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Relatório aponta que número de mortes diminuiu, mas que roubos aumentaram no Estado do Acre

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Um relatório do Núcleo de Apoio Técnico do Ministério Público (MP) divulgado recentemente mostra o índice de mortes violentas e roubos, e ainda faz um levantamento dos casos registrados em Rio Branco no período de janeiro a dezembro de 2019. Durante entrevista concedida pelo secretário de Segurança Pública Paulo Cézar e o comandante em exercício da Polícia Militar do Acre, Luciano Dias, ao programa Gazeta Entrevista nesta quinta-feira, 2, os representantes da segurança no estado explicaram os dados apresentados no relatório.

Conforme o estudo, houve aumento de 2% nos casos de roubos ao comparar o mesmo período de 2019 com 2018. Rio Branco registrou 6.526 roubos no último ano, enquanto que em 2018 esse número foi de 6.414 casos. O relatório aponta houve redução de 25% no número de mortes intencionais de janeiro a 26 de dezembro de 2019, se comparado ao mesmo período de 2018. Porém, também indica que 48,2% dos homicídios registrados não tiveram elucidação.

Paulo César destacou no programa que embora os casos sem elucidação ainda sejam altos, o índice de casos elucidados precisam ser ressaltados. “O número de elucidação de casos que o Acre tem são bons. O Acre tem um dos melhores índices de elucidação do país. Em um ano, mais de 50% dos casos são elucidados, tem autoria esclarecida”, afirma o secretário.

De acordo com Cézar, a Polícia Civil age com apuração de investigações e depende de uma série de procedimentos para ter sucesso na elucidação dos crimes. “As diligências dependem de autorização judicial. Há um número grande de diligências aguardando autorização para serem cumpridas. Tivemos um encontro no Tribunal, onde solicitamos maior agilidade”, disse.

Segundo ele, outros estados brasileiros não têm percentual nem de 10% na elucidação dos homicídios registrados, enquanto que o Acre apresenta número maior que 50%. “O Acre tem o poder de alcançar um patamar mais elevado ainda e estamos trabalhando pra isso. É um numero significativo”, garantiu Paulo Cézar.

A demora da Justiça em liberar mandados de busca e apreensão pode ser um dos fatores que contribuem para o baixo índice de resolução dos crimes, exemplificou Cézar. O aumento no número de homicídios em Rodrigues Alves, Porto Acre, Epitaciolândia e Xapuri podem ser explicados da seguinte forma, segundo o secretário: “fenômenos específicos em cidades pequenas levam a isso. Quando se trata de munícipios pequenos, consideramos a fim de avaliação a regional como um todo para analisar se houve realmente o aumento da violência ou se foi outro fator que desencadeou isso”.

Roubos

O relatório expõe em Rio Branco um aumento significativo de roubo nas 2ª e 3ª regionais, mas também uma redução na 5ª regional. O maior número de ocorrências na capital ocorreu em junho, com 684 roubos. Na 1ª regional, o Bosque é o bairro com mais casos, com 309 roubos. Na 2ª regional, são os bairros Belo Jardim I e II com maio índice, 595 roubos. Já na 3ª regional, o bairro Floresta Sul é o mais atacado nesse crime. Na 4ª e 5ª regional, Calafate e Alto Alegre são os que registram mais casos de roubos.

O comandante em exercício pontuou que crimes contra o patrimônio sempre foram um desafio muito grande. “Só venceremos esta guerra em parceria com a sociedade, pois o que alimenta o roubo é o receptador. O que mais se rouba em Rio Branco é celular. Quando se compra um aparelho de R$ 50 ou R$ 100 reais, a sociedade também contribui com o crime”, explica Dias. Para isso, ele garante que a PM tem trabalhado junto à população nos bairros, focando na prevenção, por meio do policiamento comunitário.

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