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Dinheiro do Fundo de Segurança será para valorização de policiais e combate à criminalidade no Acre

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O Estado do Acre deve receber nos próximos dias mais de R$16,3 milhões para ações na área da segurança pública. O dinheiro é do Fundo Nacional da Segurança Pública e estava bloqueado pela União.

Mas o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, determinou que o governo federal repasse 50% dos recursos arrecadados pelo Fundo aos estados e também proibiu novos contingenciamentos. Toffoli afirma que a lei que regulamenta o fundo não permite o bloqueio do dinheiro.

Segundo a secretaria de segurança do Acre, 2,87% do dinheiro do Fundo é do Estado. A decisão é fruto de uma ação dos estados e do Distrito Federal contra a União, que vinha bloqueado o recurso. Segundo os Estados e o DF, o contingenciamento era feito sem justificativa plausível. A liminar vale até a relatora do processo, ministra Rosa Weber, analisar a ação.

Segundo a Agência Brasil, o secretário de segurança do Acre, Paulo César Santos, informou que o dinheiro será aplicado em duas ações, uma de valorização dos profissionais de segurança, com capacitação e assistência, o que vai consumir 25% do total dos recursos. Os 75% restantes serão gastos em ações de combate à criminalidade.

A secretaria informou que já tinha um plano de ação com R$7,5 milhões e que com os R$16 milhões do Fundo Nacional, o dinheiro destinado ao setor será de mais de R$23 milhões.

O Fundo Nacional de Segurança Pública tem como objetivo apoiar projetos de qualificação das polícias, corpos de bombeiros e guardas municipais. Além de financiar os sistemas de informações, de inteligência e investigação, bem como de estatísticas policiais; e da polícia técnica e científica.

O dinheiro também pode ser usado para programas de polícia comunitária e prevenção ao crime. (EBC)

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Tabela do Confaz traz gasolina mais barata e gás mais caro

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O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou nesta sexta-feira (25) a tabela que os Estados adotarão, a partir de 1º de outubro de 2020 com o preço médio ponderado ao consumidor final para os combustíveis.

Depois de meses em alta, o preço da gasolina começou a recuar: saiu de R$ 5,11 o litro na tabela da primeira quinzena de setembro para R$ 5,06 na tabela de hoje.

O preço do óleo diesel também foi reduzido, mas o gás de cozinha aumentou de R$ 6,83 na planilha divulgada no começo de setembro para R$ 6,90 na tabela atual.

Além dos combustíveis caros mesmo com leve redução, o consumidor acreano segue convivendo com aumentos repetidos nos preços de gêneros de primeira necessidade.

O caso exigiu a mediação do Ministério Público, Procon e OAB, os quais recomendaram ao comércio que limite a venda de arroz e óleo de soja. O comércio diz que seguirá a orientação.

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IDAF alerta a população do Acre sobre o recebimento de sementes de origem desconhecida

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No Brasil, assim como nos Estados Unidos e no Canadá, os órgãos de Defesa Agropecuária estão em alerta após constatarem o recebimento de embalagens contendo sementes de espécies misteriosas e de procedência desconhecida.

Estas sementes chegam através dos correios como “brindes”, juntamente com produtos adquiridos pela internet e sem identificação de qualidade e de procedência.

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF), por meio da Coordenação de Fiscalização de Sementes e Mudas, está alertando a população acreana sobre os eventuais riscos que esses produtos podem causar a saúde, ao meio ambiente e à agricultura.

“Produtos vegetais de origem incerta e importados sem a aprovação do Ministério da agricultura são considerados como de grande risco a introdução e disseminação de novas pragas agrícolas ou de pragas já erradicadas, além da possibilidade de causarem sérios prejuízos econômicos e danos do ponto de vista da Defesa Sanitária Vegetal”, informa Ligiane Amorim, coordenadora de Fiscalização de Sementes e Mudas do IDAF.

A orientação do IDAF é que, caso as pessoas recebam esses pacotes suspeitos, não os abram, não os plantem e nem os descartem, devendo entrar imediatamente em contato com um escritório do órgão ou do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) mais próximo para que as embalagens e materiais vegetais sejam recolhidos de maneira segura, enviadas para análise laboratorial e descartados adequadamente.

O serviço de Defesa Sanitária Vegetal do IDAF afirma ainda que conta com a colaboração de toda a população e disponibiliza para qualquer informação, denúncia ou esclarecimento, o telefone (68) 3221-0724 e o e-mail: [email protected]

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Para tentar baixar preço do arroz e óleo, venda no varejo e atacado pode ser limitada no Acre

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O arroz e o óleo de soja terão de ser vendidos com limitações no comércio do Acre, numa tentativa de conter a alta dos preços dos produto. Nesta quarta-feira (23) uma recomendação do Ministério Público Estadual, Procon, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil exige, na prática, que o varejo do Acre venda 10 quilos de arroz e 5 unidades de óleo de soja por cliente. Os atacadistas e varejistas, a quem é dirigida a recomendação, não podem comercializar mais que 10 fardos de arroz e cinco caixas de óleo de soja (no atacado) ou 10kg de arroz e cinco unidades de óleo (quando no varejo) por comprador.

