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Indefinição marca primeiro encontro entre Gladson e Ribamar no Palácio Rio Branco

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Em uma reunião que durou pouco mais de uma hora, o Secretário da Casa Civil, Ribamar Trindade, esteve no Palácio Rio Branco na tarde desta terça-feira, 7, para uma conversa franca com o governador Gladson Cameli.

Longe dos holofotes desde que veio a tona um suposto desentendimento entre ele e o chefe do Palácio Rio Branco em meados de dezembro, Ribamar saiu do gabinete de Cameli sem conversar com ninguém, o que deixou o clima da incerteza no ar. Ele estava fora do estado acompanhado de sua família curtindo férias e deveria decidir o seu futuro na primeira semana de 2020.

O ac24horas questionou por telefone o governador Gladson Cameli sobre o teor do encontro com Trindade e a manutenção de secretário da Casa Civil, porém o chefe do executivo foi sucinto: “Ainda não decidimos”, sem repassar mais detalhes. A reportagem tentou por diversas vezes falar com Trindade durante o dia, mas não obteve êxito.

Ribamar chegou a entregar no dia 20 de dezembro uma carta de demissão a Cameli pontuando uma série de motivos para o seu desligamento, mas foi convencido a tomar a decisão após as festas de final de ano.

O estopim para a crise palaciana também se deu quando o governador revelou ao ac24horas sobre a falta de entendimento entre seus principais cabeças da gestão: Semírames Dias (Sefaz), Maria Alice ( Seplag) , Thiago Caetano (ex-Seinfra), e o próprio Ribamar.

Na manhã de hoje, Trindade foi a Casa Civil e despachou normalmente. O clima parecia mais ameno entre seus interlocutores, mas a falta de um posicionamento oficial acendeu uma luz vermelha no Palácio Rio Branco.

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Visitas íntimas são suspensas no FOC para evitar novas fugas

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O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) decidiu suspender as visitas íntimas no complexo penitenciário de Rio Branco nesta quarta-feira, 22, enquanto realiza uma série de procedimentos nos estabelecimentos prisionais.

Após a fuga de 26 detentos do Pavilhão L do Francisco D’Oliveira Conde, o Iapen realiza ações que visam garantir a segurança e impedir novas fugas. “Revistas constantes e verificação de estrutura vêm acontecendo no interior de todos os presídios do estado”, informou o órgão por meio de uma nota pública.

De acordo com o Iapen, a suspensão ainda tem objetivo de garantir a segurança e a integridade física de servidores e visitantes. “Todo o efetivo de policiais penais se encontra empregado na situação até o final desta semana e nas buscas pelos foragidos”, garante o presidente do Iapen, Lucas Gomes.

Se tudo ocorrer dentro da normalidade, as visitas devem retornar já no próximo final de semana. O Iapen assegura que a suspensão das visitas foi informada ao Poder Judiciário.

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Destaque 2

Mesmo com operação Fecha Fronteira, homicídios disparam no início do ano no Acre

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O governo do Acre, por meio dos órgãos que compõem o sistema de segurança pública do estado, deve apresentar nos próximos dias novas estratégias de enfrentamento ao crime.

A violência tem sido uma infeliz rotina diária para quem mora, principalmente, em Rio Branco.

No início do ano, o governo anunciou uma grande ação que prometia coibir o roubo de veículos e a incidência de crimes contra a vida. A Operação Fecha Fronteiras, de tempo indeterminado, acontece em 11 pontos estratégicos de Rio Branco e também nos acessos a fronteira do Acre com estados e países vizinhos.

A sensação é de que nada adiantou. Os assassinatos cresceram de forma assustadora no início do ano. Tanto que do dia primeiro de janeiro até este sábado, 18, com a chacina ocorrida na Transacreana, já se contabilizam no Acre, 30 assassinatos. É um índice alarmante de 1,66 execução por dia. A capital acreana concentra mais de 80% dos assassinatos.

Nas redes sociais, os internautas têm apontado alguns motivos para que a operação não esteja ajudando na diminuição dos crimes em Rio Branco. Uma delas seria que apesar das barreiras existirem, há pouca fiscalização. “Eu moro perto de um desses pontos de fiscalização e fiquei observando. A barreira tá lá, mas os policiais não fiscalizam nenhum veículo. Ficam conversando ou no celular, sem abordar, como vão descobrir se dentro do veículo há uma arma?”, afirma o morador que prefere não ser identificado.

A falta de fiscalização prometida também acontece nas fronteiras. Relatos dão conta de que a operação não está presente em todos os acessos a fronteira. O jornalista Jairo Barbosa publicou em uma rede social, fotos que mostram que em 200 quilômetros de estrada que liga o Acre ao Amazonas não há uma única viatura policial.

As fotos mostram o posto de Fiscalização IDAF/SEFAZ sem a presença policial.

O ac24horas conversou com o Coronel Ricardo Brandão, secretário adjunto de segurança pública do Acre, admite que há uma preocupação com os policias e o uso do celular durante o trabalho. “Ontem mesmo me reuni com os responsáveis pela coordenação operacional do Gefron e pedi providência de postura em relação a esse tipo de situação”, afirmou.

Mesmo com o grande número de assassinatos, Brandão afirma que a avaliação é positiva, mas admite que as forças de segurança não estão conseguindo evitar os crimes e que há uma urgente necessidade de novas estratégias que realmente deem resultado.

“A avaliação que fazemos é positiva, já que tivemos uma diminuição considerável no roubo de contra o patrimônio, principalmente de veículos. No entanto, no tocante dos crimes contra a vida, relacionados a briga de organizações criminosas, a operação não surtiu o efeito esperado. Nessa próxima semana, estamos reunindo todo o Sistema de Segurança Pública para o lançamento do plano de metas 2020 e ativação de outras estratégias para o combate mais direcionado aso crimes contra pessoas envolvendo as organizações criminosas” afirma Brandão.

O secretário adjunto confirma que não há Operação Fecha Fronteira na BR-317, que liga o Acre ao Amazonas. “Realmente na estratégia inicial a operação foi direcionada para fechar a fronteira com Rondônia e com a Bolívia. Para Boca do Acre não temos perna suficiente. Tivemos uma conversa com a PRF, já que é uma estrada federal, e ao longo dos próximos dias vamos traçar estratégias conjuntas para compartilhar essa responsabilidade e ampliar nossa capacidade de atuação”, destaca.

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