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Governo diz que helicóptero gerou economia de mais de R$ 600 mil aos cofres do estado

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O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer/AC) divulgou uma nota pública após o ac24horas mostrar em reportagem que as duas aeronaves, um avião e um helicóptero, doados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Ministério da Justiça, respectivamente estariam no prego em um hangar do Aeroporto Internacional de Rio Branco.

De acordo com a nota, o avião doado pela PRF, batizado de Harpia 2, está em perfeito estado e teria feito uma viagem nos últimos dias com técnicos para a avaliação e intervenção na pista de Santa Rosa do Purus.

Segundo o comunicado, a dificuldade, já superada, foi a questão financeira para garantir o uso das aeronaves. Já que não havia orçamento para os dois bens que foram frutos de doação.

Os recursos da pasta da segurança pública foram desdobrados para atender o emprego do avião. A nota afirma ainda que o Harpia 02 já realizou 40 horas de voo, proporcionando ao Estado uma economia de mais de R$ 150.000.

Em relação ao helicóptero, o Ciopaer explica na nota que a aeronave era usada por traficantes que nunca levaram em conta a manutenção necessária para garantir a segurança do equipamento. Após realizar 50 horas de voo em apoio às ações de segurança pública, o que gerou uma economia direta aos cofres públicos do Estado do Acre de mais de R$ 600 mil, o helicóptero está parado no hangar do Aeroporto de Rio Branco. O processo licitatório que vai determinar qual a empresa realizará a manutenção deve ocorrer no próximo mês de janeiro.

Leia a nota:

NOTA PÚBLICA

Em atenção ao conteúdo publicado em site local no dia 18 de dezembro de 2019, o qual afirma que “Aeronaves doadas pelo Ministro Sérgio Moro estão no prego no Hangar do Aeroporto de Rio Branco”, o Governo do Estado do Acre e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas, vem a público esclarecer que:

No início da gestão, levantamento realizado através dos setores de patrimônio, gestão de contratos e financeiro da Sejusp apontaram que a unidade aérea detinha uma aeronave com contratos em vigor de seguro, manutenção, combustível e peças, de modo que a sua operação ocorria de forma restrita, pois apesar de estarem vigorando, não permitiam a operação da aeronave de forma a atender às necessidades do sistema de segurança, pois redundavam em restrição de horas, bem como não possibilitavam o atendimento de forma irrestrita de ações de saúde, segurança, fiscalização e monitoramento ambiental, as quais a aeronave Harpia 01 se propunha.

De forma incisiva, o governador Gladson Cameli, por intermédio dos secretários de Justiça e Segurança Pública, Paulo César; de Saúde, Alysson Bestene; de Meio Ambiente, Israel Milani e de Planejamento e Gestão, Maria Alice Araújo, determinou a realização do Termo de Cooperação Técnica, que proporcionou condição financeira para realização de ações de socorro a serem realizadas pelo Samu com o uso da aeronave, além de dar as mesmas condições de uso da aeronave para ações de fiscalização e monitoramento ambiental. Dessa forma, a aeronave Harpia 01 passou a ser empregada com maior efetividade em todas as ações do Estado.

Com visão ampla sobre as necessidades do estado, vendo o custeio crescente da máquina, sobretudo com uso de recursos aéreos, foi buscado o incremento de aeronaves. A título de doação, frise-se, sem investir de forma direta nenhum recurso público, foi agregado ao patrimônio do Estado um avião Sêneca III, oriundo da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Sem previsão financeira ou orçamentaria, a aeronave necessitou de manutenção, realizada em Goiás, para ficar em condições de uso, onde após completa manutenção foi apresentada à população acreana, na cidade de Cruzeiro do Sul.

O acréscimo de uma aeronave, assim como qualquer outro equipamento público, como uma escola, uma delegacia, um posto de saúde, importa diretamente no seu custeio, que deve ser previsto de forma antecipada através de dotação de fonte orçamentaria. Dessa forma, os recursos da pasta da segurança pública foram desdobrados para atender o emprego da aeronave, que se encontra em plena operação, inclusive, dando suporte para outras secretarias do Estado, entre elas, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), a qual deslocou recentemente técnicos para a avaliação e intervenção na pista de Santa Rosa do Purus. O avião Harpia 02 já realizou 40 horas de voo, proporcionando ao Estado uma economia de mais de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais).

Após passar por intervenção de manutenção são realizadas tratativas para que o referido avião, Harpia 02, passe a integrar a frota de aeronaves que presta apoio a área de saúde do Estado do Acre. Dessa forma, racional e responsável com os recursos públicos, oferta-se uma aeronave em condições de operação.

Da mesma forma, foi aportado ao patrimônio do Estado do Acre um helicóptero oriundo de apreensão por tráfico de drogas. Inicialmente avaliado R$ 4 milhões, a aeronave foi trasladada ao estado, devidamente respaldada pela ANAC, pelos órgãos competentes de Justiça, sem deter contratos de manutenção, combustível e seguros vigentes. Como vinha sendo usada pelo tráfico de drogas, muito de sua manutenção foi desprezada. Com a restrição de horas e calendário de manutenção previsto para sua baixa em 5 de novembro, a aeronave realizou 50 horas de voo em apoio às ações de segurança pública, o que gerou uma economia direta aos cofres públicos do Estado do Acre de mais de R$ 600 mil reais.

