desmembramento das turmas do integrado junto com o Conselho Estadual de Educação e acompanhamento do Ministério Público. O conselho já autorizou e agora vai determinar quem é a escola guardiã que vai certificar os alunos”, diz.

A resposta nem de longe atende aos anseios dos estudantes. A certificação é uma obrigação, já que foi concluído o ensino médio. A grande dúvida é o que vai acontecer com os dois anos de curso profissionalizante. Os estudantes terão a oportunidade de terminar a qualificação técnica? existe alguma movimentação do Ieptec para resolver essa situação? são questionamentos que os jovens cobram uma resposta, mas que ainda não foram respondidos pelo governo.

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