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Jingle de Luziel Carvalho configura campanha antecipada?

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Na manhã desta segunda-feira, 16, o pré-candidato à prefeitura de Rio Branco pelo Progressistas, Luziel Carvalho, ex-superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária no Acre (MAPA), divulgou um áudio com uma música e a sugeriu como toque de celular.

Na gravação, a música tem como letra o seguinte conteúdo: “Luziel Carvalho é esperança, tem amor dentro de si e no peito o compromisso que pode nos unir”.

Luziel nunca escondeu que sonha em concorrer ao cargo de prefeito da capital acreana nas eleições do ano que vem

O problema é que muita gente que ouviu a música interpretou a exaltação como propaganda eleitoral antecipada, o que é proibido por lei.

O ac24horas foi ouvir quem entende do assunto. Três especialistas em direito eleitoral, que por uma questão ética não serão mencionados, já que dois são advogados que atuam na defesa de políticos e um pertence a própria justiça eleitoral, emitiram suas opiniões.

Um dos entrevistados afirmou que não entende como propaganda eleitoral antecipada. “Não creio. Pode até que muita gente, inclusive da justiça eleitoral, pense assim, mas não concordo. O que isso caracteriza é promoção pessoal e isso não é proibido. O que pode acontecer é mais na frente, se o Luziel vir a ser realmente candidato é alguém o acusá-lo de abuso de poder econômico, afirmando que seu nome já vinha sendo divulgado antes do prazo”, afirma.

Opinião parecida de um outro advogado, também especialista em direito eleitoral. “A corte eleitoral somente considera tais fatos como propaganda extemporânea o pedido expresso de voto, e, no caso desse áudio não existe, portanto é lícito. Nesse áudio ele apenas exalta suas qualidades pessoais. Porém,sem pedido de voto”, afirma.

Já o terceiro entrevistado pelo ac24horas discorda e acha que o áudio é propaganda eleitoral antecipada. “Isso me parece muito com propaganda eleitoral. Mas para que a justiça se pronuncie é necessário a provocação do Ministério Público Eleitoral ou de algum partido sobre o caso”.

Ouça a música:

 

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Acre

Marcio Bittar – Adesões e traições

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Por – Senador Marcio Bittar (MDB-AC)

A convicção de valores e a coerência são virtudes raras na política, por outro lado o adesismo pusilânime, a substituição irrefletida de valores e o pragmatismo cego são abundantes. Exemplos históricos dramáticos corroboram a hipótese da prevalência dos vícios nos jogos de poder. Quantos líderes totalitários conseguiram, primeiro pela persuasão e depois pela força, conduzir maiorias e contar com o apoio de políticos, burocratas, intelectuais, empresários, sindicatos, professores, alunos, jornalistas e magistrados cegos pela proximidade e partilha das benesses do controle do Estado?

Stalin, o tirano comunista, foi um líder de multidões e contou com o apoio da elite soviética para cometer atrocidades inomináveis. Hitler, o líder máximo dos nazistas, ajudou a mudar os valores de uma nação em desespero e conduziu a Alemanha e o mundo ao inferno. São exemplos de genocidas que conseguiram a adesão torpe das maiorias, manipularam a inversão de valores das elites e forçaram seus liderados a os seguirem de forma cega, amedrontada e desavergonhada.

Guardadas as devidas proporções, assistimos o domínio do Acre por um grupo político que conduziu a sociedade ao fracasso, à inação econômica e à insegurança brutal. A destruição levou duas décadas. Aos poucos, os petistas dominaram de forma profunda as organizações da sociedade civil e as instituições do Estado.

Contaram com apoio de todos os presidentes da República desde FHC e exerceram hegemonia ideológica com a mitologia ecológica irracional denominada florestania. Contaram com o respaldo quase irrestrito de toda imprensa; houve exceções. A adesão do setor empresarial e dos produtores não faltou, pois foi conseguida por medo, blefes e criação de dificuldades.

A persuasão foi utilizada nos primeiros anos visando mudar valores tradicionais e substituí-los por um ambientalismo socialista enganador. A força das ameaças, multas, invasões de terras, perseguições e controle burocrático se impôs; era mais eficiente. Ao final de vinte anos, ficou claro o fracasso e a turma foi banida da política pelo voto popular.

Sempre estive contra essa gente. Sempre intuí e observei o mal que a turma dos petistas fazia ao Estado. Foram 20 anos de perda de oportunidades para desenvolver, crescer e gerar riquezas. Poucos enfrentaram a esquerda acreana desde o início, entretanto uma minoria jamais deixou de observar criticamente os feitos e lutar bravamente pela queda dos responsáveis pelo atraso. Tal minoria cresceu e minou as bases do poder até a completa ruptura conquistada em 2018.

Hoje, não vejo com surpresa petista, outrora ardoroso, inventar desculpas esfarrapadas para abandonar o barco e aderir pragmaticamente a novos nichos de poder, em busca de sobrevivência política. É vergonhoso, por exemplo, uma ex-presidente do partido tirar da cartola briguinhas de 2012 para se transmutar. Também, não é digno a prefeita tentar se limpar da poeira petista com tremendo desdém. É ingrata: ela só é prefeita porque aceitou jogar junto com os petistas. Se eles ainda estivessem no poder, a prefeita romperia?

É possível perdoar as pequenas e sórdidas hipocrisias em política, mas não é recomendável esquecê-las. A lembrança da história é pedagógica e se enfrentada com verdade e rigor, pode ajudar a não cometermos os mesmos e insistentes erros. Estar atento é fundamental.

 

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Acre

Área desmatada dobra no Acre entre agosto e dezembro de 2019

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Acre contribuiu com 2% do desflorestamento na Amazônia em dezembro de 2019 desmatando e degradando 3 km². Já entre os meses de agosto de 2018 e igual período de 2019 o desmatamento cresceu 100%. Foram derrubados 119 km² no período agosto-dezembro 2018 e no ano seguinte, nesse mesmo tempo, 238 km².

Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Na Amazônia a área derrubada entre agosto e dezembro 2019 representa 67% a mais do que o que foi registrado, pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), plataforma usada pelo Imazon, em 2018 –ano que teve 1.706 km² desmatados.

Entre agosto e dezembro de 2019, 2.852 km² de florestas foram derrubados na Amazônia. A maior parte das matas perdidas no último mês do ano passado foi no Pará: 47% de 227 km².

O Imazon classifica desmatamento como o corte raso, que é a remoção completa da vegetação florestal. Geralmente, é a formação de áreas de pasto. Já a degradação é caracterizada pela extração das árvores, que costumam abastecer o mercado da madeira. Outros exemplos de degradação são os incêndios florestais — controlados ou não, em áreas privadas — mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando.

 

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