Atuando de forma responsável, subsidiando de forma técnica a tomada de decisão no âmbito da Sejusp, o Ciopaer Acre contabiliza mais de três mil horas voadas sem registro de acidentes, voando sobre o estado do Acre, que conta apenas com dois auxílios para atender toda a sua extensão territorial, sendo um em Rio Branco e outro em Cruzeiro do Sul.

São mais de 300 vidas salvas em 10 anos de operação, com 22 profissionais de segurança pública que todos os dias atuam de forma precisa para garantir a integridade do equipamento e das vidas que estão sob sua responsabilidade.

Cleyton de Oliveira Almeida – Cel QOBM
Coordenador do Ciopaer/AC

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Falta de médicos para atender casos de dengue gera revolta em pacientes no Hospital do Juruá

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Um vídeo gravado na manhã desta terça-feira, 21, mostra o descontentamento de pacientes que não conseguem atendimento no Hospital Regional do Juruá em Cruzeiro do Sul.

Com a recepção completamente lotada, pacientes que chegaram de madrugada afirmam não conseguir uma ficha para consulta médica. Alguns pacientes afirmam que esperam pela consulta com especialista na área de infectologia desde o ano passado.

O ac24horas conversou com o Dr. Marcos Lima, gerente do Hospital Regional do Juruá, que confirmou o problema, alegando que o motivo é o crescimento dos casos de dengue na região, aliado a quantidade pequena de médicos na unidade de saúde.

“Estamos tendo um grande surto de dengue na região. Como só temos duas infectologistas, precisamos dividir a carga horária entre ambulatório e visitas. Como estamos tendo muitos pacientes internados, fomos obrigados a diminuir um dia de atendimento de consultas. Constatamos o problema e estamos tentando resolver da melhor forma possível. Nossa expectativa é que no próximo mês já tenhamos uma redução dos casos de dengue para que possamos voltar ao fluxo normal de atendimento”, diz Marcos Lima.

Veja o vídeo:

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Piloto de helicóptero dos famosos diz que seguro não deve cobrir o acidente do Harpia 1

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O acidente entre o caminhão-baú e o Harpia 1, do Governo do Estado do Acre, virou assunto nacional. Após conferir as imagens do acidente , o instrutor e youtube do Canal VHD, do maior canal de helicópteros do mundo, Victor Hugo Dias, soltou o verbo e não economizou nas críticas.

“Nenhum acidente na aviação acontece apenas por um fator, são sempre diversos fatores, que vão se somando até acontecer o acidente”, afirmou.

Em entrevista exclusiva ao ac24horas, Victor afirmou que houve sim erro das duas partes envolvidas no acidente, principalmente, pelo motorista de caminhão.

“Você tá vendo uma aeronave sendo acionada, pra quê, você vai chegar tão perto da aeronave? Se for olhar o tamanho do recuo que tinha ali, o recuo era gigante. Não tinha necessidade do caminhão chegar tão perto como ele chegou do helicóptero. Houve, sim, um erro da tripulação que tem que zelar pela máquina, e isolar melhor a área. Naquele momento, a aeronave estava sendo preparada para decolar. Poderia ter alguém lá na ponta travando esse trânsito? Sim! Quem poderia ter feito? agente de trânsito, Polícia Militar ou Civil”, destacou.

Victor afirmou que também ficou “abismado com a falta de noção” dos próprios colegas pilotos de aeronave.

“As vezes eu fico abismado com os próprios pilotos que não tem noção espacial do tamanho com o negócio que ele tá voando, de onde as partes podem pegar e, eu vejo vídeo direto de pilotos que vai manobrar e pega o motor de cauda na árvore”, afirmou.

Em sua análise, a possibilidade de explosão do helicóptero na hora do acidente era muito baixa devido ao casco do tanque de gasolina ser bem protegido.

“Esse modelo de helicóptero é muito seguro, existe há mais de 30 anos, que é uma AS50 não é atoa que a maioria das forças públicas dos diversos estados e emissoras de TV usam”, ponderou.

Victor avaliou o local usado para o pouso e a decolagem, do ponto de vista da lei, como tranquilo, já que a aeronave estava exercendo uma atividade de interesse do governo.

CMTE. HAMILTON E VITOR HUGO – FOTO: CEDIDA AO AC24HORAS

Victor explicou, em outro trecho, que o prejuízo do helicóptero deve ser enorme. Ele estimou por volta de R$ 6 milhões de reais.

“Quando acontece um tipo de negócio desses não é simplesmente trocar o que estragou. A transmissão vai ter que fazer um rebite nela, devido essa parada rápida. Tudo que integra desde a hora que sai do motor tem que haver uma inspeção minuciosa e nesse caso com o impacto que foi, provavelmente, tem que trocar muita coisa. As vezes chega a ficar 70% ou 80% do valor do helicóptero, por questões de justamente as peças mais caras que estragaram ali. Quanto à chassi dá realmente uma estragada, porque ela chega a entortar devido ao impacto”, ponderou.

Em relação ao seguro da aeronave, Victor Dias, afirmou que se o seguro for o da maioria das aeronaves, não devem cobrir o prejuízo, pois segundo ele, o seguro só cobre lugares homologados, e o lugar que ocorreu o acidente não estava homologado.

“Nesse caso não é homologado, é um lugar não homologado, que a gente chama de “zulu” que recebe o nome de pouso não ocasional. Se funciona que nem o seguro de aeronaves não paga, não vai pagar”, afirmou.

 

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