Conecte-se agora

Acre paga o salário de delegado que é prefeito de cidade do interior de Minas Gerais

Publicado

em

Provavelmente você nunca ouviu falar na cidade de Moema. Ela existe e está localizada no interior de Minas Gerais. É uma cidadezinha de pouco mais de 7 mil habitantes, distante cerca de 180 quilômetros da capital Belo Horizonte e que, segundo o IBGE, em 2017 pouco mais de 14% da população total tinha uma ocupação.

Apesar dos milhares de quilômetros que os separam, o estado do Acre e a cidade de Moema tem algo em comum. É dos cofres do governo acreano que sai todos os meses o salário do prefeito da cidade mineira.

Achou estranho? o ac24horas explica.

É que nas últimas eleições para prefeito, a população de Moema elegeu Julvan Rezende Araújo Lacerda com mais de 71% dos votos válidos.

Ocorre que Julvan é delegado da Polícia Civil do Acre, aprovado em concurso público.

Por mais que a situação do imposto pago pelos acreanos ir parar no bolso de um prefeito do interior mineiro soe esquisita, não há nada de ilegal.

A legislação permite. O Artigo 38 da Constituição Brasileira diz o seguinte: “Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;”

Foi o que fez Julvan, já que como delegado de polícia civil do Acre, segundo o portal da transparência, o prefeito recebeu líquido em novembro mais de R$ 10,5 mil reais, mais que o salário de prefeito de sua cidade.

Para que a Polícia Civil conte com o reforço de Julvan em uma delegacia no estado é torcer para que o prefeito não concorra e vença a reeleição.

Propaganda

Destaque 2

Sindicato diz que Paulo Cézar quer fazer dos policiais penais “bois de piranha”

Publicado

em

O Coronel Paulo Cézar, que estava ausente do Acre, acompanhando o tratamento de um dos filhos voltou ao estado e tem pela frente o desafio de construir estratégias mais eficazes no combate à onda de violência que se espalhou pelo estado.

As boas vindas de Paulo César já foi com uma nota de repúdio da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (ASSPEN).

A entidade afirma que repudia a insinuação de que policiais penais podem ter facilitado a fuga em massa do 26 detentos do presídio Francisco de Oliveira Conde, ocorrida na semana passada. “Preocupado em dar uma resposta pra sociedade, o coronel Paulo César tenta fazer dos corajosos Policiais Penais “boi de piranha”, sendo que a verdadeira culpa é do ESTADO que não consegue controlar a violência nas ruas de Rio Branco e fecha os olhos pro problema no sistema penitenciário”, diz a nota.

A ASSPEN acusa o governo de não oferecer as condições necessárias para o trabalho dos policiais penais. “Só quem conhece a realidade do controle da segurança e vigilância de 1.500 presos condenados, são nossos policiais que trabalham sem quaisquer condições, numa unidade prisional aonde faltam algemas, rádios HT, iluminação, cadeados, viaturas e principalmente mais servidores”.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO.

“O que esperar de um gestor que prometeu, ao assumir, resolver o problema da INSEGURANÇA PÚBLICA em 10 dias?”

A ASSPEN-AC, entidade representativa dos POLICIAIS PENAIS, vem a público REPUDIAR as declarações prestadas, pelo Secretário de Segurança Pública Sr. Paulo César .

Muito nos surpreende a postura do gestor da pasta quando insinua que os Policiais Penais possam ter facilitado a fuga em massa do pavilhão “L” do Chapão. Ao invés de gerir essa crise, Paulo César prefere inclusive, atacar os movimentos legítimos que fazemos enquanto representantes classistas na defesa da categoria.

Vale destacar, que quem ocupava os postos da muralha do Chapão eram Policiais Militares, mas nem por isso essa ASSPEN dúvida do íntegro trabalho desses profissionais e pais de família, como fez o secretário ao se referir a nós.

Preocupado em dar uma resposta pra sociedade, o coronel Paulo César tenta fazer dos corajosos Policiais Penais “boi de piranha”, sendo que a verdadeira culpa é do ESTADO que não consegue controlar a violência nas ruas de Rio Branco e fecha os olhos pro problema no sistema penitenciário.

Só quem conhece a realidade do controle da segurança e vigilância de 1.500 presos condenados, são nossos policiais que trabalham sem quaisquer condições, numa unidade prisional aonde faltam algemas, rádios HT, iluminação, cadeados, viaturas e principalmente mais servidores.

