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Acre não teve dinossauros, mas teve outros animais gigantes, diz paleontólogo da Ufac

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FOTO: INTERNET

O ac24horas consultou especialistas em pré-história para ajudar no esclarecimento da polêmica das estátuas de dinossauros na entrada de Rio Branco. Um deles é o pesquisador Jonas Filho, paleontólogo da Universidade Federal do Acre com trabalho reconhecido no mundo inteiro. Mesmo em férias no Peru, o pesquisador e ex-reitor da Ufac respondeu á consulta afirmando não ter acompanhando o debate posto à mesa pela Secretária de Turismo do Acre, Eliane Sinhasique. Ele deixou claro que o Acre não teve dinossauros, mas animais de igual relevância. “Não tenho acompanhado essa discussão,  mas, pelo que estou entendendo, o governo desconhece o reconhecido trabalho dos paleontólogos da Ufac”, disse Jonas. “Lá, em uma exposição, está a maior coleção de fósseis da Amazônia do mundo. Jacarés gigantes. Preguiças, jabutis….uma fauna fóssil reconhecida na bibliografia internacional”, completou.

Para o pesquisador, se o governo quiser fazer algo sério e com credibilidade ter a que envolver a Ufac e seus pesquisadores. “No Acre não tivemos dinossauros mais existiram animais tao importante quanto eles como o Purussaurus, o maior jacaré já existente”, relatou.

Jonas lembra que há um projeto em andamento entre a Ufac e o Museu da Amazônia para a reconstrução, em tamanho natural do Purussaurus, que deve ter 12 metros de comprimento.

Eliane Sinhasique criou uma enquete em seu perfil para saber se as pessoas aprovam ou não a ideia de um portal com dinossauros. Até o fim da tarde desta sexta-feira (10), 68% votaram sim e 32% disseram não à instalação dos dinossauros. Ou seja, a população aprova a proposta.

Citado por Jonas Filho, o Laboratório de Pesquisas Paleontológicas da Universidade Federal do Acre foi criado em maio de 1983 com o objetivo de estudar o rico material fóssil presente nas formações geológicas que cobre toda a Amazônia Ocidental.

A coleção de fósseis no Acre, que hoje possui mais de 5.000 peças, começou a partir das pesquisas realizadas pelo pesquisador Alceu Ranzi no final da década de 1970 ao longo dos rios e estradas que cortam todo o Estado do Acre.

E Ranzi também se manifestou sobre a questão. “Certamente, o nosso Purussaurus rivaliza com os Dinossauros. Questão de valorização e marketing. Na Ufac, hoje está em elaboração uma réplica de Purussaurus pela artista gaúcha Maria Alice Matusiak”, informou Alceu Ranzi, que promoveu grande avanço no conhecimento dos geoglifos do Acre.

Como Jonas Filho, ele lembra que o Acre tem maior preguiça gigante registrada nas Américas. “Temos o Purussaurus de Assis Brasil, Alto Acre; Mastodontes do Juruá; Toxodontes do Juruá… uma fauna gigante que orgulha o Acre”, concluiu o pesquisador.

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Destaque 4

“As ruas de Rio Branco respiram medo”, diz rapper que gravou clipe sobre a violência no Acre

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O artista de rap Zedequias Alves, o “Mano Z”, 24 anos, morador da Baixada da Sobral, em Rio Branco, ganhou as redes sociais quando gravou um clipe chamado “Vivências”. O clipe retrata o momento que o Estado do Acre vive.

“Escrevi a letra do meu rap sobre esse momento que estamos enfrentando [violência] nosso Estado. Sinceramente, as ruas do nosso estado respira medo”, explicou.

Em entrevista ao ac24horas, o artista conta que descobriu o Rap, em 2010 e, em 2013, o Samyron, dos Cobras Dance, o convidou para participar de algumas atividades de rap em Rio Branco.

“Me apaixonei pela cultura e estou aqui até hoje. Antes do Hip-Hop, eu não estudava, quando conheci, já me matriculei na escola novamente. Fiz um curso técnico, iniciei uma faculdade. Vivo na periferia e, por aqui, é difícil estudar e trabalhar ao mesmo tempo, por isso tive que trancar minha faculdade. Hoje, eu quero que outros jovens de periferia escutem minha música e pense positivo. É ruim saber que tem amigos e pessoas tão jovens se matando”, afirmou.

O desejo de “Mano Z” é mostrar através do clipe que a cultura pode salvar pessoas.

“Meu foco é esse, que eles conheçam e aprendam que a cultura salva. O Augusto do Hip-Hop foi o primeiro a me ceder um estúdio. Desde então sonho em viver disso: em colocar o Acre como referência no cenário de rap e batalhas. O rap me salvou, e eu quero salvar outras pessoas com minhas letras”, contou.

“Eu quero transmitir através das minhas letras que as pessoas acreditem mais em si. Quando comecei diziam que não levava jeito, e que fazer esse estilo de música no Acre era pedir pra morrer de fome, que não daria futuro, então, escrevi sobre alguns frutos que conquistei com minhas rimas, minhas letras”, contou o jovem que já foi um dos finalistas da batalha de rap em Belo Horizonte e Minas Gerais.

Veja o vídeo:

 

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Destaque 4

Mailza Gomes é a que mais compareceu ao trabalho no senado em 2019

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Do trio acreano, Mailza Gomes é a que mais comparece ao trabalho no Senado da República, marcando presença em 85,33% das sessões ocorridas em 2019. Mailza teve 11 ausências justificadas e uma não justificada.

Em segundo lugar, o senador Márcio Bittar bateu ponto em 78,67% das sessões, teve 16 ausências, mas nenhuma sem justificação.

Sergio Petecão esteve em 74,67% das sessões do Senado no ano passado. Faltou em 19 e, tal como Mailza, teve uma falta não justificada.

Os dados são do Congresso Em Foco (www.congressoemfoco.uol.com.br), que apontou Sergio Petecão o 2º que mais viajou para o exterior em missão para o senado.

 

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