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Parques e distritos industriais seguem em situação de penúria

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Foto: Sérgio Vale

Abandono dos espaços destinados a importantes empresas do Estado demonstra o descaso do poder público e de políticos com o setor produtivo

Há pelo menos três anos a Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) tem feito um apelo aos poderes Executivos e aos parlamentares acreanos para que deem um pouco mais de atenção aos parques e distritos industriais do Estado. Esses espaços, onde estão instaladas algumas das mais importantes empresas locais, vivem situação de penúria e completo abandono.

O cenário é de ruas totalmente esburacadas e tomadas pelo matagal, além da insegurança provocada pela falta de iluminação pública. Segundo o presidente da FIEAC, José Adriano, a preocupação é ainda maior em virtude do período de chuvas.

Cenário é de ruas totalmente esburacadas e tomadas pelo matagal, além da insegurança provocada pela falta de iluminação pública – Foto: Sérgio Vale

“O inverno chegou e os nossos parques e distritos industriais continuam sem receber qualquer reconhecimento por parte das nossas lideranças políticas ou dos poderes Executivos estadual e municipal. Não temos sequer uma emenda alocada para solucionar esses problemas e nenhuma ação de recuperação desses importantes espaços foi executada até hoje”, critica o empresário.

Foto: Sérgio Vale

José Adriano também cobra apoio dos políticos que se dizem favoráveis e parceiros do setor produtivo do Estado. “Além de discursos em defesa da classe empresarial, necessitamos de iniciativas concretas que resultem em investimentos e melhorias na infraestrutura desses espaços. Esse descaso que temos visto prejudica todas as empresas e inúmeros empregos ficam ameaçados”, ressalta o presidente da FIEAC.

Foto: Sérgio Vale

A recuperação e manutenção dos parques e distritos industriais é uma das pautas inseridas na campanha “Reage, Indústria”, lançada em maio de 2019 pela FIEAC, e que visa chamar a atenção das autoridades para as prioridades e necessidades do setor industrial acreano. O projeto realizará diversas ações ao longo deste ano.

Assessoria FIEAC

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Morre Flora Diógenes, a eterna madrinha do Atlético Acreano

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Ela não jogava futebol, não fazia um gol, mas era reconhecida nas arquibancadas dos estádios nos tempos de glória do futebol acreano.

Flora Diógenes faz parte da história do futebol no Acre. Exatamente por isso, o nosso esporte amanheceu mais triste com o anúncio de sua morte na madrugada desta terça-feira, 21, vítima de insuficiência respiratória.

Prestes a completar 90 anos no dia 02 de março, Flora Diógenes fazia parte de uma das famílias fundadoras do tradicional Atlético Acreano do segundo distrito. Aliás, foi no Galo Carijó que conheceu o esposo, Fernando Diógenes.

Enquanto a saúde permitiu não se tinha dúvida. Se o Atlético entrasse em campo, Flora estava na arquibancada. Não é à toa que era chamada de madrinha do clube.

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Nos tempos em que os tradicionais bailes dos clubes de futebol eram os mais concorridos da cidade, era dona Flora que estava à frente da organização nos realizados pelo time azul e branco.

O futebol acreano está de luto. Em menos de 24 horas morreram o ex-jogador de Rio Branco e Juventus, o Nino, e agora o anúncio da morte da madrinha do Atlético Acreano.

O velório de Flora Diógenes acontece na Funerária São João Batista.

Fotos:  acervo do Atlético Acreano

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Destaque 7

IAPEN acaba com GEP e serviço será feito por agentes despreparados para o serviço

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O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN) tomou uma decisão que preocupa os próprios policiais penais.

É que a direção do IAPEN acabou com o Grupo Especializado de Escolta. Cerca de 36 policiais penais passaram por treinamentos e se tornaram capacitados para esse tipo de serviço.

A preocupação, segundo um dos policiais, é que agora o serviço será feito por qualquer um policial penal. A falta de treinamento preocupa. “Acabaram com o grupo, onde todos os membros tinham treinamento na área de escolta. A partir de agora, essas escolas serão feitas pelos policiais que não tem o mesmo conhecimento. Para se ter uma ideia, quem não tem esse curso especializado, não sabe nem manusear o fuzil que é usado pela escolta”, afirma um Policial Penal que pede para não ser identificado.

O ac24horas teve acesso à conversas em um aplicativo onde os próprios policiais penais afirmam que não possuem treinamento específico e por isso não se sentem capazes de realizar o serviço com segurança.

Vale ressaltar que quase diariamente, os policiais fazem a escolta de bandidos de alta periculosidade, alguns com cargos de chefia em organizações criminosas presentes no Acre.

Além disso, há outra preocupação. Com o fim do grupo, ocorre um questionamento sobre os motoristas das viaturas. É que há uma determinação de que para conduzir uma viatura de escola o policial precisa ter a CNH na categoria D. Muitos policiais não se sentem com condições de realizar o serviço. “Muitos dos próprios colegas que ficam no prédio não se sentem em condições de fazer o serviço. Agora eu pergunto, como é que vão colocar policiais sem capacitação, sem saber nem mexer com a arma, sem ter condições de dirigir uma viatura?”, pergunta

O IAPEN vive um dilema causado pelo pequeno efetivo que possui e a saída da Polícia Militar que deixou de auxiliar na segurança dos presídios do Acre.

Policiais penais fizeram um enterro simbólico do GEP depois que foram comunicados da extinção do grupo. Assista ao vídeo:

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