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Xapuri já se movimenta para mais uma Festa de São Sebastião

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Janeiro chegou e o município de Xapuri já se prepara para reviver pela 118ª vez na história a sua mais antiga e importante tradição, a Festa de São Sebastião, uma das maiores e mais remotas manifestações religiosas do Acre.

A celebração religiosa é mais antiga que a própria Revolução Acreana, que só eclodiria seis meses depois de realizada a primeira procissão pelas vielas do vilarejo de Mariscal Sucre, quando cerca de 100 pessoas caminharam rogando paz àquele que viria a ser o padroeiro da futura Xapuri.

O ambiente festivo já começa a se instalar na cidade com a chegada dos parques infantis e das barracas de alimentação, sempre os primeiros a chegar para o grande centro comercial em que se transforma Xapuri nesta época do ano.

Um número entre 15 e 20 mil pessoas deve se reunir na cidade até o dia 20 de janeiro, ápice da festa. É o momento mais importante – e lucrativo – do ano para o comércio local, de maneira especial para hotéis, pousadas e restaurantes.

Da parte da prefeitura, os preparativos já estão em andamento com o início da construção dos espaços que serão disponibilizados para os tradicionais marreteiros. Este ano serão 250 boxes, quase todos já reservados por comerciantes que chegam de vários lugares do Acre e de outros estados da federação.

Na igreja de São Sebastião a movimentação é sempre intensa nos primeiros dias do ano, mas o planejamento da festa sempre começa com bastante antecedência. Além de avivar a fé dos devotos do santo padroeiro, o evento é o grande mantenedor das ações da paróquia durante o ano que se segue.

Para que nada dê errado, a organização da paróquia é dividida em várias equipes que se esforçam para que nenhum detalhe comprometa o sucesso do Novenário que começará no próximo dia 11 com a tradicional carreata de abertura.

Desde a equipe de liturgia até as equipes de cozinha e de arrecadação de prendas para os também tradicionais leilões, os voluntários se empenham em fazer funcionar toda a estrutura que cerca a realização do evento mais importante do ano em Xapuri.

De acordo com o padre Francisco das Chagas Monteiro, 68 anos de idade e 14 anos como pároco de Xapuri, o esforço dos fiéis em participar da organização dos eventos é uma das características mais marcantes da Festa de São Sebastião.

“Estamos nos preparando e já está tudo bem encaminhado. A nossa expectativa é sempre positiva para a realização desse momento que é sempre muito especial para os fiéis e para toda a população de Xapuri”, afirma o sacerdote.

As celebrações do Novenário de São Sebastião começam no próximo dia 11, um sábado, com a realização das novenas até o dia 19, domingo. No dia 20 de janeiro, como ocorre há 117 anos, a festa terá o seu ponto alto com a grande procissão pelas principais ruas da cidade.

Nos próximos dias, o ac24horas acompanhará de perto todos os preparativos, tanto da prefeitura quanto da igreja, a chegada dos romeiros e dos comerciantes, e contará em primeira mão todos os fatos e as histórias que cercam um dos momentos mais fortes e bonitos da religiosidade e da cultura popular do Acre.




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Acre

Marcio Bittar – Adesões e traições

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Por – Senador Marcio Bittar (MDB-AC)

A convicção de valores e a coerência são virtudes raras na política, por outro lado o adesismo pusilânime, a substituição irrefletida de valores e o pragmatismo cego são abundantes. Exemplos históricos dramáticos corroboram a hipótese da prevalência dos vícios nos jogos de poder. Quantos líderes totalitários conseguiram, primeiro pela persuasão e depois pela força, conduzir maiorias e contar com o apoio de políticos, burocratas, intelectuais, empresários, sindicatos, professores, alunos, jornalistas e magistrados cegos pela proximidade e partilha das benesses do controle do Estado?

