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Ribamar ignora crise criada no final de ano e já despacha normalmente na Casa Civil

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O chefe da Casa Civil do governo do Acre, Ribamar Trindade, que ameaçou pedir exoneração no final do ano passado, já despacha normalmente em seu gabinete na avenida Brasil. Ignorando o cenário de crise e instabilidade criado a partir de sua decisão de deixar o governo, Trindade voltou de férias do nordeste e cumpre expediente normalmente como se nada estivesse ocorrido.

Depois de entregar carta de demissão, o chefe da Casa Civil foi aconselhado pelo governador Gladson Cameli a pensar e esfriar a cabeça. Uma decisão ficou de ser anunciada no retorno do recesso adotado por Trindade.

Não é apenas a Casa Civil que adotou um retorno longe de explicações para a imprensa. O governador Gladson Cameli também retornou de viagem que fez aos Estados Unidos sem dar muitas explicações. Desde ontem (6) Cameli não cumpre nenhum tipo de agenda institucional.

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Em busca de recuperar terreno, PT nacional vê Rio Branco “competitivo”

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FOTO: INTERNET

Em nível nacional, o PT espera recuperar algum terreno em cidades grandes e médias na eleição municipal, informa a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo.

Já nas capitais, prevê ser competitivo em Rio Branco e outras quatro capitais. Na capital paulista, Fernando Haddad parece ser o nome mais forte.

Além de Rio Branco, o partido acredita que em Fortaleza, Manaus, Recife e Salvador serão, junto com Rio Branco, os ambientes mais competitivos.

Segundo a FSP, no Estado de São Paulo o partido crê ter boas chances em São Bernardo, Diadema, Osasco e Guarulhos, em que lançará ex-prefeitos.

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Destaque 2

Mesmo com operação Fecha Fronteira, homicídios disparam no início do ano no Acre

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O governo do Acre, por meio dos órgãos que compõem o sistema de segurança pública do estado, deve apresentar nos próximos dias novas estratégias de enfrentamento ao crime.

A violência tem sido uma infeliz rotina diária para quem mora, principalmente, em Rio Branco.

No início do ano, o governo anunciou uma grande ação que prometia coibir o roubo de veículos e a incidência de crimes contra a vida. A Operação Fecha Fronteiras, de tempo indeterminado, acontece em 11 pontos estratégicos de Rio Branco e também nos acessos a fronteira do Acre com estados e países vizinhos.

A sensação é de que nada adiantou. Os assassinatos cresceram de forma assustadora no início do ano. Tanto que do dia primeiro de janeiro até este sábado, 18, com a chacina ocorrida na Transacreana, já se contabilizam no Acre, 30 assassinatos. É um índice alarmante de 1,66 execução por dia. A capital acreana concentra mais de 80% dos assassinatos.

Nas redes sociais, os internautas têm apontado alguns motivos para que a operação não esteja ajudando na diminuição dos crimes em Rio Branco. Uma delas seria que apesar das barreiras existirem, há pouca fiscalização. “Eu moro perto de um desses pontos de fiscalização e fiquei observando. A barreira tá lá, mas os policiais não fiscalizam nenhum veículo. Ficam conversando ou no celular, sem abordar, como vão descobrir se dentro do veículo há uma arma?”, afirma o morador que prefere não ser identificado.

A falta de fiscalização prometida também acontece nas fronteiras. Relatos dão conta de que a operação não está presente em todos os acessos a fronteira. O jornalista Jairo Barbosa publicou em uma rede social, fotos que mostram que em 200 quilômetros de estrada que liga o Acre ao Amazonas não há uma única viatura policial.

As fotos mostram o posto de Fiscalização IDAF/SEFAZ sem a presença policial.

O ac24horas conversou com o Coronel Ricardo Brandão, secretário adjunto de segurança pública do Acre, admite que há uma preocupação com os policias e o uso do celular durante o trabalho. “Ontem mesmo me reuni com os responsáveis pela coordenação operacional do Gefron e pedi providência de postura em relação a esse tipo de situação”, afirmou.

Mesmo com o grande número de assassinatos, Brandão afirma que a avaliação é positiva, mas admite que as forças de segurança não estão conseguindo evitar os crimes e que há uma urgente necessidade de novas estratégias que realmente deem resultado.

“A avaliação que fazemos é positiva, já que tivemos uma diminuição considerável no roubo de contra o patrimônio, principalmente de veículos. No entanto, no tocante dos crimes contra a vida, relacionados a briga de organizações criminosas, a operação não surtiu o efeito esperado. Nessa próxima semana, estamos reunindo todo o Sistema de Segurança Pública para o lançamento do plano de metas 2020 e ativação de outras estratégias para o combate mais direcionado aso crimes contra pessoas envolvendo as organizações criminosas” afirma Brandão.

O secretário adjunto confirma que não há Operação Fecha Fronteira na BR-317, que liga o Acre ao Amazonas. “Realmente na estratégia inicial a operação foi direcionada para fechar a fronteira com Rondônia e com a Bolívia. Para Boca do Acre não temos perna suficiente. Tivemos uma conversa com a PRF, já que é uma estrada federal, e ao longo dos próximos dias vamos traçar estratégias conjuntas para compartilhar essa responsabilidade e ampliar nossa capacidade de atuação”, destaca.

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