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Carlos Venícius retoma pré-candidatura a prefeito de Xapuri

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Quando anunciou publicamente a sua desistência da pré-candidatura a prefeito de Xapuri pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em outubro passado, o advogado Carlos Venícius Ferreira Júnior deixou claro que não era por falta de vontade de ser administrador de sua cidade natal que o fazia.

Venícius reafirma que ser prefeito de Xapuri é um sonho que ele acalenta desde cedo, mas diz que quando se deparou com o anúncio de seu nome como um dos possíveis candidatos da tradicional sigla partidária, resolveu dar um passo atrás e refletir a importância que as próximas eleições terão para o município.

Passado algum tempo, depois de ouvir membros do partido e eleitores, o advogado afirma ter percebido que Xapuri precisa de uma candidatura que represente a mudança. Assim, se enxergando como proposta para essa inovação, resolveu reaver a posição de ir às prévias no ano que vem.

“Tenho convicção de que Xapuri precisa de algo inovador na política, e, normalmente, a mudança aparece com o novo, e eu acho que posso representar esse sentimento”, disse ao anunciar a retomada da pré-candidatura.

O opositor de Carlos Venícius no MDB é um político que pode ser considerado como tradicional. Vereador de três mandatos, tendo sido presidente da Câmara por duas oportunidades, Gessi Nascimento, o Capelão, se apresenta como o nome clássico, o modelo com o qual o eleitorado local está habituado.

É entre essas duas vertentes que os correligionários do partido deverão se decidir em 2020 para definir o nome que disputará uma eleição que terá, entre outros, um adversário que promete ser competitivo, o atual prefeito, Ubiracy Vasconcelos, que, a despeito das dificuldades financeiras, faz uma gestão equilibrada.

O anúncio da retomada da pré-candidatura de Carlos Venícius traz, inegavelmente, um ar de novidade ao cenário político local. Se por um lado não é tão conhecido quanto os que o antecedem, se apresenta, pela proposta inovadora, como um potencial de crescimento que deve ser levado em consideração por seus futuros oponentes.

MDB X DEM

Em política nada é conclusivo, mas em Xapuri está cada vez mais improvável uma aliança entre emedebistas e os democratas, do virtual candidato Aílson Mendonça, filho do deputado Antônio Pedro. A distância entre as duas agremiações partidárias só cresceu após a divisão dos cargos governamentais no início da gestão Cameli.

O presidente do Diretório Municipal do MDB em Xapuri, Celso Garcia (Paraná), garante que a candidatura própria do partido às próximas eleições municipais é uma decisão consolidada e irreversível. Uma disputa entre os dois grupos envolvendo a Associação Comercial do município é mais uma razão para essa análise.

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Morre Flora Diógenes, a eterna madrinha do Atlético Acreano

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Ela não jogava futebol, não fazia um gol, mas era reconhecida nas arquibancadas dos estádios nos tempos de glória do futebol acreano.

Flora Diógenes faz parte da história do futebol no Acre. Exatamente por isso, o nosso esporte amanheceu mais triste com o anúncio de sua morte na madrugada desta terça-feira, 21, vítima de insuficiência respiratória.

Prestes a completar 90 anos no dia 02 de março, Flora Diógenes fazia parte de uma das famílias fundadoras do tradicional Atlético Acreano do segundo distrito. Aliás, foi no Galo Carijó que conheceu o esposo, Fernando Diógenes.

Enquanto a saúde permitiu não se tinha dúvida. Se o Atlético entrasse em campo, Flora estava na arquibancada. Não é à toa que era chamada de madrinha do clube.

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Nos tempos em que os tradicionais bailes dos clubes de futebol eram os mais concorridos da cidade, era dona Flora que estava à frente da organização nos realizados pelo time azul e branco.

O futebol acreano está de luto. Em menos de 24 horas morreram o ex-jogador de Rio Branco e Juventus, o Nino, e agora o anúncio da morte da madrinha do Atlético Acreano.

O velório de Flora Diógenes acontece na Funerária São João Batista.

Fotos:  acervo do Atlético Acreano

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Destaque 7

IAPEN acaba com GEP e serviço será feito por agentes despreparados para o serviço

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O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN) tomou uma decisão que preocupa os próprios policiais penais.

É que a direção do IAPEN acabou com o Grupo Especializado de Escolta. Cerca de 36 policiais penais passaram por treinamentos e se tornaram capacitados para esse tipo de serviço.

A preocupação, segundo um dos policiais, é que agora o serviço será feito por qualquer um policial penal. A falta de treinamento preocupa. “Acabaram com o grupo, onde todos os membros tinham treinamento na área de escolta. A partir de agora, essas escolas serão feitas pelos policiais que não tem o mesmo conhecimento. Para se ter uma ideia, quem não tem esse curso especializado, não sabe nem manusear o fuzil que é usado pela escolta”, afirma um Policial Penal que pede para não ser identificado.

O ac24horas teve acesso à conversas em um aplicativo onde os próprios policiais penais afirmam que não possuem treinamento específico e por isso não se sentem capazes de realizar o serviço com segurança.

Vale ressaltar que quase diariamente, os policiais fazem a escolta de bandidos de alta periculosidade, alguns com cargos de chefia em organizações criminosas presentes no Acre.

Além disso, há outra preocupação. Com o fim do grupo, ocorre um questionamento sobre os motoristas das viaturas. É que há uma determinação de que para conduzir uma viatura de escola o policial precisa ter a CNH na categoria D. Muitos policiais não se sentem com condições de realizar o serviço. “Muitos dos próprios colegas que ficam no prédio não se sentem em condições de fazer o serviço. Agora eu pergunto, como é que vão colocar policiais sem capacitação, sem saber nem mexer com a arma, sem ter condições de dirigir uma viatura?”, pergunta

O IAPEN vive um dilema causado pelo pequeno efetivo que possui e a saída da Polícia Militar que deixou de auxiliar na segurança dos presídios do Acre.

Policiais penais fizeram um enterro simbólico do GEP depois que foram comunicados da extinção do grupo. Assista ao vídeo:

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