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Aprovados em concurso para delegado cobram nomeação do governador Gladson Cameli

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Agora no último mês de novembro, 37 aprovados no concurso público para delegado realizado pelo Governo do Acre, concluíram o curso de formação pela Academia da Polícia Civil.

O governo anunciou à época do início do curso de formação que até novembro o Acre iria contar com os novos delegados e mais outros 238 profissionais entre escrivães, agentes e auxiliares de necropsia que também foram convocados e fizeram o curso de formação.

Dos 37 delegados, atraídos pelo salário e pela estabilidade no setor público, muitos que passaram e fizeram a academia  são de fora do Acre. Ocorre que o tempo passou, novembro se foi junto com 2019 e até agora nada de nomeação de quem deveria está assumindo suas funções nas delegacias de polícia na capital e no interior.

Segundo os profissionais que estão prontos para serem nomeados, não foi dada nenhuma previsão para a posse. “O próprio governador nos garantiu que seria em novembro. Mas até agora, nada concreto e nenhuma data prevista”, diz um dos aprovados que prefere não ser identificado.

Com o objetivo de pressionar o governo e provar a carência de delegados no Acre os próprios aprovados montaram um dossiê onde comprovam que há falta de profissionais em praticamente todas as delegacias. No interior do estado, o problema é ainda maior, já que um delegado chega a ser responsável por delegacias em até três municípios diferentes.

Situação atual apresenta déficit de 35 delegados

Atualmente existem 55 delegados na ativa. Ocorre que a quantidade de cargos previstos pela Lei Complementar 279/2014 é de 90 profissionais.
Dos delegados que estão na ativa, alguns ocupam funções administrativas (Delegado Geral, Delegado Geral Adjunto, Corregedor e Corregedor adjunto, Departamento Técnico Policial e Departamento de Inteligência) e não trabalham na atividade fim. O delegado Emylson Farias, ex-secretário de segurança pública do Acre, está cedido à Assembleia Legislativa.
Departamentos de Investigações Criminais precisa de 18 delegados
Na estrutura atual da Polícia Civil do Acre há 13 departamento de investigações criminais. O dossiê mostra a situação atual e o quantitativo ideal.
Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) – 1 delegado –  ideal seriam 2;
Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) – 1 delegado – ideal seriam 2;
Delegacia de Combate à Corrupção e aos Crimes contra a Ordem Tributária e Financeira (DECOR) – Delegado da Draco acumula. Seria necessário mais 1;
Delegacia Especializada de Combate a Roubos e Extorsões (DECORE) – 1 delegado – ideal seriam 3;
Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção da Pessoa (DHPP) – 3 delegados – ideal seriam 5;
Delegacia da Mulher (DEAM-Rio Branco) – 2 delegadas – ideal seriam 3;
Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) – 1 delegado – ideal seriam 3;
Delegacia de Crimes contra o Idoso – Não há delegado – ideal seriam 2;
Polícia Interestadual – POLINTER – Não há delegado – ideal seria 1
Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) – Não há delegado – ideal seria 1 e
Delegacia de Flagrantes (DEFLA) – possui 5 delegados e a única que está com o quadro ideal.
A falta de efetivo dificulta as investigações, já que não há delegado para ir ao local dos crimes de homicídio.
A Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente foi criada, mas não há delegado.
Outra falta é que de acordo com o marco zero da internet, recomenda-se que seja criada uma Delegacia Especializada em Investigações de Crimes de Informática, o que não acontece no Acre.
Em todo o Brasil existem delegacias especializadas em investigação de crimes contra o consumidor. No estado não há esta especializada.
Já nas regionais, em todas há déficit de delegados. De acordo com o dossiê, seriam necessários mais 10 profissionais.
No interior, 1 delegado para 3 municípios
No interior do estado, a situação é ainda mais difícil. Em algumas regiões, um único delegado é obrigado a se desdobrar e cuidar de 3 delegacias em municípios diferentes.
Alto Acre – Xapuri, Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia – São 4 delegados. O ideal, segundo o dossiê, seriam 6, já que Brasileia e Epitaciolândia necessitam de mais um profissional cada;
Baixo Acre – Senador Guiomard, Capixaba, Plácido de Castro, Acrelândia, Porto Acre e Bujari – Apenas 2 delegados para 7 municípios. O ideial seria um em cada delegacia;
Juruá – Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Mâncio Lima – 4 delegados. Ideal seriam 6, já que só Cruzeiro do Sul demanda 3 profissionais;
Envira/Tarauacá – Tarauacá, Feijó e Jordão – Apenas 1 delegado para os 3 municípios. O ideal seriam 3;
Purus – Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus – 1 delegado. O ideal seriam 3, sendo 2 para Sena e 1 para responder por Manoel Urbano e Santa Rosa.
A falta de delegados compromete a qualidade das investigações e a resolução dos crimes.
No ano passado, só em Rio Branco foram registrados mais de 6,5 mil roubos para se ter uma ideia.
O governo ainda não se pronunciou sobre a previsão para a contratação dos novos delegados.
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Presidente do Peru, Martín Vizcarra, sobrevive a processo de impeachment e fica no cargo

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O presidente do Peru, Martín Vizcarra, sobreviveu nesta sexta-feira (18) à votação de impeachment no Congresso. Foram 78 votos contra o impeachment, 32 a favor e 15 abstenções.

O resultado era esperado, segundo analistas políticos ouvidos pela imprensa peruana. A oposição avaliava que o momento — de crise gerada pela pandemia do coronavírus — não favorecia uma discussão sobre impeachment a apenas um ano das próximas eleições presidenciais.