Stalin, o tirano comunista, foi um líder de multidões e contou com o apoio da elite soviética para cometer atrocidades inomináveis. Hitler, o líder máximo dos nazistas, ajudou a mudar os valores de uma nação em desespero e conduziu a Alemanha e o mundo ao inferno. São exemplos de genocidas que conseguiram a adesão torpe das maiorias, manipularam a inversão de valores das elites e forçaram seus liderados a os seguirem de forma cega, amedrontada e desavergonhada.

Guardadas as devidas proporções, assistimos o domínio do Acre por um grupo político que conduziu a sociedade ao fracasso, à inação econômica e à insegurança brutal. A destruição levou duas décadas. Aos poucos, os petistas dominaram de forma profunda as organizações da sociedade civil e as instituições do Estado.

Contaram com apoio de todos os presidentes da República desde FHC e exerceram hegemonia ideológica com a mitologia ecológica irracional denominada florestania. Contaram com o respaldo quase irrestrito de toda imprensa; houve exceções. A adesão do setor empresarial e dos produtores não faltou, pois foi conseguida por medo, blefes e criação de dificuldades.

A persuasão foi utilizada nos primeiros anos visando mudar valores tradicionais e substituí-los por um ambientalismo socialista enganador. A força das ameaças, multas, invasões de terras, perseguições e controle burocrático se impôs; era mais eficiente. Ao final de vinte anos, ficou claro o fracasso e a turma foi banida da política pelo voto popular.

Sempre estive contra essa gente. Sempre intuí e observei o mal que a turma dos petistas fazia ao Estado. Foram 20 anos de perda de oportunidades para desenvolver, crescer e gerar riquezas. Poucos enfrentaram a esquerda acreana desde o início, entretanto uma minoria jamais deixou de observar criticamente os feitos e lutar bravamente pela queda dos responsáveis pelo atraso. Tal minoria cresceu e minou as bases do poder até a completa ruptura conquistada em 2018.

Hoje, não vejo com surpresa petista, outrora ardoroso, inventar desculpas esfarrapadas para abandonar o barco e aderir pragmaticamente a novos nichos de poder, em busca de sobrevivência política. É vergonhoso, por exemplo, uma ex-presidente do partido tirar da cartola briguinhas de 2012 para se transmutar. Também, não é digno a prefeita tentar se limpar da poeira petista com tremendo desdém. É ingrata: ela só é prefeita porque aceitou jogar junto com os petistas. Se eles ainda estivessem no poder, a prefeita romperia?

É possível perdoar as pequenas e sórdidas hipocrisias em política, mas não é recomendável esquecê-las. A lembrança da história é pedagógica e se enfrentada com verdade e rigor, pode ajudar a não cometermos os mesmos e insistentes erros. Estar atento é fundamental.

 




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Acre

Área desmatada dobra no Acre entre agosto e dezembro de 2019

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Acre contribuiu com 2% do desflorestamento na Amazônia em dezembro de 2019 desmatando e degradando 3 km². Já entre os meses de agosto de 2018 e igual período de 2019 o desmatamento cresceu 100%. Foram derrubados 119 km² no período agosto-dezembro 2018 e no ano seguinte, nesse mesmo tempo, 238 km².

Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Na Amazônia a área derrubada entre agosto e dezembro 2019 representa 67% a mais do que o que foi registrado, pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), plataforma usada pelo Imazon, em 2018 –ano que teve 1.706 km² desmatados.

Entre agosto e dezembro de 2019, 2.852 km² de florestas foram derrubados na Amazônia. A maior parte das matas perdidas no último mês do ano passado foi no Pará: 47% de 227 km².

O Imazon classifica desmatamento como o corte raso, que é a remoção completa da vegetação florestal. Geralmente, é a formação de áreas de pasto. Já a degradação é caracterizada pela extração das árvores, que costumam abastecer o mercado da madeira. Outros exemplos de degradação são os incêndios florestais — controlados ou não, em áreas privadas — mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando.

 




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