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Efeitos da crise no Palácio devem fazer rolar cabeças em Xapuri

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Fonte ligada ao governo do Estado em Xapuri garante que cabeças deverão rolar no município nos próximos dias ou, no mais tardar, em semanas. Os alvos serão comissionados indicados pelo deputado Antônio Pedro e seu filho, Aílson Mendonça, ambos do Democratas, que não teriam respondido de maneira positiva às expectativas traçadas para o primeiro ano do governo Cameli.

De acordo com as informações, a inoperância e a subserviência ao deputado e a seu primogênito, da parte dos comissionados nomeados e renomeados pelo novo governo, causam a insatisfação daqueles que não foram agraciados, situação que pode, inclusive, influenciar no resultado das próximas eleições municipais, que este ano possuem uma enorme importância para a consolidação do atual projeto político estabelecido no poder.

Os principais setores onde deverão ocorrer as mudanças são Educação e Saúde. No primeiro, coordenado pela professora Edna Barbosa de Farias, a situação, segundo a fonte, é de caos institucionalizado. Não se sabe quem é quem ou quem manda. Completamente perdida diante da complexidade que a gerência do Núcleo de Educação possui, a gestora resume a sua atuação em cumprir ordens de seus padrinhos políticos, pai e filho.

Na Saúde, a situação não é diferente. O diretor-geral do Hospital Epaminondas Jácome, João Honorato Cardoso, é um tradicional e respeitado comerciante da cidade, mas que não entende patavinas da área para a qual foi nomeado, também por indicação do deputado Antônio Pedro, de quem é parceiro ainda na condução da Associação Comercial de Xapuri.

Outro setor cujo gestor no município causa arrepios na equipe de governo é o escritório do Depasa. O gerente, Marcos Antônio Mansour, é um poço de encrencas, além de alguns o considerarem demasiadamente esforçado em bajular o governo e a delatar os próprios colegas de grupo político. Enquanto isso, o abastecimento de água tratada na cidade se transformou em um dos maiores motivos de reclamação da população local.

Para se ter uma ideia da situação, um bairro inteiro da cidade, o Sibéria, localizado no outro lado do rio Acre, amargou o Natal passado e a entrada do Ano Novo completamente sem água nas torneiras. O escritório local do Depasa trabalhou por mais de 20 dias sem conseguir resolver o problema, obrigando a direção estadual da autarquia a pedir ajuda da prefeitura para solucionar o desabastecimento que prossegue até hoje.

A fonte diz ainda que, além de não terem dado o resultado esperado pelo governo, as nomeações de Gladson para os principais cargos no município resultaram em desunião e conflitos dentro do grupo que fez oposição à gestão petista contribuindo para a acachapante vitória de Cameli no último pleito estadual. A razão foi exatamente a divisão desigual, no município, dos cargos entre os aliados de campanha eleitoral.

Tendo abocanhado praticamente todos os cargos mais relevantes em Xapuri, o deputado democrata e o filho, pretenso candidato à prefeitura, ganharam a antipatia e perderam o apoio de antigos parceiros. Um dos resultados disso foi a decisão do MDB de lançar pré-candidatos e sustentar candidatura própria no município em oposição ao nome de Aílson, que seria o candidato de Gladson à prefeitura.

Quem tem se entusiasmado com a situação é o atual prefeito, Bira Vasconcelos, do PT, visivelmente beneficiado pela falta de coesão de seus principais adversários na corrida pela reeleição. Bem avaliado em levantamento interno razoavelmente recente, Vasconcelos pode se aproveitar do “olho grande” de Antônio Pedro e Aílson para superar a onda de rejeição ao seu partido e vencer a eleição em um dos municípios mais estratégicos da “geopolítica” acreana.

Resta aguardar se o rearranjo do governo com relação aos cargos comissionados – caso se confirme – vai promover mudanças na atual conjuntura, que se desenha com traços firmes na terra de Chico Mendes. A permanecer como está, à base do “meu pirão primeiro”, as possibilidades de uma reviravolta no cenário político do estado poderá estar começando por lá.

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Acre

Rogério Wenceslau ataca governo e diz que estratégia da segurança pública é negar a realidade

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O pré-candidato à prefeitura de Rio Branco pelo PSL, Rogério Wenceslau, que denunciou ter sido vítima de um arrastão na Estrada do Amapá, neste domingo, 26, contestou a nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Acre sobre o episódio.

Durante transmissão ao vivo em uma rede social, Wenceslau, acompanhado da esposa e do presidente do PSL-AC, Pedro Valério, afirmou que é vítima de perseguição e de uma campanha de difamação.

“Eu me sinto igual a toda a população do Acre que grita, pede socorro e o governo ignora. É uma estratégia de negar a realidade, me chamando de mentiroso”, disse Wenceslau.

O jornalista contou ainda que soube que vai ser processado pela secretaria de segurança pública. “O mais absurdo é que soube que vou ser processado por denúncia caluniosa pela Sejusp. É a estratégia de fazer da vítima o culpado”.

Rogério Wenceslau e a esposa reafirmaram a ocorrência do arrastão e contaram como foi a ação dos criminosos. Os dois voltaram a ressaltar que a ação aconteceu fora do restaurante Manto Verde e que um grupo de ciclistas e pessoas que estavam em outros dois veículos também foram assaltadas.

“Quando eu fiz o vídeo falando do arrastão eu sabia que iam vir para cima, mas confesso que não achei que fossem tão baixos com uma nota mentirosa. Foi por isso que deixei o governo após três meses. Exatamente por tentar esconder e negar a verdade”, afirma Wenceslau.

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Acre

Queimadas de janeiro de 2020 já são as maiores em seis anos

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FOTO: SÉRGIO VALE

A seca de janeiro de 2020 é tão intensa que o número de focos de queimadas, segundo mostram os gráficos do Instituto Nacional de Pesquisa (Inpe) já é maior desde 2014.

De 1º de janeiro até 26 de janeiro de 2020 os satélites do Inpe registraram 16 focos de queimadas no Acre. Para efeito de comparação, em 2019 no mês de janeiro todo houve registro de apenas um foco.

Chove pouco no Estado em 2020, daí a possibilidade de realização de queimadas -inclusive urbanos. Em Rio Branco, apesar de não existirem dados oficiais, é possível observar sinais de fumaça pela cidade.

Na 3ª semana de janeiro uma grande queimada perto da zona urbana de Sena Madureira destruiu sete hectares de pastagem.

Com o calor, a situação pode piorar nos próximos dias.

E no futuro próximo também, segundo o Observatório do Clima. O aquecimento global deve ampliar as condições ambientais e facilitar os incêndios florestais na região Sudeste da Amazônia, onde se localiza o Acre. Matas úmidas que antes não pegavam fogo deverão queimar anualmente, elevando ainda mais as emissões de gases de efeito estufa.

Isso tende a ocorrer mesmo que o desmatamento seja zerado – embora de forma menos grave se os brasileiros pararem de derrubar suas florestas.

O alerta foi feito este mês de janeiro por uma dezena de cientistas do Brasil e dos Estados Unidos no periódico Science Advances. Em seu estudo, eles cruzaram o comportamento do fogo na Amazônia com os modelos climatológicos do IPCC, o painel do clima da ONU.

O combo desmatamento-queimada hoje é o principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Mas há outro tipo de incêndio na Amazônia: são os fogos que atingem florestas vivas em anos extremamente secos, como os de El Niños graves.

Foi o que aconteceu, por exemplo, em Roraima em 1998, ou na porção central-sul da Amazônia nos anos de seca recorde de 2005, 2010 e 2015/16.

(Com Inpe e OC)

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