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Em Xapuri, nível do Rio Acre baixa mais de 2 metros em 30 horas

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Depois de chegar aos 10,39 metros na manhã de domingo, 22, o nível do Rio Acre em Xapuri baixou vertiginosamente nas últimas 30 horas chegando aos 7,35 ao meio dia desta segunda-feira, 23.

Na noite do domingo, por volta das 18 horas, o manancial já havia baixado mais de 1 metro, registrando 8,96m na última medição do dia.

Em Assis Brasil e Brasiléia houve oscilação nesse período. Às 6 horas da manhã desta segunda-feira, foram registrados os níveis 4,06m e 4,39m, respectivamente. Ao meio-dia, a medição apontou 4,41m e 4,27m para os dois munícipios.

Em Xapuri, a cota de alerta é de 12,5m e a de transbordo é de 13,40m. No ano de 2015, a cidade viveu a maior enchente de sua história, quando o rio chegou a 18,28 metros – 4,88m acima da cota de transbordo.

Naquele ano, as águas atingiram mais de 40% do perímetro urbano, inundando os principais pontos turísticos da cidade, como a Casa de Chico Mendes e a Igreja de São Sebastião.

Apesar da vazante registrada nas últimas horas, o batalhão do Corpo de Bombeiros em Xapuri continua atento e acompanhando o monitoramento dos rios, segundo a comandante do 8º Batalhão de Educação, Proteção e Combate a Incêndio Florestal/Urbano (8º BEPCIF), tenente Marcela Sopchaki, que também representa a Defesa Civil Estadual no município.

“Por enquanto, devemos ficar atentos, pois em Assis Brasil voltou a subir. Em defesa civil devemos sempre ficar atentos quando o índice pluviométrico indica possibilidade de enchentes. Devemos estar preparados para o pior, mesmo que o pior não ocorra”, afirmou.

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Xapuri informou na manhã desta segunda-feira que já está com o plano de contingência pronto para o caso de uma cheia repentina. O coordenador, Clênio Monteiro, afirmou que o município já tem a logística preparada para os casos de emergência, com equipes e locais para possíveis abrigos, assim como assistência social e psicológica para as vítimas.

“Agora é monitorar o rio que, por enquanto, tá em vazante, porém, como tem chovido muito, temos que estar atentos”, disse.

Os dados informados sobre o nível do Rio Acre e afluentes são da Agência Nacional de Águas (ANA).




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Acre

Área desmatada dobra no Acre entre agosto e dezembro de 2019

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Acre contribuiu com 2% do desflorestamento na Amazônia em dezembro de 2019 desmatando e degradando 3 km². Já entre os meses de agosto de 2018 e igual período de 2019 o desmatamento cresceu 100%. Foram derrubados 119 km² no período agosto-dezembro 2018 e no ano seguinte, nesse mesmo tempo, 238 km².

Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Na Amazônia a área derrubada entre agosto e dezembro 2019 representa 67% a mais do que o que foi registrado, pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), plataforma usada pelo Imazon, em 2018 –ano que teve 1.706 km² desmatados.

Entre agosto e dezembro de 2019, 2.852 km² de florestas foram derrubados na Amazônia. A maior parte das matas perdidas no último mês do ano passado foi no Pará: 47% de 227 km².

O Imazon classifica desmatamento como o corte raso, que é a remoção completa da vegetação florestal. Geralmente, é a formação de áreas de pasto. Já a degradação é caracterizada pela extração das árvores, que costumam abastecer o mercado da madeira. Outros exemplos de degradação são os incêndios florestais — controlados ou não, em áreas privadas — mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando.

 




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Acre

Alunos da Escola da Floresta cobram conclusão de cursos

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A exemplo do que aconteceu com os estudantes da Escola Técnica em Saúde Maria Moreira da Rocha, onde centenas deles foram atraídos com a promessa de fazer o ensino médio e um curso técnico profissionalizante ao mesmo tempo e viram a expectativa se transformar em frustração com a paralisação dos cursos técnicos, os estudantes da Escola da Floresta, antigo Colégio Agrícola, vivem situação semelhante.

Os estudantes contam que a proposta de integração entre o nível médio e curso técnico funcionou nos dois primeiros anos, até 2018.

No ano seguinte, quando começou a nova gestão estadual, ano que seria o último para a conclusão dos cursos de Técnico em Floresta e Técnico em Agroecologia, veio a surpresa: os alunos não tiveram um dia sequer de aula da qualificação técnica.

Resultado é que os estudantes terminaram o ensino médio, mas, por falta de um ano, não conseguiram concluir o ensino técnico e não estão saindo da escola com uma profissão, como era o sonho da maioria.

“Tinha estudante que vinha do quilômetro 100, pegava dois ônibus para chegar na escola. Eu conheço um aluno que andava 20 quilômetros, já que boa parte é da zona rural”, afirma a estudante Amanda Maia.

A estudante conta ainda que governo fez diversas promessas de início das aulas e chegou a apresentar aos alunos um edital para a contratação dos professores. “Eles enganaram a gente. Nos três primeiros meses de aula, disseram que iam mandar os professores dos cursos técnicos e nunca mandaram. Como nós fizemos pressão, eles entregaram uma cópia de um edital dizendo que iam contratar os professores. Estamos esperando até hoje”, diz Amanda.

Além da frustração do sonho, não concluir o curso técnico implica perder oportunidades. O IDAF lançou há poucos dias um concurso para contratação de técnicos em defesa agropecuária e florestal. Como não terminaram os curso, os estudantes não podem concorrer as vagas.

O ac24horas consultou o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica do Acre (IEPTEC). Ana Abreu, do departamento pedagógico do instituto, foi designada pelo presidente do órgão, Francineudo Costa, para falar sobre o assunto. “Nós estamos no processo de desmembramento das turmas do integrado junto com o Conselho Estadual de Educação e acompanhamento do Ministério Público. O conselho já autorizou e agora vai determinar quem é a escola guardiã que vai certificar os alunos”, diz.

A resposta nem de longe atende aos anseios dos estudantes. A certificação é uma obrigação, já que foi concluído o ensino médio. A grande dúvida é o que vai acontecer com os dois anos de curso profissionalizante. Os estudantes terão a oportunidade de terminar a qualificação técnica? existe alguma movimentação do Ieptec para resolver essa situação? são questionamentos que os jovens cobram uma resposta, mas que ainda não foram respondidos pelo governo.




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