Nos melhores preços ao consumidor, o arroz chega a ser comercializado a R$ 24 o pacote de cinco quilos, algo jamais visto no mercado de Rio Branco. Já o vasilhame de 900 ml do óleo de soja custa R$6 quando o consumidor encontra um bom preço.

Além de possíveis práticas abusivas, os órgãos recomendantes alegam que a pandemia da Covid-19 mexeu com as relações de consumo de modo a contribuir para o aumento no preço de alimentos como arroz, óleo, leite e derivados.

A caixa de leite UHT custa R$ 5,20, em média, para o comprador do varejo. Em julho esse mesmo produto custava cerca R$ 3,50 na praça de Rio Branco. A recomendação é dirigida especificamente para a Associação dos Distribuidores Atacadistas do Acre (Adacre) e Associação dos Supermercados do Acre (Asas).

A expectativa é que ao estabelecer limite de aquisição, os produtos não faltem nas prateleiras e os preços caiam um pouco.

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Quilo da carne chega a R$ 40 e frigoríficos pedem socorro

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“Gado que sai do Acre há três anos era para estar morrendo hoje nos frigoríficos do Acre”, denuncia Sindicarnes

As cidades acreanas terão novo aumento no valor do quilo da carne a partir desta semana. O frigorífico de Tarauacá já anunciou nesta segunda-feira, 21, que o produto passa a custar R$ 15,20 com o reajuste. Em Rio Branco chegará a ainda mais caro o valor do quilo: entre R$ 15 e R$ 40 nos próximos dias. Já em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, o quilo ficará em torno de R$ 15,50.

Já faz alguns meses que não só o Acre, mas todos os estados brasileiros vêm sofrendo aumento constante no valor da carne. Para o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Estado do Acre (Sindicarnes), o grande problema no Estado tem sido a falta do animal para abate.

“Está difícil demais de comprar o gado. Não tem gado para comprar e quando você paga um lote de boi ou de vaca, o produtor quer mais caro. Quando o frigorífico paga mais caro, ele tem que repassar para quem ele vende a carne”, explica o representante do Sindicarnes, Nenê Junqueira.

O sindicato destaca que esse aumento no preço da carne é uma realidade no Brasil todo. “Não é só no Acre. No Brasil, quem dita o preço da carne é o Estado de São Paulo e quando o boi sobe o preço lá, nos outros estados sobe também”.

De acordo com Junqueira, a grande dificuldade encontrada atualmente no Acre é de fato a falta de gado para comprar. “Ainda mais no interior, onde a dificuldade está muito grande. Mesmo assim, na capital está mais caro”, garante.

A suspeita de possível retirada de boi no Acre para serem levados para abate fora do Estado também é levantada pelo sindicato. “Aqui a situação está pior porque está saindo gado há três anos e esse gado que saiu era para estar morrendo hoje nos frigoríficos do Acre”, reclama Nenê.

Conforme o Sindicarnes, se tivesse esse gado para morrer hoje, o preço da carne estaria um pouco mais baixo. “O produtor aperta o frigorífico por preço, que tem que pagar, e quando paga mais caro no lote, tem que repassar para quem ele vende. Se ele [frigorífico] trabalhar diferente disso, ele quebra”.

Exportações para a China

A lei da oferta e demanda tem prevalecido nesse momento no mercado do boi godo em todo o país. O presidente da Federação da Agricultura do Acre, Assuero Doca Veronez, confirmou ao ac24horas em ocasião recente que o aumento no preço do boi gordo não é um fenômeno acreano. “Essa situação é nacional. O que está havendo é uma escassez de boi, devido a muitos abates de vacas anos atrás, que, consequentemente, nasceram menos bezerros. Está havendo falta de boi no Brasil todo”.

Outro ponto apresentado por Veronez para o aumento expressivo no valor final da carne ao consumidor é o aumento do consumo, especialmente da exportação. “O consumo brasileiro não caiu durante a pandemia do coronavírus, pelo contrário, passaram a consumir mais. O que aumentou efetivamente foi a exportação”, afirma.

A China é o fator preponderante nessa situação, responsável pelo aumento exorbitante na exportação de carne brasileira e outros produtos. “A China teve problema de peste suína no rebanho de porcos, e essa é a carne mais consumida na China, que teve de abater quase a metade do seu rebanho. Então teve que importar carne, suína e bovina. O maior importador de carne brasileira hoje é a China”, explica o pecuarista.

“O aumento aqui é proporcional ao aumento nacional. Não é a saída de bezerro. Essa história pode vir a refletir no futuro, mas essa não é a causa de aumento de carne”, conclui Assuero.

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