O processo de impeachment contra Vizcarra, de 57 anos, foi aberto na semana passada, depois do vazamento de áudios que, segundo parlamentares, mostram o presidente tentando minimizar a sua relação com o cantor Richard Cisneros, investigado por conta de contratos irregulares com o governo.

Nos áudios, Vizcarra conversa com duas assessoras sobre as idas de Cisneros ao palácio presidencial e pede para que mintam em um inquérito parlamentar.

Em seu discurso diante dos parlamentares, o presidente colocou-se à disposição do Ministério Público e fez um apelo para que os congressistas “não se distraiam” neste momento em que o país enfrenta a crise do coronavírus.

Apesar do desgaste, Vizcarra mantém alta a sua popularidade. Uma pesquisa da Ipsos apontou que oito a cada dez peruanos querem que ele permaneça à frente do Executivo.

Derrota no Tribunal Constitucional

Na quinta-feira (17), o Tribunal Constitucional rejeitou uma medida cautelar solicitada por Vizcarra para suspender o julgamento.

A juíza Marianella Ledesma destacou que o tribunal não concedeu a medida, porque “o risco de vacância diminuiu”, sinal de que os inimigos de Vizcarra não teriam votos para destituí-lo, segundo a agência France Presse.

César Acuña, chefe do segundo maior partido no Congresso e possível candidato nas eleições presidenciais de 2021, já afirmou que uma derrubada de Vizcarra “só poderia agravar” a situação atual do país, já fragilizado pelo impacto da crise provocada pelo novo coronavírus.

‘Complô contra a democracia’

A abertura do processo de impeachment acontece em meio a confrontos entre o Legislativo e o Executivo pela aprovação de uma reforma política promovida pelo governo. A mudança deixaria candidatos condenados pela Justiça fora das eleições.

Vizcarra, um centrista que assumiu a presidência em 2018 após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, acusa o Congresso de “complô contra a democracia”. Ele não tem representação no Congresso e não pode concorrer nas eleições do próximo ano devido aos limites constitucionais.

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Acre tem mais 226 casos de Covid-19 e nova morte pela doença, totalizando 647 óbitos

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O boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mostra que a incidência da Covid-19 continua alto no Acre. Nesta sexta-feira, 18, são registrados mais 226 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus. Assim, o número de infectados subiu de 26.716 para 26.942, nas últimas 24 horas.

Mais 1 óbito foi registrado nesta sexta-feira, sendo uma mulher de 78 anos: C.R.R., moradora de Mâncio Lima, deu entrada no dia 10 de setembro no Hospital Abel Pinheiro, e faleceu no sábado, 12, fazendo com que o número oficial de mortos pela doença suba para 647 em todo o estado.

O Acre, até o momento, registra 68.548 notificações de contaminação pelo novo coronavírus, sendo que 41.572 casos foram descartados. Ainda, 34 testes de RT-PCR seguem aguardando análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) e pelo Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 24.130 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 84 seguem hospitalizadas.

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Governo anuncia hoje nova bandeira da classificação de risco da Covid-19 no Acre

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O Comitê do Pacto Acre sem Covid fará na tarde desta sexta-feira, 18, mais um anúncio de atualização da classificação de risco da pandemia do novo coronavírus no Estado. A última coletiva ocorreu no dia 2 de setembro, quando todas as regiões do Acre permaneceram na Bandeira Amarela. No momento, o Acre se encontra com 26.716 contaminados e 646 óbitos.

A classificação define quais estabelecimentos e setores comerciais estão autorizados a funcionar durante a pandemia. De acordo com a coordenadora do grupo, a farmacêutica Karolina Sabino, o cenário não mudou muito de lá para cá.

O Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 já reiterou inúmeras vezes que, conforme o aumento no número de novos casos da doença e o índice de internações, o Acre pode regredir para a faixa laranja ou progredir para a bandeira Verde, onde todos os setores são liberados para reabertura.

São estabelecidos quatro níveis de risco: Emergência (vermelha), Alerta (laranja), Atenção (amarela) e Cuidado (verde). Para determinar em qual o Estado se encontra, são avaliados ao menos 8 indicadores: isolamento social; notificações por síndrome gripal; novas internações por síndrome respiratória aguda grave; novos casos confirmados de covid-19; novos óbitos por covid-19; ocupação de leitos clínicos por pacientes com coronavírus e ocupação de leitos de UTI por pessoas acometidas pela covid-19.

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Número de candidatos à prefeitura de Rio Branco cresce 75% nestas eleições

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O número de candidatos a prefeito de Rio Branco cresceu 75% nestas eleições em comparação ao pleito de 2016.

Estão no páreo em 2020: Tião Bocalom (Progressistas), Roberto Duarte (MDB), Minoru Kinpara (PSDB), Jamil Asfury (PSC), Jarbas Soster (Avante), Daniel Zen (PT) e Socorro Neri (PSB).

Fora Socorro Neri, nenhum dos atuais estava como cabeça de chapa na eleição passada. A eleição atual vem se mostrando bastante diferente de 2016, começando pelo distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19 –e naquela eleição a secretária de Empreendedorismo do Acre, Eliane Sinhasique disputou a prefeitura de Rio Branco pelo MDB e agora, mesmo que o partido tenha candidato, ela decidiu apoiar a candidata do PSB.

Na eleição passada, Sinhasique disputou com Marcus Alexandre, do PT; Carlos Gomes, da Rede, e Raimundo Vaz, do PR.

Marcus Alexandre, que tinha Socorro Neri como vice, foi o eleito com maioria esmagadora dos votos.

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