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Má qualidade de telefonia móvel e internet causa transtornos a usuários em Xapuri

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Há quase 10 anos do lançamento do fracassado projeto Floresta Digital, por meio do qual o governo Binho Marques prometeu tornar o Acre o primeiro estado do Brasil totalmente coberto por internet livre e gratuita, uma torre tomada pelo mato simboliza a situação de descaso em que se encontram, na atualidade, os serviços de telecomunicações no município de Xapuri.

Na badalada terra de Chico Mendes, berço da Revolução Acreana e onde se realiza uma das maiores festas religiosas do Acre, o Novenário de São Sebastião, não há, em pleno ano de 2.020, internet livre e gratuita e muito menos novas portas de internet “banda larga” disponíveis para quem deseja adquirir – e pagar – o consagrado direito à inclusão digital.

Acesso a uma internet “banda larga” de mediana qualidade, isso para os padrões do que é oferecido no interior do estado, ocorre apenas na região central da cidade, onde se pode encontrar usuários com planos da empresa Oi, única que disponibiliza o serviço na cidade, que prometem de 10 a 15 megabites de velocidade, mas cuja entrega jamais atinge a totalidade daquilo que o cliente paga no fim do mês.

Nos bairros periféricos, a velocidade da internet não passa dos 5 megabites, sendo comum que quem possui o privilégio de ter uma porta consiga navegar apenas a 1 mísero megabite, o que não permite sequer se assistir a um vídeo de baixa definição sem que ocorra os indesejáveis travamentos. Os planos não são cancelados porque para o consumidor é melhor ter uma internet de péssima qualidade do que não ter nenhuma.

Ao se contatar o serviço de atendimento da operadora, a resposta é sempre a mesma. Não há portas disponíveis para novas instalações ou aumento de velocidade no município. Técnicos que atuam na área dizem que, no caso da Oi, a razão da deficiência dos serviços é a falta de investimento em infraestrutura por parte da empresa, que desde 2016 se encontra em processo de recuperação judicial.

No que diz respeito à telefonia celular, a situação não é diferente. O sinal das operadoras que prestam serviço no município vai de razoável a péssimo, como é o caso da Vivo, cuja cobertura não tem alcançado a região da entrada da cidade, que é, inclusive, a parte mais alta do perímetro urbano.

O serviço de internet móvel é outra precariedade ofertada aos clientes a peso de ouro em forma de planos rentáveis para as empresas, mas inúteis para o usuário, que, na maioria das vezes, não consegue sequer fazer o upload (enviar) de uma fotografia por e-mail, o que torna difícil a vida de muita gente, inclusive jornalistas.

Esse foi o panorama que descreveu a qualidade dos serviços de telecomunicações prestados no município de Xapuri, e que se repetiu na maioria dos outros, até o ano de 2019, no restante do estado. A situação denuncia também a falta de atuação do poder público na direção de se exigir que esse prejuízo causado aos consumidores seja sanado.

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Cidades

Correios já contrataram transporte para envio de encomendas à Marechal Thaumaturgo

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O ac24horas mostrou que a população de Marechal Thaumaturgo que fez nos últimos meses encomendas em outros lugares vive a triste realidade de não receber seus pedidos desde novembro do ano passado.

Pessoas que fizeram encomenda de produtos para o Natal ficaram sem seus produtos e o que é pior, sem saber onde as encomendas estavam e sem um posicionamento dos Correios sobre o assunto.

Após a publicação da denúncia, finalmente a empresa pública federal resolveu tomar providências em relação ao caso.

Segundo nota enviada pelos Correios a agência já foi reaberta e a empresa já contratou transporte fluvial para que finalmente a entrega de correspondências seja normalizado no município. O único problema é que os Correios não especificam uma data para que isso aconteça, afirmando apenas que será o mais rápido possível.

“A agência de Marechal Thaumaturgo foi fechada em meados de dezembro, mas foi reaberta no início de janeiro deste ano. Com relação aos objetos encaminhados para a região, a empresa já contratou recurso para o transporte via fluvial. Os Correios seguem trabalhando para normalizar as atividades o mais rápido possível”, diz a resposta.

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Cidades

Jordão tem apenas dois policiais por dia para garantir segurança no município

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O acreano tem sentido na pele os efeitos da grave crise na segurança pública que o estado vive já algum tempo e que se agravou no início de 2020.

As estratégias postas em prática até agora não se mostram eficientes para diminuir os casos de violência, principalmente as execuções provocadas pela guerra entre facções criminosas, e estão longe de devolver a prometida sensação de segurança.
Não precisa ser especialista em segurança pública para saber que entre os fatos que fazem com que a violência cresça no Acre é que o estado está estrategicamente localizado em uma extensa área de fronteira com a Bolívia e o Peru, além dos estados de Rondônia e Amazonas.

A imensa fronteira com seus rios e florestas, completamente desprotegida, é um convite para o tráfico de drogas.

E quando se conhece a realidade das condições das forças de segurança pública nos municípios do interior, se tem uma ideia de que a realidade deve demorar a mudar.

Uma denúncia enviada ao ac24horas mostra como funciona a Polícia Militar no município do Jordão, que faz fronteira com Feijó, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e o Peru.

O efetivo da Polícia Militar no município é de apenas sete policiais e o comandante. Segundo o denunciante, que com medo de represálias, pede para não ser identificado, os policiais trabalham há mais de 10 anos em uma escala de 24/48 horas. Essa escala é de policiamento ostensivo, ou seja, nas ruas da cidade. “Os militares se veem na obrigação de tirar horas extras pra ajudar os companheiros de farda em datas festivas e finais de semana, trabalhando totalmente fora da lei do banco de hora, pois trabalha 24 horas e no outro dia já tem que está apto a tirar hora extra. Trabalho esse estressante que muitas vezes prejudica o desenrolar de uma ocorrência, as vezes uma ocorrência simples se transforme em algo gigantesco”, afirma.

Fotos enviadas à nossa redação mostram que o espaço físico do quartel da PM no município precisa ser recuperado.
“É preciso que olhem com mais mais para nossos militares que estão em zona de fronteira, isolados, sem apoios algum. Agora, aconteceu o novenário na cidade e é sempre muito complicado garantir a segurança com um efetivo tão pequeno”, afirma.

O ac24horas ouviu o Secretário de Segurança Pública do Acre sobre o assunto. Paulo Cézar afirmou que vão ser deslocados mais policiais ao município e em relação a infraestrutura falou sobre a construção, sem precisar data, sobre a construção do Centro Integrado de Segurança Pública. “Todos os municípios isolados vão receber reforço de novos policiais. Jordão e outros 11 municípios serão contemplados com a implantação do Centro Integrado de Segurança Pública, que instalações integradas da Polícia Militar e Polícia Civil que serão construídas nesses municípios”, diz.

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