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Rio Acre se aproxima da cota de alerta em Rio Branco e está a poucos centímetros de transbordar

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FOTO: SÉRGIO VALE

Como a Defesa Civil previa, o nível do Rio Acre na capital acreana subiu repentinamente nesse final de semana. Nesta segunda-feira, 6, o manancial atingiu os 13,15 metros, alguns centímetros próximos da cota de alerta – que é de 13, 50 metros. Em Rio Branco, a cota de transbordo é de 14 metros.

O alto volume do rio já alerta as autoridades locais. A prefeitura da capital já preparou abrigos no Parque de Exposições para casos de urgência de alagamento.

O Corpo de Bombeiros informou que em todos os municípios acreanos foi registrado aumento no nível dos rios, muito devido à chuva. Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá marca 12,95 metros nesta segunda e o Rio Tarauacá 9,20 metros.

Fotos: Sérgio Vale – ac24horas.com (todos os direitos reservados). 

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Visitas íntimas são suspensas no FOC para evitar novas fugas

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O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) decidiu suspender as visitas íntimas no complexo penitenciário de Rio Branco nesta quarta-feira, 22, enquanto realiza uma série de procedimentos nos estabelecimentos prisionais.

Após a fuga de 26 detentos do Pavilhão L do Francisco D’Oliveira Conde, o Iapen realiza ações que visam garantir a segurança e impedir novas fugas. “Revistas constantes e verificação de estrutura vêm acontecendo no interior de todos os presídios do estado”, informou o órgão por meio de uma nota pública.

De acordo com o Iapen, a suspensão ainda tem objetivo de garantir a segurança e a integridade física de servidores e visitantes. “Todo o efetivo de policiais penais se encontra empregado na situação até o final desta semana e nas buscas pelos foragidos”, garante o presidente do Iapen, Lucas Gomes.

Se tudo ocorrer dentro da normalidade, as visitas devem retornar já no próximo final de semana. O Iapen assegura que a suspensão das visitas foi informada ao Poder Judiciário.

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Mesmo com operação Fecha Fronteira, homicídios disparam no início do ano no Acre

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O governo do Acre, por meio dos órgãos que compõem o sistema de segurança pública do estado, deve apresentar nos próximos dias novas estratégias de enfrentamento ao crime.

A violência tem sido uma infeliz rotina diária para quem mora, principalmente, em Rio Branco.

No início do ano, o governo anunciou uma grande ação que prometia coibir o roubo de veículos e a incidência de crimes contra a vida. A Operação Fecha Fronteiras, de tempo indeterminado, acontece em 11 pontos estratégicos de Rio Branco e também nos acessos a fronteira do Acre com estados e países vizinhos.

A sensação é de que nada adiantou. Os assassinatos cresceram de forma assustadora no início do ano. Tanto que do dia primeiro de janeiro até este sábado, 18, com a chacina ocorrida na Transacreana, já se contabilizam no Acre, 30 assassinatos. É um índice alarmante de 1,66 execução por dia. A capital acreana concentra mais de 80% dos assassinatos.

Nas redes sociais, os internautas têm apontado alguns motivos para que a operação não esteja ajudando na diminuição dos crimes em Rio Branco. Uma delas seria que apesar das barreiras existirem, há pouca fiscalização. “Eu moro perto de um desses pontos de fiscalização e fiquei observando. A barreira tá lá, mas os policiais não fiscalizam nenhum veículo. Ficam conversando ou no celular, sem abordar, como vão descobrir se dentro do veículo há uma arma?”, afirma o morador que prefere não ser identificado.

A falta de fiscalização prometida também acontece nas fronteiras. Relatos dão conta de que a operação não está presente em todos os acessos a fronteira. O jornalista Jairo Barbosa publicou em uma rede social, fotos que mostram que em 200 quilômetros de estrada que liga o Acre ao Amazonas não há uma única viatura policial.

As fotos mostram o posto de Fiscalização IDAF/SEFAZ sem a presença policial.

O ac24horas conversou com o Coronel Ricardo Brandão, secretário adjunto de segurança pública do Acre, admite que há uma preocupação com os policias e o uso do celular durante o trabalho. “Ontem mesmo me reuni com os responsáveis pela coordenação operacional do Gefron e pedi providência de postura em relação a esse tipo de situação”, afirmou.

Mesmo com o grande número de assassinatos, Brandão afirma que a avaliação é positiva, mas admite que as forças de segurança não estão conseguindo evitar os crimes e que há uma urgente necessidade de novas estratégias que realmente deem resultado.

“A avaliação que fazemos é positiva, já que tivemos uma diminuição considerável no roubo de contra o patrimônio, principalmente de veículos. No entanto, no tocante dos crimes contra a vida, relacionados a briga de organizações criminosas, a operação não surtiu o efeito esperado. Nessa próxima semana, estamos reunindo todo o Sistema de Segurança Pública para o lançamento do plano de metas 2020 e ativação de outras estratégias para o combate mais direcionado aso crimes contra pessoas envolvendo as organizações criminosas” afirma Brandão.

O secretário adjunto confirma que não há Operação Fecha Fronteira na BR-317, que liga o Acre ao Amazonas. “Realmente na estratégia inicial a operação foi direcionada para fechar a fronteira com Rondônia e com a Bolívia. Para Boca do Acre não temos perna suficiente. Tivemos uma conversa com a PRF, já que é uma estrada federal, e ao longo dos próximos dias vamos traçar estratégias conjuntas para compartilhar essa responsabilidade e ampliar nossa capacidade de atuação”, destaca.

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