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Servidores do Detran são obrigados a limparem salas e banheiros

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Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran) tem duas opções quando se trata da limpeza dos prédios onde trabalham. Ou eles mesmo limpam ou aceitam conviver com a sujeira de salas e banheiros. E se optarem pela primeira opção, é preciso ainda levar os produtos de limpeza também.

A situação já acontece há alguns meses desde que terminou o contrato com uma empresa terceirizada que fazia o serviço de limpeza nas unidades prediais do órgão. Mesmo sendo a autarquia que de longe mais fatura e é muitas vezes socorro financeiro em algumas situações para o governo, a presidente do Sindicato dos Servidores do Detran do Acre (Sindetran), Francileia Carvalho, afirma que a gestão da autarquia diz que nada pode fazer, já que não há licitação.

“Estamos trabalhando na sujeira, bom banheiros imundos. Já repassamos a diretoria, mas a única coisa que nos dizem é que como não tem licitação, não tem como resolver”, afirma.

Além da questão da limpeza, os servidores do Detran tem outras pautas como equipação salarial, reajuste do tíquete alimentação e realização de concurso público. Como não conseguem avançar nas negociações com a direção do próprio Detran, representantes do sindicato tentaram falar nesta quinta-feira, 19, com o governador Gladson Cameli. Foram na Casa Civil e no Palácio, mas só pegaram sol na moleira e chá de cadeira.

“Estivemos no Palácio e também na Casa Civil. O governador não estava para nos atender. Gladson declarou publicamente que os sindicatos poderiam marcar reunião. Oficiamos um pedido de encontro e até hoje não fomos atendidos”, afirma Francileia.
Segundo o sindicato, o próximo passo pode ser uma paralisação.

Como não conseguiram sentar com o governador, o Sindetran encaminhou um documento onde reitera as reivindicação, afirma que não foi atendido pelo governo e diz que Gladson declarou publicamente total desconhecimento das condições atuais de trabalho dos servidores do Detran.

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Acre

Marcio Bittar – Adesões e traições

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Por – Senador Marcio Bittar (MDB-AC)

A convicção de valores e a coerência são virtudes raras na política, por outro lado o adesismo pusilânime, a substituição irrefletida de valores e o pragmatismo cego são abundantes. Exemplos históricos dramáticos corroboram a hipótese da prevalência dos vícios nos jogos de poder. Quantos líderes totalitários conseguiram, primeiro pela persuasão e depois pela força, conduzir maiorias e contar com o apoio de políticos, burocratas, intelectuais, empresários, sindicatos, professores, alunos, jornalistas e magistrados cegos pela proximidade e partilha das benesses do controle do Estado?

Stalin, o tirano comunista, foi um líder de multidões e contou com o apoio da elite soviética para cometer atrocidades inomináveis. Hitler, o líder máximo dos nazistas, ajudou a mudar os valores de uma nação em desespero e conduziu a Alemanha e o mundo ao inferno. São exemplos de genocidas que conseguiram a adesão torpe das maiorias, manipularam a inversão de valores das elites e forçaram seus liderados a os seguirem de forma cega, amedrontada e desavergonhada.

Guardadas as devidas proporções, assistimos o domínio do Acre por um grupo político que conduziu a sociedade ao fracasso, à inação econômica e à insegurança brutal. A destruição levou duas décadas. Aos poucos, os petistas dominaram de forma profunda as organizações da sociedade civil e as instituições do Estado.

Contaram com apoio de todos os presidentes da República desde FHC e exerceram hegemonia ideológica com a mitologia ecológica irracional denominada florestania. Contaram com o respaldo quase irrestrito de toda imprensa; houve exceções. A adesão do setor empresarial e dos produtores não faltou, pois foi conseguida por medo, blefes e criação de dificuldades.

A persuasão foi utilizada nos primeiros anos visando mudar valores tradicionais e substituí-los por um ambientalismo socialista enganador. A força das ameaças, multas, invasões de terras, perseguições e controle burocrático se impôs; era mais eficiente. Ao final de vinte anos, ficou claro o fracasso e a turma foi banida da política pelo voto popular.

Sempre estive contra essa gente. Sempre intuí e observei o mal que a turma dos petistas fazia ao Estado. Foram 20 anos de perda de oportunidades para desenvolver, crescer e gerar riquezas. Poucos enfrentaram a esquerda acreana desde o início, entretanto uma minoria jamais deixou de observar criticamente os feitos e lutar bravamente pela queda dos responsáveis pelo atraso. Tal minoria cresceu e minou as bases do poder até a completa ruptura conquistada em 2018.

Hoje, não vejo com surpresa petista, outrora ardoroso, inventar desculpas esfarrapadas para abandonar o barco e aderir pragmaticamente a novos nichos de poder, em busca de sobrevivência política. É vergonhoso, por exemplo, uma ex-presidente do partido tirar da cartola briguinhas de 2012 para se transmutar. Também, não é digno a prefeita tentar se limpar da poeira petista com tremendo desdém. É ingrata: ela só é prefeita porque aceitou jogar junto com os petistas. Se eles ainda estivessem no poder, a prefeita romperia?

É possível perdoar as pequenas e sórdidas hipocrisias em política, mas não é recomendável esquecê-las. A lembrança da história é pedagógica e se enfrentada com verdade e rigor, pode ajudar a não cometermos os mesmos e insistentes erros. Estar atento é fundamental.

 

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Acre

Área desmatada dobra no Acre entre agosto e dezembro de 2019

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Acre contribuiu com 2% do desflorestamento na Amazônia em dezembro de 2019 desmatando e degradando 3 km². Já entre os meses de agosto de 2018 e igual período de 2019 o desmatamento cresceu 100%. Foram derrubados 119 km² no período agosto-dezembro 2018 e no ano seguinte, nesse mesmo tempo, 238 km².

Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Na Amazônia a área derrubada entre agosto e dezembro 2019 representa 67% a mais do que o que foi registrado, pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), plataforma usada pelo Imazon, em 2018 –ano que teve 1.706 km² desmatados.

Entre agosto e dezembro de 2019, 2.852 km² de florestas foram derrubados na Amazônia. A maior parte das matas perdidas no último mês do ano passado foi no Pará: 47% de 227 km².

O Imazon classifica desmatamento como o corte raso, que é a remoção completa da vegetação florestal. Geralmente, é a formação de áreas de pasto. Já a degradação é caracterizada pela extração das árvores, que costumam abastecer o mercado da madeira. Outros exemplos de degradação são os incêndios florestais — controlados ou não, em áreas privadas — mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando.

 

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