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Estudantes de escola técnica dizem que foram enganados pelo governo

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No ano de 2017, cerca de 200 estudantes entraram na Escola Técnica em Saúde Maria Moreira da Rocha com um sonho. Concluir o ensino médio e já sair, ao mesmo tempo, com uma profissão, pronto para o mercado por meio de um curso profissionalizante. Os alunos foram divididos em três cursos: Estética, enfermagem e saúde bucal.

No primeiro ano de curso, tudo funcionou como deveria. Já no ano seguinte, 2018, último ano da gestão do ex-governador Sebastião Viana, algumas turmas tiveram aulas dos cursos técnicos e outras começaram a ter falha em seu cronograma.
Chegou 2019, uma nova gestão e a esperança dos estudantes de que as coisas voltariam aos trilhos e que eles conseguissem concluir o curso profissionalizante junto com o ensino médio.

Pois o ano terminou e o sentimento dos alunos é de indignação e revolta. Os estudante concluíram o ensino médio. Já o curso profissionalizante, passou de sonho para pesadelo.

“O que foi pior foi brincar com os nossos sonhos. Cada um de nós sonhava com um futuro melhor, sonhava em se formar, dar essa alegria para nossas famílias. Quando surgiu a oportunidade, pelo menos eu, não pensei duas vezes. A Maria Moreira era um lugar que deveria ser referência, um lugar para realizar sonhos e não teve nada disso. Formos enganados, nem uma formatura tivemos. O que mais me dói foi ter chegado em minha mãe e ter falado que talvez eu não me forme. Logo que ralou tanto pra comprar meu material. Teve aluno que vendeu brigadeiro, doces para comprar um jaleco e todo esse nosso esforço foi em vão”, diz o aluno João Oliveira.

“Fizeram a gente sair da escola prometendo um ensino de qualidade e o curso técnico e em algumas escolas falaram até de dar uma bolsa em dinheiro. Sem falar da péssimas condições de aula, já ficamos uma semana sem merenda”, diz uma outra estudante.

Indignada, Beatriz Santos, também estudante, afirma que até agora os alunos não tiveram acesso as notas e nem sabem quem passou ou não no último ano do ensino médio. Fomos enganados nossa escola tinha um plano piloto de fazer uma integração com ensino médio e curso técnico. Eles prometeram o curso técnico junto com ensino médio, nos íamos terminar tudo junto. Até agora não sabemos quem passou ou não. Apenas nos iludiram”, afirma.

O mais curioso é que a Escola Técnica em Saúde Maria Moreira da Rocha foi reinaugurada em março do ano passado pelo atual governo, onde foram apresentados seus modernos laboratórios, que segundo os alunos nunca foram usados, e salas de aula com capacidade para atender quase 2 mil estudantes por ano.

O que diz o IEPTEC

O Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (IEPTEC), responsável pelo ensino técnico no Acre, confirma que os alunos não tiveram uma única aula técnica se quer no ano de 2019. A culpa, mais uma vez, é de Sebastião Viana, diz Francineudo Costa, presidente do instituto.

“Em 2018, na antiga gestão as aulas técnicas deixaram de ser oferecida. Findou que quando assumimos em junho, ficou inviável. Esses alunos já estavam prejudicados. Como a carga horária dos cursos técnicos já havia sindo prejudicada, entramos em contato com a secretaria e o conselho estadual de educação para que eles não fossem totalmente prejudicados. Se fossemos ofertar o curso técnico eles iam terminar apenas em 2021. Como esse pessoal ia fazer o Enem? Por isso decidimos que eles se formassem no ensino médio”, afirma Francineudo.

Francineudo Costa, presidente do instituto – Foto: Reprodução

Perguntado qual o motivo de entregar o certificado de ensino médio e de continuar com a oferta do curso profissionalizante, já que foi isso o prometido aos estudantes, Francineudo afirma a gestão anterior gastou o recurso.

“A gestão passada gastou o dinheiro, que é proveniente de precatórios do Ministério do Trabalho. Grande parte do recurso foi gasto. O que restou não é suficiente para oferecermos os cursos”, afirma Francineudo.

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Lei anticrime entra nesta quinta (23) em vigor; veja o que muda

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Começa a vigorar nesta quinta-feira (23) a Lei 13.964/2019, conhecida como pacote anticrime, aprovada pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 24 de dezembro do ano passado.

Houve 25 vetos à matéria aprovada pelo Congresso. O pacote reúne parte da proposta apresentada no início deste ano pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e trechos do texto elaborado pela comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Entre os pontos que foram vetados estão o aumento de pena para condenados por crimes contra a honra cometidos pela internet e o aumento de pena para homicídios cometidos com arma de fogo de uso restrito, que poderia envolver agentes da segurança pública.

Nessa quarta-feira (22), o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, decidiu suspender a aplicação do mecanismo do juiz de garantias pela Justiça, até o plenário da Corte julgar o mérito da ação, o que não tem data para ocorrer.

O que muda:

Tempo de prisão

Como é: o tempo máximo de cumprimento da pena restritiva de liberdade era de 30 anos.

Como vai ficar: a pessoa condenada poderá ficar presa por até 40 anos. Se a sentença passar desse período, as penas devem ser unificadas.

Legítima defesa

Como é: o policial poderia agir apenas na iminência de que o criminoso fosse atentar contra a vida da vítima;

Como vai ficar: o agente da lei pode agir caso entenda que a vida da vítima de um sequestro, por exemplo, está em risco.

Prisão preventiva

Como é: é decretada no curso da investigação ou processo, e não tem período de término.

Como vai ficar: permanece sem um prazo máximo, mas deve ser revisada a cada 90 dias. E deve ser fundamentada em fatos recentes.

Material genético

Como era: o suspeito ou condenado não era obrigado a ceder material para o banco genético;

Como fica: a não aceitação da coleta de material passa a constituir falta grave, o que pode gerar punições, como dificuldade para progredir de regime;

Lavagem de dinheiro

Como era: a investigação deveria se limitar à coleta de provas e depoimentos.

Como fica: nova lei permite a realização de ação controlada e da infiltração de agentes nas investigações do crime de lavagem de capitais.

Acordo de não persecução

Como é: não tem previsão legal; Como será: acusado por crimes com pena inicial menor que quatro anos poderá fazer acordo, confessando o crime em troca de benefícios.

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Destaque 6

Governo anuncia investimentos nas aldeias indígenas do Acre

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FOTO: INTERNET

O Governo do Acre anunciou nesta quinta-feira (23) os investimentos que devem ser feitos nas comunidades indígenas ao longo deste ano, a começar pelos projetos que devem atender a 145 agentes agroflorestais indígenas, grupo que faz a interlocução entre as aldeias e o poder público.

O Governo do Estado também prevê a realização do pagamento de cerca de R$ 400 mil a 14 organizações indígenas contempladas no edital de incentivo aos festivais nas aldeias.

O maior investimento deve ocorrer no plano de gestão de gestão territorial das terras indígenas. A previsão é que sejam aplicados R$ 8 milhões que se destina a 35 povos indígenas começando por cinco reservas que segundo o Governo do Estado nunca foram contempladas com algo semelhante.

(Aldeia FM)

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