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Merendeiras sem salário e sem rescisão protestam na SEE

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Dezenas de merendeiras que trabalham nas escolas estaduais fazem na manhã desta terça-feira, 7, um protesto contra a falta de pagamento do mês de novembro do ano passado e a rescisão trabalhista.

“Isso é um absurdo. A gente ganha um salário mínimo e ainda não recebe. Nós já estamos em janeiro e temos o mês de novembro, décimo e rescisão para receber. Esse dinheiro não é para luxar, é pra comprar comida pras nossas famílias”, diz uma das merendeiras durante o protesto.

O contrato com a empresa terceirizada Premium, que era a contratante de cerca de 149 merendeiras, foi encerrado em novembro e as merendeiras ficaram sem receber o salário do mês de novembro, metade do 13º salário e as rescisões trabalhistas.

O ac24horas entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação. A SEE esclareceu que além das merendeiras, há ainda atraso no salário de dezembro dos agentes de portaria, motoristas e monitores. “Estamos cobrando a empresa uma resolução para o problema. Nesta quarta-feira, acontece uma reunião com o secretário adjunto e a terceirização para verificar como vai ficar essa situação. A verdade é que a empresa está devendo”, afirma a gestão da SEE.

A empresa, por meio de sua assessoria jurídica, admitiu que não pagou as profissionais e alega que o problema foi ocasionado por um bloqueio judicial.

“A empresa passou alguns meses com o cadastro bloqueado na Sefaz em razão de uma decisão judicial, o que impossibilitava o recebimento dos seus créditos. Por meio de um Mandado de Segurança, foi possível a liberação do cadastro da empresa na Sefaz, entretanto a falta de pagamento ocasionada pelo bloqueio fez com que alguns acordos não pudessem ser cumpridos durante estes meses o que resultou em novos bloqueios judiciais. Dessa maneira, poucos dias antes do recesso forense foram entabulados novos acordos judiciais que possibilitassem a empresa conseguir a liberação de seus créditos e consequentemente pagassem seus funcionários. Não obstante, o recesso forense acabou atrasando as homologações dos acordos judiciais e a liberação dos valores para pagamentos de seus funcionários, situação esta que já está sendo sanada”, afirma o advogado da empresa João Felipe Mariano.

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Acre

Rogério Wenceslau ataca governo e diz que estratégia da segurança pública é negar a realidade

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O pré-candidato à prefeitura de Rio Branco pelo PSL, Rogério Wenceslau, que denunciou ter sido vítima de um arrastão na Estrada do Amapá, neste domingo, 26, contestou a nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Acre sobre o episódio.

Durante transmissão ao vivo em uma rede social, Wenceslau, acompanhado da esposa e do presidente do PSL-AC, Pedro Valério, afirmou que é vítima de perseguição e de uma campanha de difamação.

“Eu me sinto igual a toda a população do Acre que grita, pede socorro e o governo ignora. É uma estratégia de negar a realidade, me chamando de mentiroso”, disse Wenceslau.

O jornalista contou ainda que soube que vai ser processado pela secretaria de segurança pública. “O mais absurdo é que soube que vou ser processado por denúncia caluniosa pela Sejusp. É a estratégia de fazer da vítima o culpado”.

Rogério Wenceslau e a esposa reafirmaram a ocorrência do arrastão e contaram como foi a ação dos criminosos. Os dois voltaram a ressaltar que a ação aconteceu fora do restaurante Manto Verde e que um grupo de ciclistas e pessoas que estavam em outros dois veículos também foram assaltadas.

“Quando eu fiz o vídeo falando do arrastão eu sabia que iam vir para cima, mas confesso que não achei que fossem tão baixos com uma nota mentirosa. Foi por isso que deixei o governo após três meses. Exatamente por tentar esconder e negar a verdade”, afirma Wenceslau.

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Acre

Queimadas de janeiro de 2020 já são as maiores em seis anos

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FOTO: SÉRGIO VALE

A seca de janeiro de 2020 é tão intensa que o número de focos de queimadas, segundo mostram os gráficos do Instituto Nacional de Pesquisa (Inpe) já é maior desde 2014.

De 1º de janeiro até 26 de janeiro de 2020 os satélites do Inpe registraram 16 focos de queimadas no Acre. Para efeito de comparação, em 2019 no mês de janeiro todo houve registro de apenas um foco.

Chove pouco no Estado em 2020, daí a possibilidade de realização de queimadas -inclusive urbanos. Em Rio Branco, apesar de não existirem dados oficiais, é possível observar sinais de fumaça pela cidade.

Na 3ª semana de janeiro uma grande queimada perto da zona urbana de Sena Madureira destruiu sete hectares de pastagem.

Com o calor, a situação pode piorar nos próximos dias.

E no futuro próximo também, segundo o Observatório do Clima. O aquecimento global deve ampliar as condições ambientais e facilitar os incêndios florestais na região Sudeste da Amazônia, onde se localiza o Acre. Matas úmidas que antes não pegavam fogo deverão queimar anualmente, elevando ainda mais as emissões de gases de efeito estufa.

Isso tende a ocorrer mesmo que o desmatamento seja zerado – embora de forma menos grave se os brasileiros pararem de derrubar suas florestas.

O alerta foi feito este mês de janeiro por uma dezena de cientistas do Brasil e dos Estados Unidos no periódico Science Advances. Em seu estudo, eles cruzaram o comportamento do fogo na Amazônia com os modelos climatológicos do IPCC, o painel do clima da ONU.

O combo desmatamento-queimada hoje é o principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Mas há outro tipo de incêndio na Amazônia: são os fogos que atingem florestas vivas em anos extremamente secos, como os de El Niños graves.

Foi o que aconteceu, por exemplo, em Roraima em 1998, ou na porção central-sul da Amazônia nos anos de seca recorde de 2005, 2010 e 2015/16.

(Com Inpe e OC)

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