Falar que o Estado tem o controle das penitenciárias na televisão é fácil, já a implementação de uma política prisional efetiva nem tanto. Se hoje ainda não houveram incidentes maiores no Chapão, atribuímos aos Policiais Penais que com larga experiência carregam a cadeia nas costas, mesmo sem qualquer apoio ou pronunciamento da atual direção do IAPEN, em sua defesa.

Rio Branco-Acre, 23 de janeiro de 2020.

PP. Eden Alves Azevedo , Presidente da ASSPEN

Continuar lendo

Destaque 2

Mesmo com operação Fecha Fronteira, homicídios disparam no início do ano no Acre

Publicado

em

O governo do Acre, por meio dos órgãos que compõem o sistema de segurança pública do estado, deve apresentar nos próximos dias novas estratégias de enfrentamento ao crime.

A violência tem sido uma infeliz rotina diária para quem mora, principalmente, em Rio Branco.

No início do ano, o governo anunciou uma grande ação que prometia coibir o roubo de veículos e a incidência de crimes contra a vida. A Operação Fecha Fronteiras, de tempo indeterminado, acontece em 11 pontos estratégicos de Rio Branco e também nos acessos a fronteira do Acre com estados e países vizinhos.

A sensação é de que nada adiantou. Os assassinatos cresceram de forma assustadora no início do ano. Tanto que do dia primeiro de janeiro até este sábado, 18, com a chacina ocorrida na Transacreana, já se contabilizam no Acre, 30 assassinatos. É um índice alarmante de 1,66 execução por dia. A capital acreana concentra mais de 80% dos assassinatos.

Nas redes sociais, os internautas têm apontado alguns motivos para que a operação não esteja ajudando na diminuição dos crimes em Rio Branco. Uma delas seria que apesar das barreiras existirem, há pouca fiscalização. “Eu moro perto de um desses pontos de fiscalização e fiquei observando. A barreira tá lá, mas os policiais não fiscalizam nenhum veículo. Ficam conversando ou no celular, sem abordar, como vão descobrir se dentro do veículo há uma arma?”, afirma o morador que prefere não ser identificado.

A falta de fiscalização prometida também acontece nas fronteiras. Relatos dão conta de que a operação não está presente em todos os acessos a fronteira. O jornalista Jairo Barbosa publicou em uma rede social, fotos que mostram que em 200 quilômetros de estrada que liga o Acre ao Amazonas não há uma única viatura policial.

As fotos mostram o posto de Fiscalização IDAF/SEFAZ sem a presença policial.

O ac24horas conversou com o Coronel Ricardo Brandão, secretário adjunto de segurança pública do Acre, admite que há uma preocupação com os policias e o uso do celular durante o trabalho. “Ontem mesmo me reuni com os responsáveis pela coordenação operacional do Gefron e pedi providência de postura em relação a esse tipo de situação”, afirmou.

Mesmo com o grande número de assassinatos, Brandão afirma que a avaliação é positiva, mas admite que as forças de segurança não estão conseguindo evitar os crimes e que há uma urgente necessidade de novas estratégias que realmente deem resultado.

“A avaliação que fazemos é positiva, já que tivemos uma diminuição considerável no roubo de contra o patrimônio, principalmente de veículos. No entanto, no tocante dos crimes contra a vida, relacionados a briga de organizações criminosas, a operação não surtiu o efeito esperado. Nessa próxima semana, estamos reunindo todo o Sistema de Segurança Pública para o lançamento do plano de metas 2020 e ativação de outras estratégias para o combate mais direcionado aso crimes contra pessoas envolvendo as organizações criminosas” afirma Brandão.

O secretário adjunto confirma que não há Operação Fecha Fronteira na BR-317, que liga o Acre ao Amazonas. “Realmente na estratégia inicial a operação foi direcionada para fechar a fronteira com Rondônia e com a Bolívia. Para Boca do Acre não temos perna suficiente. Tivemos uma conversa com a PRF, já que é uma estrada federal, e ao longo dos próximos dias vamos traçar estratégias conjuntas para compartilhar essa responsabilidade e ampliar nossa capacidade de atuação”, destaca.

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required
Propaganda
Propaganda

Mais lidas

welcome image